Paleontologia sem fronteiras: Chile e Brasil fortalecem rede científica para decifrar a história fóssil da Antártica e da Patagônia

Paleontologia sem fronteiras: Chile e Brasil fortalecem rede científica para decifrar a história fóssil da Antártica e da Patagônia

Punta Arenas, 17 de novembro de 2025 – Com o objetivo de fortalecer a colaboração científica no campo da paleontologia, no final de outubro foi realizado o workshop “Compreendendo as marcas do passado no registro fóssil da Antártica e da Patagônia”.

Essa iniciativa reuniu, em Punta Arenas, especialistas do Chile e do Brasil para compartilhar os avanços do Projeto de Fomento à Vinculação Internacional FOVI240023, “Fortalecimento da Rede Paleontológica Chile-Brasil”, desenvolvido pelo Instituto Antártico Chileno (INACH), financiado pela Agência Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento (ANID). O projeto busca obter novos dados sobre o evento de extinção em massa dos dinossauros e compreender seu impacto na Patagônia e na Antártica, regiões que estiveram conectadas em diferentes momentos da história natural.

O encontro, organizado pelo INACH, contou com a participação do Instituto Tecnológico de Paleoceanografia e Mudanças Climáticas (Itt Oceaneon) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), da Universidade do Chile, da Universidade Austral do Chile e da Corporação para a Pesquisa e Avanço da Paleontologia e História Natural de Atacama (CIAHN Atacama).

O projeto promove o intercâmbio científico, a implementação de novas metodologias e a formação de jovens pesquisadores(as), fortalecendo o estudo do registro fóssil do continente aos oceanos e consolidando redes de colaboração internacional que buscam compreender os processos que moldaram a história geológica e paleontológica do extremo sul do mundo.

A Dra. Cristine Trevisan, especialista em paleobotânica, pesquisadora do INACH e organizadora do evento, destacou a colaboração existente entre os dois países: “É sempre fundamental fortalecer a cooperação, porque muitas vezes temos o material, mas nem sempre as ferramentas ou equipamentos necessários para avançar em certas análises. Este foi um evento de alto nível, com expositores de grande trajetória e compromisso. O que mais destaco é seu caráter multidisciplinar: embora tenha se centrado na paleontologia, abrangeu desde a micro até a macropaleontologia, integrando também o estudo de estruturas vegetais e outras linhas menos comuns”.

Ela acrescentou que, durante a última semana de outubro, foram realizadas diversas atividades complementares, incluindo visitas à Universidade de Magallanes e ao Instituto da Patagônia, além do Museu de História Natural de Río Seco, onde foram conhecidas valiosas coleções de microfósseis.

Também destacou o trabalho conjunto com a Dra. Judith Pardo, que coordena outro projeto FOVI, intitulado “Fortalecimento da pesquisa paleontológica vinculada na Universidade de Magallanes por meio da criação de redes”. Nesse sentido, Trevisan afirma que “só este ano, entre nós duas, recebemos entre 18 e 20 pesquisadores, o que reflete uma ciência aberta, colaborativa e em permanente intercâmbio”.

Do Brasil, o Dr. Gerson Fauth, coordenador do ITT Oceaneon da Unisinos, ressaltou o longo histórico de colaboração entre as instituições: “A primeira expedição brasileira à Antártica contou com o apoio do INACH, e os pesquisadores participantes eram da Unisinos. Nos últimos anos, desenvolvemos uma colaboração estreita com a equipe do INACH, impulsionando um esforço conjunto em micropaleontologia e sedimentologia. Participar deste workshop foi uma experiência fantástica, porque a cooperação é essencial na ciência: somando esforços, alcançamos mais”.

Por sua vez, a Dra. Valentina Flores, docente do Departamento de Geologia da Universidade do Chile, valorizou o intercâmbio interdisciplinar proporcionado pelo encontro: “Embora eu trabalhe com registros mais recentes, encontramos pontos de encontro com quem estuda escalas muito mais antigas. Isso nos permite gerar ideias e avançar em pesquisas conjuntas. A ciência tem justamente esse valor: a cooperação entre pesquisadores que abordam diferentes objetos de estudo, mas que, ao se complementarem, alcançam resultados mais integrados”.

Além disso, a Dra. Joseline Manfroi, pesquisadora do CIAHN Atacama, destacou a importância de observar o registro fóssil a partir de uma perspectiva conjunta entre os dois países: “É uma grande oportunidade integrar a experiência de especialistas de diferentes áreas da paleontologia e construir uma visão mais completa do passado da Terra. Essa conexão entre a Antártica e a Patagônia é chave para compreender a história geológica do sul do Chile, e para mim é incrível poder contribuir nisso junto aos meus colegas”.

O projeto planeja continuar com novas etapas de cooperação entre as instituições participantes, incluindo a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, a colaboração em artigos científicos de alto impacto e a divulgação do conhecimento científico ao público geral, com ênfase na história natural da região austral e sua conexão com a Antártica.

A atividade foi transmitida ao vivo pelo canal do YouTube Comunicaciones INACH, permitindo aproximar da comunidade científica e do público geral os avanços no estudo do registro fóssil do extremo sul do planeta.

O INACH é um organismo técnico do Ministério das Relações Exteriores, com plena autonomia em tudo relacionado a assuntos antárticos de caráter científico, tecnológico e de difusão. O INACH cumpre a Política Antártica Nacional incentivando o desenvolvimento de pesquisa de excelência, participando ativamente do Sistema do Tratado Antártico e de fóruns relacionados, fortalecendo Magallanes como porta de entrada ao Continente Branco e promovendo ações de divulgação do conhecimento antártico à sociedade. O INACH organiza o Programa Nacional de Ciência Antártica (PROCIEN).

Cadetes do Corpo de Bombeiros do RS visitam o laboratório de Segurança Contra Incêndio do itt Performance

Cadetes do Corpo de Bombeiros do RS visitam o laboratório de Segurança Contra Incêndio do itt Performance

Atividade do Curso Superior de Bombeiro Militar (CSBM) aproximou teoria e prática sobre materiais de acabamento e revestimento na disciplina de Medidas de Segurança Contra Incêndios em Edificações

 

Em 4 de novembro de 2025, o Prof. Dr. Eng. Civil Hinoel Zamis Ehrenbring, responsável técnico pelo itt Performance, e o Prof. Dr. Eng. Civil Roberto Christ, coordenador-geral do itt Performance, receberam a comitiva do Curso Superior de Bombeiro Militar (CSBM) para apresentação do Laboratório de Segurança Contra Incêndio e de temáticas relacionadas à avaliação de materiais frente à segurança contra incêndio. A visita, mediada pelo Major Estevan Falcão e com a participação de 20 alunos-oficiais, permitiu conhecer mais profundamente a infraestrutura do laboratório, bem como os laboratórios de Segurança Estrutural e de Acústica, acompanhar demonstrações de ensaios de reação ao fogo e discutir aplicações dos resultados na classificação e especificação de materiais de acabamento e revestimento em projetos de edificações.

Cadetes do CBMRS em frente a forno utilizado para testes

“Trouxemos 20 alunos-oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, e essa interação com a Unisinos e o itt Performance é muito importante. Na minha formação, estive aqui e fiz questão de trazer os alunos-oficiais para que entendam os testes realizados nos materiais. Sabemos que o mercado traz cada vez mais desempenho e inovação nas edificações, e isso precisa ser estudado à luz dos parâmetros de segurança contra incêndio. A relação do Corpo de Bombeiros com as universidades tem se mostrado bastante exitosa, e por isso estamos aqui”, afirma o Major Estevan Falcão Pagliarin.

A visita integrou o conteúdo de Controle dos Materiais de Acabamento e Revestimento da disciplina Medidas de Segurança Contra Incêndios em Edificações, fortalecendo a conexão entre formação profissional, pesquisa aplicada e a atuação das instituições responsáveis pela segurança da população.

Alunos concluem especialização em Encapsulamento de Semicondutores na Unisinos

Alunos concluem especialização em Encapsulamento de Semicondutores na Unisinos

Trinta alunos concluíram, na última quinta-feira, 13, o curso de especialização em Encapsulamento de Semicondutores, promovido pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) e pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). A formação integra o programa Semicondutores RS, iniciativa do governo do Estado que busca fortalecer a competitividade do setor por meio de incentivo à inovação, qualificação profissional e atração de novos investimentos.

O evento de encerramento, realizado no auditório da Biblioteca da Unisinos, em São Leopoldo, contou com uma job fair que se estendeu ao longo de dois dias (quarta, 12, e quinta-feira, 13, pela manhã), reunindo empresas do setor interessadas em conhecer os talentos formados pelo programa. A feira possibilitou conexões diretas entre os estudantes e organizações que atuam na cadeia de semicondutores, reforçando o papel estratégico da formação na geração de oportunidades.

No período da tarde, também na quinta-feira, a programação seguiu com duas palestras que ampliaram a visão dos alunos sobre os desafios e perspectivas da indústria. Guilherme Camboim, diretor do Departamento de Conhecimento e Inovação da SICT-RS, apresentou detalhes sobre o programa de encapsulamento de semicondutores do Estado. Em seguida, Juan Pablo Martinez Brito, representante do CEITEC, abordou o tema “Desafios da Produção de Semicondutores no Brasil”, destacando o cenário nacional e os caminhos para ampliar a autonomia tecnológica do país.

Lançado em 2023 pelo governo Eduardo Leite, o Semicondutores RS reúne um conjunto de medidas voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva, incluindo incentivos fiscais, investimentos estratégicos e formações específicas como a concluída nesta semana. A iniciativa reforça o compromisso do Estado em consolidar o Rio Grande do Sul como referência nacional na área de microeletrônica e tecnologias avançadas.

Apresentação de banner alunos

Unisinos sedia VIII WINDEC

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Unisinos apresenta exposição imersiva sobre pesquisas geológicas na Antártica

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