O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Unisinos está organizando a Maratona DigiLabour, que será realizada durante três dias, com início na próxima segunda-feira (21/9). O DigiLabour é uma newsletter sobre trabalho digital e trabalho em plataforma, coordenada pelo pesquisador Rafael Grohmann. “A proposta da Maratona DigiLabour é discutir as múltiplas dimensões do trabalho digital em painéis agitados, discutir temas que são centrais para a pesquisa em comunicação e nas bordas da pesquisa em comunicação”, comenta o professor.
Para Rafael, debater a temática é central para todos os envolvidos com a Indústria Criativa. “A plataformização do trabalho significa a generalização das plataformas como meios de comunicação e de produção em todas as áreas do conhecimento, de modo que a perspectiva comunicacional nos auxilia a compreender desde o trabalho dos entregadores até a questão da automatização do futuro do trabalho”, explica.
Segundo Rafael, a Maratona DigiLabour é um evento multifacetado e interdisciplinar, mas com protagonismo da área da comunicação, além de ser online e gratuito, que recebe pessoas de várias regiões do Brasil e do exterior. “Com isso, pretendemos recobrir algumas das áreas que a gente tem estudado no âmbito do DigiLabour”, completa. As inscrições podem ser feitas pelo site da Unisinos.
Confira a programação:
Segunda-feira (21/9):
- What do platforms want (and what do they need)? Apprehending the gig economy – Niels Van Dorn, coordenador da pesquisa Plataform Labour e professor da Universidade de Amesterdã.
- Trabalho digital: o que há de novo? O que há de velho? – Ludmila Costhek Abilio (Unicamp), Roseli Figaro e Tulio Custódio (USP).
- Luta por trabalho decente em plataformas digitais na América Latina – Kruskaya Hidalgo, do Observatório de Plataformas do Equador, Rodrigo Carelli e Renan Kalil, do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Terça-feira (22/9):
- Narrativas e Disputas de Sentido sobre Empreendedorismo – Taís Oliveira (UFABC), e Vander Casaqui (UMESP).
- Performatividades algorítmicas e trabalho plataformizado – Ana Guerra (UFMG), e Elias Bitencourt (UFBA).
- Vigilância, hackativismo e descolonização dos dados – Fernanda Bruno (UFRJ), Josemira Reis (UFBA), e Sergio Amadeu (UFABC).
Quarta-feira (23/9):
- Trabalho digital e saúde – Leticia Masson (Fiocruz), e Daniel Abs (UFRGS).
- Cidades plataformizadas: há alternativas? – Leonardo Foletto, do LabCidade, da USP, e Bianca Tavolari, colunista da revista Quatro Cinco Um e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).
- Raça, Gênero, Migração e Diversidade no Trabalho Digital – Lorena Caminhas, da Unicamp, Sofia Zanforlin (UFPE), e Larisse Pontes (UFSC).
- Plataformização do Trabalho na Cultura Pop – Arturo Arriagada, da Universidad Adolfo Ibáñez, no Chile, Lucas Hertzog, da University of Cape Town, na África do Sul, Leonardo Marchi (UERJ), e Melina Santos (PUCRS).