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UMA LUPA SOBRE O GUAíBA: COMO USAMOS A áGUA DO RIO E O QUE PODEMOS MELHORAR NESSE PROCESSO

08 de setembro de 2016, 14:25:17 |
Lago Guaíba Porto Alegre

O Guaíba é o único corpo hídrico fonte de água potável de Porto Alegre e, principalmente por isso, precisa de cuidados o tempo todo. A atenção contínua, seguida da intervenção adequada, direciona o uso e assegura a preservação desse que é um recurso tão precioso para a sociedade. Para simplificar a situação, pense por este ângulo: quanto mais entendemos o rio, tanto melhor sabemos aproveitá-lo. E é essa entrega de conhecimento que a Unisinos vai dar para a Capital.

 

Com a ampliação do campus em Porto Alegre, a instituição reforçará seu compromisso com a sustentabilidade. Já agora, a Unisinos age como parceira da cidade na tarefa de cuidar de seu maior cartão-postal, e essa ação colaborativa irá se intensificar a partir do ano que vem. Por meio do projeto “Desenvolvimento socioeconômico, qualidade hídrica, ambiente e saúde pública em Porto Alegre”, proposto pelo Programa de Pós-Graduação em Geologia, a universidade vem estudando e sugerindo uma série de iniciativas voltadas ao Guaíba.
 
Entre as propostas, está o monitoramento em tempo real de uma área de, aproximadamente, quatro quilômetros de extensão a partir da Foz do Rio Gravataí. Com sensores que medirão diferentes variáveis, como velocidade e pH da água, os pesquisadores poderão coletar informações que os ajudarão a compreender e acompanhar o comportamento do Guaíba. Os dados serão processados por dispositivos eletrônicos e, posteriormente, resultarão na construção de mapas indicativos da realidade observada.
 
Um dos processos que será monitorado é o de sedimentação de fundo. O professor Osmar Coelho, participante do projeto, fala sobre as implicações desse estudo: “Se tu tens um canal de navegação, não vais querer que existam sedimentos dentro dele, porque aí terás de dragar a região periodicamente para manter a condição de navegabilidade. E, quando tu retiras sedimentos de um ponto, nem sempre sabes qual será a resposta hidrodinâmica dessa ação – pode vir a acontecer uma erosão na margem, por exemplo”. Identificar a quantidade e a posição dos sedimentos, portanto, influenciará na tomada de decisões para a coleta de água para abastecimento e navegação. Consequentemente, favorecerá tanto o turismo quanto a economia, tendo em vista a movimentação do porto da cidade.
 
As informações obtidas por meio dessas medições também ajudarão a sanar um problema ambiental ao subsidiar a avaliação dos projetos de saneamento básico mantidos em Porto Alegre. O monitoramento poderá detectar se as práticas estão dando certo ou não, quais impactos geraram, em que locais houve progresso e onde ainda é necessário investimento.
 
“O projeto vai nos dizer como estamos usando o rio, o que devemos ou não fazer e que água queremos ter”, afirma o professor. Com a consequente melhoria da qualidade hídrica, a iniciativa espera devolver à comunidade a possibilidade de praticar esportes náuticos e de aproveitar o Guaíba em todo seu potencial.
 
Para tornar isso tudo realidade, a Unisinos já estabeleceu convênio com a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) para o desenvolvimento de projetos geotecnológicos aplicados à rede hídrica do Rio Grande do Sul. Os equipamentos, os laboratórios e a infraestrutura de ambas as instituições serão empregados no desenvolvimento do projeto. A Unisinos também mantém parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, e as centrais analíticas de ambas as instituições poderão ser usadas. Logo mais, o projeto será aberto à comunidade e aceitará candidaturas para participação.