Presente na Antártica desde 1981, a Unisinos acompanha mais de 30 mil aves em ilhas Antárticas, o que permite estabelecer rotas migratórias e variações da população que podem estar associadas às mudanças climáticas.

Rastrear rotas e comportamentos de aves marinhas é a missão dos pesquisadores da Unisinos que integram o Programa Antártico Brasileiro (Proantar). Os estudos conduzidos no mais meridional dos continentes desde 1981 permitem ao grupo não apenas aprender sobre as espécies em questão, como também manter a preservação das terras geladas do sul e entender as mudanças climáticas no nosso planeta.

Por meio do programa, pós-graduandos de mestrado e doutorado, bolsistas de iniciação científica e docentes da Biologia participam de expedições periódicas ao continente. Com o propósito de manter esse ecossistema em boas condições, os pesquisadores monitoram através de anilhas numeradas, geolocalizadores e transmissores, 15 espécies de populações marinhas, entre as quais pinguins e petréis. A partir desse acompanhamento, traçam as rotas de migração e alimentação para compreender como se comportam e como reagem às mudanças climáticas.

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“Conhecendo as rotas, detectamos onde as aves ficam no restante do ano, quando não estão reproduzindo. E cerca de 60% das espécies marinhas da Antártica passam o outono e o inverno na costa do Brasil”, explica a professora Maria Virginia Petry, coordenadora da iniciativa pela universidade. Esse monitoramento equivale ao controle de doenças que podem ser levadas de um lugar a outro, assim como poluentes e metais pesados. Um projeto de resultados concretos, que prevê problemas e antecipa soluções. Hoje, na Unisinos.