0 Comentário em 5 - março - 2012

                                        

Por: Helena Damasceno

Para início de conversa esse rótulo está ultrapassado. Em algum momento da história ele foi marcante e aceito, quando a mulher ainda era concebida pela sociedade machista e patriarcal como incapaz, ineficiente, apenas um objeto utilitário que desempenhava as tarefas do lar, uma procriadora de gerações e mulher para satisfazer os desejos de seu companheiro, que se colocava como seu donatário.

Hoje ele ainda é reproduzido por aqueles que insistem em ver a mulher como alguém desprovido de direitos e capacidades. No entanto, tal rótulo não se aplica mais à nova mulher que quebrou paradigmas e tabus, e vem lutando para conseguir o devido respeito que um ser humano merece, pois ficar questionando ou determinando quem é forte, quem pode mais, a quem é permitido fazer isso ou aquilo é pura tolice, a única diferença visível entre homem e mulher está na constituição física e emocional.

A mulher passou décadas lutando pela sua emancipação, e conseguiu grandes vitórias, embora ainda haja quem não abra mão de praticar o machismo e o preconceito. Por ser polivalente e multifuncional, ela consegue desempenhar funções ditas “masculinas” tão bem, e por vezes até mais eficiente, que o sexo oposto. É comprovado cientificamente que o cérebro feminino é mais desenvolvido que o masculino, isso explica sua multifuncionalidade. Ser mãe, administradora do lar, companheira e mulher em sua essência é seu papel principal, e isso ela faz com eficiência, ninguém lhe tira o mérito. Sai dos domínios do lar, executa árduas tarefas e, retorna aos domínios do lar, sem tampouco perder sua essência e identidade de mulher.

Alguém em algum momento do passado começou propagar a ideia de que a mulher intenta ser igual ao homem, e que sua luta é para tomar seu lugar na sociedade, pura tolice! Cada um tem seu espaço e importância no universo e deve somar em atitudes e esforços para viver em harmonia, dando sua parcela de contribuição. Culturalmente é do homem a responsabilidade de prover o sustento da família e protegê-la, e ele assim o faz, ademais a ele é plantada a obrigação de fazer crescer nações, e a mulher só quer ter a oportunidade de poder colaborar nessas tarefas diminuindo a sobrecarga que recai sobre ele, é uma atitude nobre e honrosa. Outro fator, tão importante quanto, é poder realizar-se enquanto profissional.

O maior opressor do sexo feminino ainda é o machismo, combatido por uns, defendido por outros, e isso é uma constante em algumas culturas ao redor do globo terrestre. O preconceito para com a mulher é gerado do machismo, que sutilmente contamina até mesmo mulheres, quando praticam atitudes machistas e acreditam ser isso muito natural.

As informações registradas neste artigo não são generalizadas ou direcionadas a um gênero específico, mas a toda uma conjuntura evolutiva, um sistema encadeado e àqueles machistas inveterados, que tanto são do sexo masculino quanto do feminino. Aos homens flexíveis e moderados, e que desaprovam atitudes machistas exacerbadas, nossos sinceros elogios.

Este artigo é dedicado a todas as mulheres do mundo que contribuíram e contribuem de alguma forma, para o equilíbrio do universo. Fragilidade só na teoria, de alguns, na prática a mulher é uma fortaleza!


*Professora da rede pública e particular de Aldeias Altas e Caxias (nessa ordem). Graduada em Letras Português/Literaturas e pós-graduada em Língua Portuguesa pela UEMA.

Fonte: http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questoes-de-genero/180-artigos-de-genero/13246-sexo-fragil-sera

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