0 Comentário em 23 - maio - 2011

Quinta-feira, 19 de maio de 2011, 12:08


Proposta pela vereadora Dolores Pessoa (PT), a sessão especial “Contos e Encantos do Axé – Um diálogo sobre a cultura religiosa e afro-brasileira” reuniu representantes das religiões africanistas na noite de 18 de maio. A Câmara Municipal foi representada pelo seu presidente, Ary Moura, que conduziu a sessão juntamente com a proponente Dolores. Estiveram presentes: o presidente da Associação Leopoldense de Candomblé, Umbanda e Cultos Afro-brasileiros (Alcucab); pai Nilton de Oxum; pelo presidente da Associação Afro-umbandista, pai César de Ogum; e o vice, pai Dejair de Ogum; a mãe Normália de Ossain; o secretário municipal da Igualdade, Nestor Moraes; o secretário municipal da Cultura, Pedro Vasconcelos; a colaboradora da Diretoria de Igualdade Racial, Tânia Pedroso; a representante da EST, Márcia Paixão; o irmão Inácio do grupo de estudos inter-religiosos da Unisinos; o vereador Nestor Schwertner; representantes da Associação Carnavalesca e integrantes da religião de matriz africana.
A vereadora Dolores fez sua saudação inicial destacando a importância em homenagear as duas associações da cidade, que representam a religião afro-brasileira. “Os cultos afro-brasileiros resgatam a história de luta dos negros, que foram libertos em 13 de maio. A data da abolição marca a liberdade através de uma imposição feita à princesa Isabel. Para os negros, o 20 de novembro, data da morte do líder negro Zumbi dos Palmares, é que tem destaque para a negritude”, expressou.
O pai Nilton de Oxum manifestou que o evento foi uma vitória pela valorização, reconhecimento e respeito ao segmento da religião africana. “Estamos propagando a religião Afro. Os orixás estão presentes conosco em todos os lugares”, falou.
O pai César de Ogum aproveitou a oportunidade para relatar a perseguição que a religião de matriz africana sofreu e ainda sofre. Lembrou dos opositores à religião e contou a trajetória do movimento contra intolerância religiosa. “Merecemos respeito, pois no Rio Grande do Sul, temos mais de 100.000 terreiros”, destacou.
Depois das manifestações, os pais-de-santo César de Ogum e Nilton de Oxum convidaram a mãe Normália de Ossain para contar um pouco de sua história na religião africana. “O que sinto falta hoje é do respeito que as pessoas tinham pelos orixás. Quando passávamos na frente deles, baixávamos a cabeça em respeito. Adoro a religião e estou com ela nas 24h do meu dia, pois faz parte da essência da minha vida”, revelou a matriarca de 82 anos. 

Disponivel em http://www.camarasaoleopoldo.rs.gov.br/index.php?pg=noticiasExibicao&nt=1449&tm=PT

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