Nossa Guru Profª drª Petronilha foi convidada a fazer parte do corpo docente da  Stanford University nos Estados Unidos por 4 meses.

Nos sentimos orgulhosos, parabéns Petrô.petrô

Uma forma de preservar as tradições, idiomas, conhecimentos e valores dos primeiros negros africanos escravizados trazidos para o Brasil, as religiões de matriz africana foram incorporadas à cultura brasileira e se tornaram uma importante característica da identidade nacional. Entretanto, o racismo ainda tenta impedir o culto à ancestralidade negra tornando seus adeptos vítimas recorrentes do preconceito e da intolerância.

Visando coibir outras atitudes discriminatórias e, como um ato em homenagem a Mãe Gilda, símbolo de um dos casos mais marcantes de preconceito religioso no país, em 2007 foi sancionada a Lei nº 11.635 que faz do 21 de janeiro o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data, que é celebrada por todos os praticantes das religiões de matriz africana, serve ainda como reflexão e motivação na busca pela liberdade do culto religioso e combate ao racismo.

O limite da intolerância – Em outubro de 1999 o Brasil testemunhou um dos casos mais drásticos de preconceito contra os religiosos de matriz africana. O jornal Folha Universal estampou em sua capa uma foto da Iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos – a Mãe Gilda – trajada com roupas de sacerdotisa para ilustrar uma matéria cujo título era: “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”.  A casa da Mãe Gilda foi invadida, seu marido foi agredido verbal e fisicamente, e seu Terreiro foi depredado por evangélicos. Mãe Gilda não suportou os ataques e, após enfartar, faleceu no dia 21 de janeiro de 2000.

Confira o que outras líderes religiosas falam sobre intolerância religiosa:

Leia a matéria completa em: Hoje na História, 21 de janeiro – Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa – Geledés
Follow us: @geledes on Twitter | geledes on Facebook

Mãe Stella – Mãe Stella de Oxóssi, Ialorixá do terreiro Ilê Axé Opó Afonjá, fundado em 1910 em São Gonçalo do Retiro-BA, afirma que sua luta é, e sempre será, pela igualdade de direitos: “Sigo esforçando-me para que a religião trazida pelo povo africano ao Brasil seja devidamente respeitada”.

Leia a matéria completa em: Hoje na História, 21 de janeiro – Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa – Geledés
Follow us: @geledes on Twitter | geledes on Facebook
Mae-Stella
FONTE: http://www.geledes.org.br/hoje-na-historia-21-de-janeiro-dia-nacional-de-combate-intolerancia-religiosa-2/#axzz3PTEYV3KS

O Ministério Público do Estado da Bahia publicou no Diário da Justiça Eletrônico de hoje, (02/09) o edital para o Concurso Público para o cargo de promotor de Justiça Substituto. O concurso terá validade de dois anos, contados da sua homologação, e poderá ser prorrogado por igual período.  Amparado no Decreto Estadual nº 15.353/2014, que regulamenta a Lei nº 13.182/2014, o Ministério Público reservou 30% das vagas para a população negra. A partir de agora, o critério de cotas será utilizado em todos os concursos públicos do órgão e processos seletivos para servidores, membros ou estagiários.

De acordo com o Procurador Geral da Justiça, Márcio José Cordeiro Fahel, “a desigualdade é uma chaga histórica no Brasil, que deve ser combatida por políticas públicas afirmativas, sobretudo por aqueles encarregados de promover a justiça e a defesa dos direitos humanos. Na Bahia, o Ministério Público foi pioneiro ao criar a primeira Promotoria de Combate ao Racismo e, agora, ao instituir uma política vigorosa de acesso a seus quadros funcionais para uma população que, historicamente, aguarda esse olhar de reconhecimento e gratidão”. Avaliou o procurador.

O Secretário de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia, Raimundo Nascimento, elogiou e comemorou a iniciativa. “Com a iniciativa, podemos ressaltar três pontos: O posicionamento do movimento negro de ter levantado o debate de políticas de igualdade racial; o compromisso do governo do estado em ter recebido parte das demandas da população e transformá-las em políticas públicas e a iniciativa do Ministério Público da Bahia em ter assumido a política como um posicionamento do órgão. É um avanço que considero uma vitória para o povo negro baiano”.

As inscrições serão abertas na próxima quinta-feira, dia 4, exclusivamente via internet, por meio do preenchimento de requerimento de inscrição preliminar, que estará disponível no site da Instituição: www.mpba.mp.br. Até o dia 3 de outubro, os interessados poderão se inscrever, pagando a taxa de R$200,00, para concorrer a 30 vagas iniciais. Ainda de acordo com o edital, a avaliação está prevista para ser aplicada no dia 9 de novembro, em Salvador.

O concurso para promotor de Justiça Substituto terá ainda 5% das vagas reservadas às pessoas com deficiência. Os inscritos serão submetidos a provas que versarão sobre os direitos Constitucional, Administrativo, Eleitoral, Civil, Processual Civil, Penal, Processual Penal, Transindividuais e Legislação Institucional. Para concorrer às vagas, o candidato deverá ter concluído o curso de Bacharelado em Direito e comprovar, na data da posse, três anos de atividade jurídica exercida após a conclusão do curso.

Na mesma data a Instituição publicou um ato instituindo a sua política pública de ação afirmativa, que será regulamentada por meio do “Programa de Promoção da Igualdade Racial e Combate ao Racismo”. De acordo com a publicação, o programa tem como objetivo o ajuste e implementação de políticas públicas, ações afirmativas e outras medidas administrativas, com vistas ao combate ao racismo, a promoção da igualdade racial, nos campos da Segurança Pública, do acesso à Justiça e pela melhoria dos serviços prestados.

Para a edição do ato, foram consideradas, dentre outras medidas, as alterações legislativas advindas com a sanção da lei que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia e as estratégias de reestruturação e combate à discriminação racial e articulação ou promoção da implementação de políticas públicas básicas de promoção das cidadania e redução das desigualdades em todo estado, previstos no Plano Geral de Atuação do Ministério Público estadual. Além disso, o MP da Bahia considerou as deliberações do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e das Procuradorias Gerais de Justiça nos Estados que, em observância ao protocolo de intenções pactuado com a União e outros conselhos, recomendou, entre outras coisas, o fomento à expedição do ato normativo cabível visando a implementação de políticas de ação afirmativa para ingresso de negros nos quadros de membros, servidores e estagiários da instituição.
Concurso
Fonte: http://www.igualdaderacial.ba.gov.br/2014/09/concursos-do-ministerio-publico-da-bahia-terao-reservas-de-30-das-vagas-para-populacao-negra/

Ao ver a imagem acima, pergunto: Qual mulher negra ao ver essa imagem consegue se identificar, ou melhor, quantas de nós, mulheres negras, olhamos no espelho e nos vemos desse jeito?

Imagino que a resposta das mulheres pretas que lerão esse post será negativa. Não. Eu não me identifico com essa imagem. Ou, não. Eu não sou o que vejo na imagem. Pois bem, é com essa enquete que levantarei alguns pontos pertinentes à representação social da mulher negra nos programas da televisão brasileira. Para tanto, farei uma breve digressão ao nosso passado escravista, a fim de compor o cabedal teórico suficiente para coadunar os pontos do que será apresentado adiante.

O Brasil viveu mais de trezentos anos, mais precisamente, trezentos e cinquenta oito anos de regime escravista negroafricana. A historiografia nos diz que homens, mulheres e crianças foram sequestradas de várias regiões de África e trazidas para o Brasil, a fim de servir o sistema comercial e exploratório que a escravidão perpetuou.

Mulheres africanas que aqui aportaram vilmente tiveram sua força de TRABALHO explorada, sua cultura expropriada, e sua sexualidade abusada.

Para atender as necessidades do regime em que foram postas, negras escravizadas desde muito cedo foram forçadas a trabalhar para garantir o conforto das mulheres brancas portuguesas – sinhás –, lavando, passando, cozinhando, cuidando dos filhos e servindo de ganhadeira (escrava de ganho; executavam atividades remuneradas, e entregavam a (o) senhor/senhora uma quota diária do pagamento recebido). E não somente isso, a escravizada também “servia” sexualmente ao seu senhor, que, por ser propriedade, era lhe dado o uso que fosse julgado conveniente, inclusive o de ser estuprada para satisfazer os impulsos sexuais dos senhores de engenho. E ainda há quem diga que as relações entre senhores brancos e escravizadas negras foram consensuais.

Para além da simples satisfação das TARAS sexuais dos senhores de engenho, dos filhos e dos cupinchas destes, muitas dessas mulheres eram engravidadas para gerar leite e servir de ama de leite aos filhos das sinhás, e seus filhos servirem de mão de obra escravizada para seu senhor. Ou seja, além de estupradas, seus filhos eram-lhe tirados do colo para servir de mercadoria, e produzir riqueza com sua força de trabalho. Ser escravizada a extrai do status de pessoa humana, e a condiciona ao papel social da bestial.

Ou seja, a violência sexual não era só uma questão de sadismo senhorial. Era uma prática inserida na ordem econômica da época.

Diante de todos esses destratos sociais pelos quais passavam as mulheres negras escravizadas durante os trezentos e cinquenta e oito anos de escravidão negroafricana no Brasil, o reforço à desintegração de sua identidade continua sendo veementemente incorporado no tecido da sociedade brasileira, e se ancora nas estruturas sociais que preconizam sua inferioridade.

No avançar dos anos, a concepção de mulher negra construída pela escravidão a confere toda sorte de desprezo e desmazelo estrutural. E por conta disso, toda sorte de preconceitos e discriminações nos são lançadas.

As heranças escravistas deixaram marcas tão densas quanto as marcas de ferro nos seus corpos que as identificavam com as iniciais dos nomes da família que pertenciam.

Deste modo, o preconceito contra a mulher negra a restringe aos porões sociais mais profundos, lhe dizendo que: sua força de TRABALHO é maior, e assim pode ser explorada (“as negras são fortes”); seu tipo físico não é o padrão ou o desejável, e suas características físicas se tornam motivo de piada, e então é degenerada; és produto de consumo, o que remete a imagem da mulher como fonte de sexo fácil.

Perante o exposto, a mulher negra ocupa o mais baixo nível da escala social. E isso se dá nos postos de trabalho, nas relações matrimoniais – prova disso é a CLARIVIDENTE escolha dos jogadores de futebol, não só eles, às mulheres brancas para constituir relação afetiva matrimonial –, nas peças publicitárias, nos programas de TV (ver A Negação do Brasil), nos espaços de poder, e tantos outros que seu acesso é restringido.

nega maluca1
Fonte: http://www.geledes.org.br/representacao-social-da-mulher-negra-nos-programas-de-tv-estereotipo-sexualizacao/

angola6

Muito se comenta sobre as semanas de moda realizadas em NY, Londres, Milão, Paris, SP e Rio, mas tem novas rotas que começam a atrair olhares no segmento fashion. Uma delas é Luanda, na África, que sedia o Angola Fashion Week (26 a 28/06), um dos principais eventos de moda do continente africano.

img_9798img_8801img_8998img_9662angola6img_8904img_8752

A fashion week reuniu algumas das principais marcas locais, além de algumas internacionais (a Neon brasileira apareceu no line up). E por falar em Brasil, um time de brasileiros foi convidado a participar do evento, que nesta edição foi produzido pela empresa Cia. Paulista de Moda, de Reginaldo Fonseca. Profissionais como Jackson Araújo, assinando a direção criativa do evento; Karlla Girotto, responsável pelo styling; André Veloso, que cuidou da beleza de todos os desfiles; e Renata Simões, que assinou os fashion videos. Um trio de celebs também foi destaque: Adriane Galisteu, Paola Oliveira e Patricia de Jesus.

Patricia de Jesus

Patricia de Jesus

Paola Oliveira

angola2

Nas tendências apresentadas na passarela, percebe-se uma busca de valorizar a cultura do continente africano, além de resgatar a manufatura, com produtos exclusivos de ateliês, de confecção em pequena escala. Afinal, o “feito à mão” tem hoje importante inserção no mercado global e é sinônimo de Novo Luxo. Angola é um país com valiosos recursos naturais, sendo o mais glamouroso deles o diamantee a 14ª edição do AFW homenageou essa pedra rara.

img_9393img_9374img_9505img_9554

 

 

]

img_9701

Fonte: http://www.geledes.org.br/moda-afro-brasileira-na-angola-fashion-week/