0 Comentário em 6 - março - 2013

Às 18h55 (horário de Brasília) de hoje, 05 de março de 2013, foi anunciada a morte do presidente da Venezuela,  Hugo Rafael Chávez Frias, após um longo e pesado tratamento oncológico. O anúncio foi feito por um pronunciamento, ao vivo e em rede nacional, do vice-presidente venezuelano Nicolás Maduro, que terminou sua fala com a frase: “Viva Hugo Chávez! Viva para Sempre”.
Independentemente de ideologias e posicionamentos políticos, com toda a ressalva que deve ser feita a uma série de limitações e determinados equívocos da política de Chávez, o momento é de reconhecimento da sua incansável luta pelo povo latino-americano. Com “o amor que Chávez ensinou” (nas palavras do pronunciamento de Nicolás Maduro), o povo venezuelano enfrenta este momento na certeza do protagonismo no cenário das mudanças políticas que, através de Chávez, iniciou em prol da libertação da América Latina das amarras da opressão e da exclusão.

Fonte da imagem: Fanpage “Humanos” (Facebook) – https://www.facebook.com/photo.php?fbid=419850824770816&set=pb.318086434947256.-2207520000.1362539596&type=3&theater

Fonte da imagem: Fanpage “Humanos” (Facebook) – https://www.facebook.com/photo.php?fbid=419850824770816&set=pb.318086434947256.-2207520000.1362539596&type=3&theater

Chávez somos todos os que não se resignam com a marginalização e a exclusão provenientes das mazelas determinadas pela colonialidade. Chávez somos todos os que acreditam numa sociedade mais justa, fraterna e solidária! Chávez somos todos os que defendem a identidade do povo latino-americano! Chávez somos todos os que querem voz e vez no mundo!

Escrito por Eduardo Galeano, quem expôs As Veias Abertas da América Latina, o texto que segue é uma sensível análise sobre alguns dos êxitos da política de Hugo Chávez, não obstante às influências de opinião exercidas pela mídia e pelo poder hegemônico acerca de um negativismo sobre a imagem e os feitos do presidente:

“Hugo Chávez es un demonio. ¿Por qué? Porque alfabetizó a 2 millones de venezolanos que no sabían leer ni escribir, aunque vivían en un país que tiene la riqueza natural más importante del mundo, que es el petróleo. Yo viví en ese país algunos años y conocí muy bien lo que era. La llaman la “Venezuela Saudita” por el petróleo. Tenían 2 millones de niños que no podían ir a las escuelas porque no tenían documentos. Ahí llegó un gobierno, ese gobierno diabólico, demoníaco, que hace cosas elementales, como decir “Los niños deben ser aceptados en las escuelas con o sin documentos”. Y ahí se cayó el mundo: eso es una prueba de que Chávez es un malvado malvadísimo. Ya que tiene esa riqueza, y gracias a que por la guerra de Iraq el petróleo se cotiza muy alto, él quiere aprovechar eso con fines solidarios. Quiere ayudar a los países suramericanos, principalmente Cuba. Cuba manda médicos, él paga con petróleo. Pero esos médicos también fueron fuente de escándalos. Están diciendo que los médicos venezolanos estaban furiosos por la presencia de esos intrusos trabajando en esos barrios pobres. En la época en que yo vivía allá como corresponsal de Prensa Latina, nunca vi un médico. Ahora sí hay médicos. La presencia de los médicos cubanos es otra evidencia de que Chávez está en la Tierra de visita, porque pertenece al infierno. Entonces, cuando se lee las noticias, se debe traducir todo. El demonismo tiene ese origen, para justificar la máquina diabólica de la muerte.”

Nunca morre quem luta pela liberdade.

Leia também:

Jornal Sul21: “Aos 58 anos, morre o presidente da Venezuela Hugo Chávez

 

(por Karina Fernandes, mestranda PPGD UNISINOS, bolsista PROSUP/CAPES e membro do NDH)

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