Foi por intermédio das palavras e das ações evangelizadoras dele é que o Oriente conheceu o Catolicismo e a cultura religiosa ocidental. Nascido em 1506 e conhecido como o apóstolo do Oriente, Francisco de Jaso y Azpilicueta ou Francisco Xavier tem sua memória lembrada e celebrada todo dia 3 de dezembro, data de sua morte no ano de 1552 na ilha de Shangchuan, situada no sul da China, onde o jesuíta prentedia continuar seus diálogos inter-religiosos e suas pregações.

Vindo de uma família rica, Francisco optou por seguir o caminho espiritual ao conhecer Inácio de Loyola, na Universidade de Paris, onde ambos estudaram. Foi nomeado por este primeiro-secretário da Companhia de Jesus.

Possuía uma personalidade aventureira. Talvez por ela é que tenha seguido em sua missão para o territorio oriental. Primeiramente em Goa, na Índia e em outras localidades próximas , Francisco evangelizou e batizou verdadeiras multidões. No Japão, embora tenha tido muitas dificuldades para conseguir espaço e crédito para realizar o que era de seu intuito, conseguiu se adequar ao modo oriental de viver.

Pedro Lamet, poeta e escritor jesuíta, falou em entrevista à IHU On-Line sobre este período da vida de Xavier, “Ele evoluiu em suas estratégias entre Índia e Japão. Sofreu crises em Santo Tomé e Malaca, desesperado pela atitude de alguns capitíes. E no Japão fracassou no início, quando o enganavam e cuspiam nele. No entanto, mudou de método e até a forma de vestir-se, adaptando-se à forma de pensar dos japoneses”.

A mensagem deixada pelas obras de São Francisco Xavier nos mostram que é preciso sempre estar em uma busca interior. Segundo Pedro Lamet, “É preciso buscar outros caminhos que passam a apontar para o centro do homem, que é onde está sua verdade. Como dizia Jesus: “O reino dos céus está dentro de vocês”. A frase hoje seria: “De que serve ao homem ganhar todo o mundo, se ele se perde a si mesmo?”.

Por Wagner Altes

Deixe uma resposta