Ontem à tarde, para tratar do tema “Um novo Congresso e um Congresso novo”, a Profa. Dra. Geraldina Céspedes – Escola Feminista de Teologia de Andalucía – EFETA iniciou a conferência, em torno das 17 horas, fazendo um panorama sobre a teologia, especialmente sobre a espiritualidade. “Devemos pensar a espiritualidade libertadora como um dos desafios que temos pela frente”, frisa Geraldina.
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“Eu acho que se nós quisermos continuar avançando, a teologia precisa renovar a sua identidade, a sua missão, para que serve a teologia?”, questiona, pedindo-nos uma reflexão: “Nas situações que vivemos temos que nos questionarmos e descobrirmos que ela serve para alguma coisa ou muitas coisas”. “Não podemos passar reto diante de tantas mudanças. A teologia também precisa provocar mudanças, tem que colocar algo à mesa para que se torne algo bom para viver”, declara.
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Geraldina Céspedes finaliza sua apresentação com uma proposta: “Juntos podemos vislumbrar esse novo tecido teológico para a América Latina. Que esse Congresso seja um passo importante dentro desse processo de mudanças”.
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Dr. Jon Sobrino, teólogo jesuíta, iniciou sua apresentação em torno das 19 horas, com a tentativa de fazer-se compreender as razões pelas quais a Teologia da Libertação, após os seus 40 anos, ainda é importante, visto que ela é tão criticada, perseguida, difamada pelos poderes do mundo, inclusive pela hierarquia da Igreja. “Eu estou aqui por todas essas urgências da Igreja”, declara.
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Ao contar sobre a sua vida e sobre a Teologia da Libertação, o teólogo frisou que “dos pobres vem a salvação”. “Há a ideia de que algo bom aconteceu com a Teologia da Libertação. Há algo absoluto que é Deus e há algo co-absoluto que é o pobre”, finaliza.
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Por Luana Taís Nyland

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