A modelagem das feminilidades favorecidas pelas revoluções tecnocientíficas contemporâneas é o tema de capa da IHU On-Line desta semana.

Marlene Tamanini, professora na Universidade Federal do Paraná – UFPR, reflete sobre as técnicas de reprodução assistida. Segundo ela, no que diz respeito à biomedicina, “o útero, as diferenças entre os gametas e as representações segue-se apontando a necessidade de maternidade, como experiência fundante e imprescindível para uma mulher heterossexual, casada, que quer um filho”. E continua: “as representações compartilhadas pelos casais resultam de uma interpretação híbrida entre a ideia de que um filho é um pouco da genética de cada um, e uma obra de arte de ambos, como resultado de um processo de conjugalidade e seu projeto. O filho aparece entre casais heterossexuais (…) como um capital narcísico e emocional e como a possibilidade de transcendência sanguínea e cultural”.

Diana Maffía, pesquisadora do Instituto Interdisciplinar de Estudos de Gênero da Universidad de Buenos Aires e diretora do Observatório de Gênero na Justiça, do Conselho da Magistratura da capital argentina, acredita que “o feminismo latino-americano está cada vez mais comprometido e mais consciente de suas lutas plurais”. Segundo ela, “é muito importante que não nos fechemos a estes debates, porque não podemos falar apenas e simplesmente ‘uma mulher’. Somos o que algumas feministas chamam ‘mulheres com sobrenome’, ou seja, mulheres negras, mulheres indígenas, mulheres pobres, mulheres lésbicas…”.

O teólogo espanhol José Ignacio González Faus concede uma entrevista sobre a atual conjuntura eclesial e outros temas em debate na contemporaneidade. “O que vem antes do começo” é o título da reportagem da semana, que conta a história de Mônica, 32 anos, e Felipe, 35 anos, que, ao decidirem ter filhos, tiveram que recorrer à medicina.

Confira essas e outras matérias no site da revista. A todas e a todos uma ótima semana e uma excelente leitura!

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