Enquanto governos e patrocinadores enaltecem a realização dos megaeventos no Brasil, um contingente de milhares de brasileiros, em grande parte composto por pessoas em situação de vulnerabilidade social, vem sofrendo as mais variadas violações de direitos humanos. É neste contexto que se inicia no próximo sábado, em Brasília, a Copa das Confederações, um evento que será um ensaio para o mundial de futebol, que ocorrerá em 2014 no Brasil. Esse é o tema da nova edição da revista IHU On-Line.

“Com o apito inicial da Copa do Mundo no Brasil toda a esperança do povo brasileiro, depositada na seleção verde e amarela, será transformada em uma grande e apaixonada torcida pelo sucesso dos canarinhos tupiniquins, a ser materializado em muitos gols e vitórias, até o som do apito final. Porém, engana-se quem acredita tudo ser festa”, avalia o advogado Paulo Lemos.

Um dos impactos do evento são as violações dos direitos humanos. “Elas se dão nas mais variadas esferas e uma das principais são as remoções forçadas em detrimento das obras de infraestrutura. Nosso cálculo aponta que mais de 200 mil pessoas serão removidas no Brasil em função dos megaeventos”, denuncia Claudia Favaro, arquiteta.

Outro aspecto da Copa do Mundo é apresentada na Reportagem da Semana, que traz a história de Damian Steppacher, voluntário. Ele considera que a oportunidade de poder trabalhar em um megaevento traz bons frutos para a carreira profissional, além de ser  um trabalho divertido, não pela remuneração, mas pelo fato de conhecer pessoas e se sentir fazendo parte de algo maior. “É muito legal saber que fazemos as coisas acontecerem, pois a grande força de trabalho nesses megaeventos é a grande massa de voluntários. A questão da autorrealização é impagável”, conta.

Confira também a entrevista com Gustavo Andrada Bandeira, palestrante do IHU Ideias dessa semana (13) com o tema Torcidas Queer e a homofobia nos estádios de futebol. Segundo ele, “a homofobia nos estádios de futebol é tão marcada que a própria imprensa esportiva nem mesmo a entende como algo violento ou como um acontecimento digno de ser narrado”.

Confira essas e outras entrevistas na edição 422 da IHU On-Line.

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