No dia 16 de maio, aqui no blog do IHU, recordamos a memória de Vicente Cañas, jesuíta assassinado, quando trabalhava com os Ena-wené-nawé.

Martinho Lenz, padre jesuíta, em comentário postado no blog, dá o seguinte testemunho:

Vicente vivia como índio com os indígenas. Viveu com total coerência a solidariedade com o povo enauenê-nauê. Nas reuniões anuais dos missionários, em Cuiabá – a que eu assistia como representante da Província do Brasil Meridional dos Jesuítas – Vicente falava do misticismo deste povo (que Bartolomeu Meliá chamava de “beneditinos do mato”). Tinha consciência dos riscos que ele corria ao defender os direitos dos índios a suas terras, cobiçadas por madeireiros e fazendeiros. Até na morte se assemelhou aos seus irmãos indígenas: morreu de emboscada, num testemunho silencioso, quase anônimo – não fosse pelo colegas que o procuraram, ao estranhar seu silêncio. Mandantes e executores continuam impunes.”

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