Vicente Cañas, nasceu em Albacete, Espanha, no dia 22 de outubro de 1939.

Entrou na Companhia de Jesus em 1961 e logo pediu para ser enviado a um país de missão, e assim veio ao Brasil.

Como irmão jesuíta, trabalhou com várias tribos indígenas.

A partir de 1974, trabalhou dez anos com os Ena-wené-nawé.

Foi assasssinado, provavelmente, no dia 06 de abril de 1987, por madeireiros que ambicionavam entrar na terra dos índios para tirar madeira de lei.

Seu corpo foi encontrado no dia 16 de maio por seus companheiros de missão.

2 Respostas

  1. Vicente vivia como índio com os indígenas. Viveu com total coerência a solidariedade com o povo enauenê-nauê. Nas reuniões anuais dos missionários, em Cuibá – a que eu assistia como representante da Província do Brasil Meridional dos Jesuítas – Vicente falava do misticismo deste povo (que Bartolomeu Meliá chamava de “beneditinos do mato”). Tinha consciência dos riscos que ele corria ao defender os direitos dos índios a suas terras, cobiçadas por madeireiros e fazendeiros. Até na morte se assemelhou aos seus irmãos indígenas: morreu de emboscada, num testemunho silencioso, quase anônimo – não fosse pelo colegas que o procuraram, ao estranhar seu silêncio. Mandantes e executores continuam impunes.

  2. […] dia 16 de maio, aqui no blog do IHU, recordamos a memória de Vicente Cañas, jesuíta assassinado, quando trabalhava com os […]

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