Lendo as noticias do IHU o artigo de Marina Silva PT-AC que também foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, 10-08-2009 e alguns tópicos da última encícilica de Bento XVI me fez pensar… Marina e o Papa tem algo em comúm?

O conceito de justiça é estudado no direito, na teologia,na sociologia e podemos continuar citando na música, na arte, na educação, mas estas realidades tem que estar impreganadas de um entendimento mais amplo da justiça que em palavras da “Senadora Marina inclue a qualidade ambiental.Também pesou nessa inflexão a ampliação do conhecimento sobre a conexão entre um estilo predatório e consumista de desenvolvimento e as grandes ameaças que afetam bilhões de pessoas no mundo”.

Na última encíclica intitulada “Caridade na Verdade” (Caritas in Veritate)

Bento diferenciou dois níveis: a macrojustiça, no sentido da dimensão ética dos sistemas econômicos nacionais e internacionais, e a microjustiça, referindo-se às escolhas éticas dos indivíduos. Sua tese era de que, enquanto a Igreja é obrigada a denunciar as injustiças no seu primeiro nível, como “os erros fundamentais agora revelados no colapso dos grandes bancos norte-americanos”, sua contribuição única é promover a mudança de coração no segundo nível.

Bento insistiu que a crise econômica não pode ser entendida simplesmente em termos técnicos como um colapso do mecanismo econômico, mas deve ser vista espiritualmente como uma lição objetiva dos perigos da ganância, do autointeresse e de privilegiar os desejos do seu próprio grupo sobre o bem comum.

O bem comum que parecia haver passado de moda, reaparece com outros nomes,com diferentes ângulos mas o grito afeta a bilhões de pessoas, o que parece tão diferente pode encontrar pontos comuns, não para forçar uma combinação senão por ser pessoas que desde  posiçãoes diferentes buscam uma justiça que deve ser revisada, ampliada trazendo a realidade do meio ambiente e suas relaçãoes com todo o ecosistema. Na distância existem aproximações e nas aproximações existentes distâncias, nesta coexistências o meio ambiente nos desafia para rever o conceito de justiçã o não?

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