Todos os dias deixamos marcas na Terra. Assim como a água que está no rio nunca mais será a mesma, as pegadas que a humanidade deixa no planeta marcam a sua história para sempre. Para isso, existe um termo chamado Pegada Ecológica, que, segundo o sítio do WWF, é uma “metodologia de contabilidade ambiental que avalia a pressão do consumo das populações humanas sobre os recursos naturais”. O estudo “permite comparar diferentes padrões de consumo e verificar se estão dentro da capacidade ecológica do planeta”.

O quarto relatório anual do Forest Footprint Disclosure Project (FFD), publicado nesta terça-feira (29), trouxe uma novidade em relação ao ano anterior: um aumento de 15% no número de companhias que divulgaram sua pegada florestal.

Em notícia publicada no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, a jornalista Jéssica Lipinski relata um ponto preocupante: “O FFD chamou a atenção para o fato de que a diferença de pontuação entre as empresas líderes e as demais de cada setor aumentou cerca de 16%, o que indica que ainda há muito para ser feito na tentativa de reduzir a pegada florestal”.

“A classificação das companhias é feita a partir das cinco commodities consideradas mais impactantes às florestas: soja, óleo de palma, madeira, produtos pecuários e biocombustíveis. Com base nisso, as empresas são classificadas em 12 categorias. Entre as ações que tornaram tais empresas as líderes de seus setores estão: tornar a cadeia de suprimentos mais transparente e eficiente, buscar certificações de padrões de qualidade, reutilizar os materiais ou matérias-primas, melhorar os sistemas de colaboração corporativa etc”, relata a jornalista.

A pegada ecológica, porém, não é apenas assunto de empresas. O impacto ambiental é responsabilidade de todos os habitantes desse planeta. Confira algumas dicas para diminuir a sua pegada!

Alimentação: Evite alto consumo diário de proteínas (carne animal), de produtos industrializados e de fast food. Além de uma dieta mais saudável, você irá evitar a produção de muitas embalagens, que logo viram lixo.

Hábitos: Procure conhecer as chamadas “viagens sustentáveis”, nas quais o transporte e a estadia são coletivos, a mão de obra local é valorizada, assim como o artesanato e as comidas típicas da região. Da mesma forma, no lazer urbano, é importante valorizar o contato com a Natureza, visitando parques, estações ecológicas, e evitar a geração de grande quantidade de lixo.

A coleta seletiva também pode contribuir bastante na redução de sua Pegada. O lixo de ser separado e entregue em Pontos de Entrega Voluntária (PEV) ou aos catadores e às cooperativas de reciclagem.

Consumo: Evite substituir aparelhos que agregam alta tecnologia desnecessariamente e reduza o consumo de produtos descartáveis. Procure adquirir produtos “verdes”, de empresas que estejam envolvidas em programas de responsabilidade socioambiental e certificadas com o ISSO 14000 (certificação ambiental).

Ao comprar carvão, verifique na embalagem se o produto é registrado no IBAMA. Quando não há registro, a madeira usada para produzir o carvão é de origem ilegal, o que significa que parte de alguma floresta foi cortada e queimada sem autorização.

Ao comprar móveis e madeiras, dê preferência aos que são feitos de pinho e verifique se o comerciante possui documentos de que a madeira é certificada com o selo FSC. Mais informações, visite o site www.fsc.org.br

Nunca compre animais silvestres. Caso queira adquiri-los, certifique-se de que sua criação tem certificação do IBAMA.

Moradia: Se você mora com a família, com amigos, em comunidade ou com algum grupo, pode ter certeza de que está contribuindo para a redução de suas pegadas, pois, no coletivo, a água, a energia e outros recursos naturais são sempre melhor aproveitados.

Procure identificar vazamentos em sua casa ou no seu bairro, evite o uso da mangueira para limpar calçadas ou lavar o carro e junte roupas para lavar e passar. Desligue aparelhos, inclusive da tomada, quando não estiverem sendo utilizados. Reduza o uso do ar condicionado, privilegie sempre a iluminação de ambientes com luz natural e procure utilizar as escadas em vez do elevador.

Transporte: Transporte o máximo de carga possível gastando o mínimo de combustível. Dessa forma, evite andar de carro sozinho. Você pode ampliar suas formas de locomoção, utilizando bicicletas, percorrendo pequenos trechos a pé, privilegiando o uso de transporte coletivo ou organizando caronas solidárias com colegas de trabalho ou da escola. Fazer a revisão de seu veículo particular também é importante, além de abastecê-lo com combustíveis alternativos (álcool, gás natural, biocombustível) e dirigir com pneus calibrados.

Fonte: WWF. Leia mais dicas aqui.

Por Natália Scholz

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