“Colocar a economia verde no centro significa convidar os tomadores de decisão econômica a ocupar o centro do debate e convidá-los a alterar a maneira como usam os recursos sobre os quais têm poder”, coloca o economista Ricardo Abramovay.
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Quais têm sido as expectativas do povo brasileiro em relação à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a chamada Rio+20? Como estamos nos preparando para este importante evento e o que pensar sobre os temas que serão debatidos na cidade do Rio de Janeiro de 20 a 22 de junho de 2012?
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Em entrevista concedida à IHU On-Line em dezembro do ano passado, na ocasião da edição especial preparada para a Conferência Rio+20 – intitulada Rio+20. Desafios e perspectivas, Ricardo Abramovay considera que o evento tem chance de cumprir o que promete. “Mas essa promessa está muito aquém do mínimo necessário para se enfrentar os grandes problemas do século XXI”, critica. Segundo ele, “colocar a economia verde no centro significa convidar os tomadores de decisão econômica a ocupar o centro do debate e convidá-los a alterar a maneira como usam os recursos sobre os quais têm poder”. Ele constata que “enquanto a luta contra a desigualdade não se vincular ao estabelecimento de limites no uso dos materiais, da energia, da ocupação do espaço carbono, ela nada mais será que a expectativa irrealista de melhorar a vida dos pobres sem tocar no padrão de consumo e no poder dos que se encontram no alto da hierarquia social”.
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Ricardo Abramovay (foto) é mestre em Ciências Políticas, pela Universidade de São Paulo – USP e doutor em Ciências Econômicas, pela Universidade de Campinas – Unicamp. No próximo dia 11 de abril, quarta-feira, haverá uma Roda de Conversa com Dr. Ricardo Abramovay, às 15h30min, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU e, às 19h30min haverá uma palestra com o Doutor sobre o tema “Rio+20 e a transição para uma economia de baixo carbono” e um debate com a Profa. MS Marla Kuhn.

Confira mais informações sobre o evento no sítio do IHU.

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