Tudo começou no ano 1500 quando Pedro Álvares Cabral e sua frota chegaram ao Brasil pela primeira vez. Desde então, a questão indígena nunca foi bem esclarecida.

Hoje o conflito continua. Em entrevista recentemente publicada no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, Egydio Schwade, um dos fundadores do Cimi e primeiro secretário executivo da entidade, em 1972, denunciou a violência que os índios waimiri-atroari sofreram durante a ditadura militar, um dos períodos de maior violência sofrida. No caso dos waimiri-atroari, a justificativa usada fora a construção entre os anos 1967 e 1977 da BR-174, a estrada Manaus – Boa Vista.

“Entre 1985 e 1987 iniciamos um processo de alfabetização dos Waimiri-Atroari. Foi nessa ocasião que os índios começaram a nos contar através de desenhos, da escrita e de viva voz as atrocidades que haviam ocorrido no período militar. Utilizamos o método Paulo Freire e rapidamente eles se alfabetizaram na sua língua materna. Depois que os Waimiri-Atroari aprenderam a nossa língua, começaram a contar sobre os índios desaparecidos.”, relata Schwade.

O assunto veio à tona com a criação da Comissão da Verdade e parece que, finalmente, receberá uma resposta. Marcelo Zelic, vice-presidente da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, defende que os índios devem ser ouvidos. Em notícia reproduzida pelo IHU, ele diz: “Os indígenas precisam participar desse processo, contando o que viveram. Porque essa impunidade vai perdurar. E o mesmo mal que a impunidade causa nas sociedades das cidades, ela causa na aldeia”.

Leia a entrevista completa de Egydio Schwade aqui.

Por Natália Scholz

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