“A hospitalidade não deve ser vista somente como a aceitação da diferença, mas também como um aprendizado que esse contato proporciona para ambos”.

O Rio Grande do Sul é o estado com o maior número de reassentados do país. São 250 pessoas vindas do Afeganistão, Colômbia e Paquistão que residem atualmente em 13 municípios gaúchos.

Os deslocamentos forçados de seres humanos se devem a uma série de fatores: Discordâncias ideológicas, guerras, fome, perseguições religiosas ou racismo. Seja como for, cada vez mais pessoas expostas a essas situações se vêem levadas a deixar seus países e a procurar proteção em outro lugar.

Nesse sentido, a edição nº 186 dos Cadernos IHU ideias, intitulada A hospitalidade frente ao processo de reassentamento solidário aos refugiados, de autoria de Joseane M. Schuck Pinto, aluna da especialização em Direito da Unisinos.

Sobre a hospitalidade, fator segundo a pesquisadora, fundamental para esse processo, ela afirma que, “De acordo com Derrida, a lei da hospitalidade aparece como uma lei paradoxal, uma vez que a regra que determina a submissão do estrangeiro às leis do país anfitrião deveria também resguardar o respeito por e a aceitação de sua diferença por meio de uma ‘ética da hospitalidade’”.

Em sua pesquisa Joseane analisa a importância do papel da Associação Antônio Vieira – ASAV e de seu vínculo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados – Acnur e com o Comitê Nacional para os Refugiados – Conare. Sobre isso, se diz:

“Dessa forma, ao vislumbrar o papel desempenhado pela ASAV, no que tange ao reassentamento solidário dos refugiados, resta configurada que sua atuação está galgada na ética da hospitalidade, da tolerância, do respeito ao outro, proporcionando-lhes novamente à cidadania que lhes foi retirada”.

Mesmo o Brasil sendo um país que abre fronteiras, ele “urge a necessidade de estabelecer políticas públicas que garantam questões tais como moradia, educação básica, serviço de saúde pública e emprego, pois o Estado pela sua própria natureza tem a função de fomentar políticas públicas que visem à inclusão social”.

Os Cadernos IHU ideias podem ser adquiridos diretamente no Instituto Humanitas Unisinos – IHU ou solicitados pelo endereço humanitas@unisinos.br.

Informações pelo telefone 55 (51) 3590 8247.

A partir de 18 de maio de 2013 esta edição estará disponível na íntegra, no sítio do IHU, em formato PDF.

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