Nos próximos meses (março e abril), o Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove o evento “50 anos do Golpe de 64. Impactos, (des)caminhos, processos”. Para divulgar o evento, foram criadas releituras sobre as canções surgidas ao longo da ditadura. Clássicos como “É Proibido Proibir”, de Caetano Veloso, e “Cálice”, de Chico Buarque.

Ilustração do Evento

“As letras das músicas não podem ser utilizadas de forma totalmente igual. Então, foi criada uma paráfrase sobre elas. O mais interessante do trabalho é fazer uma volta ao tempo e ver como eram os anos 60”, conta Renata Saraiva, responsável pelo Atendimento Publicitário da campanha.

Caio Coelho um dos membros da comissão organizadora do evento e coordenador de publicações do IHU, destacou a importância do movimento tropicalista para a compreensão do regime militar. “Um ícone da ditadura são as fotos da época, como a da morte do jornalista Vladimir Herzog. Outra coisa icônica é a música. A partir disso, surgiu o projeto da campanha ”, aponta.

A realização de “50 anos do Golpe de 64. Impactos, (des)caminhos, processos” foi idealizada em julho do ano passado, com o objetivo de promover um debate transdisciplinar sobre o golpe cívico-militar de 64 de forma que a sociedade contemporânea possa recuperar relevantes aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais brasileiros que influenciaram e foram influenciados pelo golpe, propondo uma discussão entre diferentes campos do saber e da ação humana como, por exemplo, a Economia, a História, o Direito e a Ética.

“50 anos do Golpe de 64. Impactos, (des)caminhos, processos” terá início no próximo dia 13 de março e se estenderá até o dia 24 de abril. As inscrições são gratuitas.

Confira aqui outras ilustrações do evento.

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