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A 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – COP-21 foi um dos assuntos mais comentados do último ano. O novo acordo do clima é o mais importante documento já homologado para o combate às mudanças climáticas, com 195 países signatários. Nele, cada nação apresentou suas metas, sinalizando qual esforço pretende fazer para redução das emissões de CO2, com a finalidade de limitar o aquecimento global em 1,5 grau Celsius.

O Brasil, que também levou suas propostas, está disposto a reduzir suas emissões totais de gases do efeito estufa em 37% até 2025, chegando à redução de 43% até 2030. Em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (INDCs), também propôs ações que visam o fim do desmatamento ilegal na Amazônia, a restauração de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas, o alcance de 45% na participação de energias renováveis na composição da matriz energética e a recuperação e reflorestamento de 12 milhões de hectares de floresta.

Agenda Ambiental Brasileira

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A partir desta participação brasileira na COP-21, a professora Moema Miranda ministrará a palestra A 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – COP 21: perspectivas para a agenda ambiental do Brasil, no dia 29 de março, às 19h30min, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU. Durante a fala, Moema abordará questões relacionadas às ações que o país está tomando para efetivar as propostas apresentadas e como está a expectativa para o desdobramento da agenda ambiental em 2016.

A antropóloga, em entrevista à IHU On-Line, já alertou que o mais grave obstáculo para a adesão às proposições do Acordo Climático está relacionado ao modelo de desenvolvimento econômico atual: “a maior dificuldade para a adoção de medidas efetivas em relação ao aquecimento global, e a outros aspectos dramáticos da crise socioambiental, está no fato de que suas origens, sua raiz, se situam no coração do modelo de desenvolvimento capitalista. A lógica do crescimento econômico ilimitado em um planeta limitado é, inegavelmente, ‘suicida’”, sinaliza.

Moema Miranda

Foto: Ibase

É antropóloga, mestre e pós-graduada em Antropologia Social pelo Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Integra a direção colegiada do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – Ibase e participou do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20. É membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial. Coordena o projeto “Diálogo dos Povos – Uma articulação Sul-Sul”, com a participação de entidades e redes da América Latina e da África.

Serviço

A atividade integra o Ciclo de atividades, O cuidado de nossa Casa Comum, 13ª edição da programação de Páscoa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, que acontece de 10 de março a 03 de maio de 2016. Este ano os debates estão voltados para uma abordagem transdisciplinar sobre a atual crise socioambiental, ecologia integral e teologia da criação.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.

Por Cristina Guerini

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