O mundo chocou-se ao ver a foto do menino Aylan. A imagem da criança síria morta, de apenas de três anos, causou comoção nas pessoas. Mas Aylan foi apenas um dos milhares de imigrantes que tentam chegar ilegalmente na Europa. Submetendo-se a travessias perigosas em botes sem estrutura alguma, eles não se importam se vão ou não perder a vida. Querem apenas fugir de seus países que, muitas vezes, estão passando por conturbados conflitos internos e guerras civis sem prazo para terminar.

Foto: Jornal Opção

Essas crises imigratórias já existem há anos, mas se intensificaram em 2015, com milhares de refugiados deixando suas casas. Quando conseguem chegar a algum destino, os migrantes ficam, por tempo indeterminado, em abrigos provisórios até conseguirem autorização para trabalhar no país ou seguir até um próximo destino.

Nos últimos meses, a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra, se alastrou por toda a Europa. Antes, a principal rota de chegada ao Velho Continente era a Ilha de Lampedusa, na Itália. Nos últimos tempos os refugiados chegam às ilhas gregas e à Hungria.

Foto: Tony Gentile/Reuters/Veja

Trazendo esse importante debate conjuntural à tona, o IHU Ideias, evento promovido pelo Instituto Humanitas UnisinosIHU, traz, no dia 1º de outubro, a palestra Fluxos migratórios e cosmologias religiosas na África Ocidental: uma etnografia sobre feitiçaria, fronteiras e territórios, com a Profa. Dra. Eufémia Vicente Rocha. O debate terá como eixo central a migração para a Europa e o atual fluxo migratório. O evento ocorrerá às 17h30min, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU.

A professora Eufémia Vicente Rocha é doutora em Ciências Sociais pela Universidade de Cabo Verde, onde ministra as disciplinas de Antropologia e, também dirige o mestrado de Segurança Pública.

Eufémia estuda a migração africana e em estudo publicado pela Revista de Ciências Sociais da Unisinos, ela diz “que o fluxo migratório, em sua grande maioria, é em busca de países industrializados. Há pouca procura pelo continente africano. E ainda destaca que, por meio do senso comum, há uma diferenciação entre ‘estrangeiros’ e ‘imigrantes’”.

Na concepção de Eufémia, todo o africano que sai de seu país é visto como um “imigrante”, já que está indo em busca de melhores condições de vida e trabalho. E quando a pessoa que está deixando seu país não é africana e nem negra, é taxada como “estrangeiro”.

Clique aqui para saber mais informações sobre o evento.

Por Matheus Freitas

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