Muitas questões e vozes fomentam o debate sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. No mês de janeiro, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU publicou duas entrevistas exclusivas sobre o assunto.
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Moradora de Altamira, a Irmã Ignez Wenzel participa da luta contra a construção de Belo Monte. Em entrevista publicada no dia 28, Wenzel conta que o mais indignante acerca deste debate é a incompetência e incapacidade do povo do Sul e do Centro de julgar a situação que está sendo vivida no Norte do Brasil. “O governo também não entende o que é a floresta e a biodiversidade”, afirma.
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De acordo com ela, “a maioria do povo é contra a barragem, mas não tem condições psicológicas de reagir. A Norte Energia e o governo têm estratégias: eles estudam as lideranças para depois cooptá-las. Agiram assim com os ribeirinhos e fizeram o mesmo com os indígenas”.

Já no dia 23, o IHU publicou uma entrevista com o procurador da República Ubiratan Cazetta. De acordo com o procurador, “para o Ministério Público Federal, Belo Monte representa a violação não só dos direitos dos índios, ribeirinhos e agricultores que hoje vivem no Xingu, mas viola o direito da natureza e o direito das gerações futuras ao desenvolvimento sustentável. Belo Monte expõe o confronto entre o desenvolvimento a qualquer custo e os princípios do direito ambiental. A solução deve ser sempre em favor do último, diante do bem maior a ser preservado, que é a vida em sentido holístico”.
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Além destas duas entrevistas, o IHU já publicou outros materiais sobre o tema.
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Confira:

Uma resposta

  1. Gilberto Antonio Reck disse:

    Sou residente em Curitiba e ativista sindical. Também tenho que me aproximar do tema….. para uma correta avaliação

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