Arquivos da categoria ‘Teologia’

Sacerdote jesuíta, o filósofo francês Paul Valadier, natural da cidade industrial Saint-Etienne, é graduado em Filosofia pela Sorbonne, mestre e doutor em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Lyon, além de ser docente emérito nas Faculdades Jesuítas de Paris (Centre Sévres).

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Autor de obras como “La part des choses, intransigeance et compromis” (Lethielleux DDB), em que descreve uma plataforma para um compromisso, precisamente no campo moral e religioso, Valadier tem opiniões de destaque. “Estamos hoje diante de um mundo plural em todos os seus níveis e é essa pluralidade que deve ser reconhecida e respeitada. Cada campo do real deve ser reconhecido em sua constituição e riqueza própria”, afirma o filósofo.

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Em outubro, no XIII Simpósio Internacional IHU, será possível acompanhar a fala de Paul Valadier em duas ocasiões. No dia 03, às 14h, com a conferência “Crise da racionalidade, crise da religião: desafios e perspectivas para o discurso cristão na atualidade”, e, também, em uma palestra no dia 04, no minicurso “O mistério da Igreja hoje: uma leitura a partir de Inácio de Loyola”, às 14h30. Uma ótima oportunidade!

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Por Mariana Staudt

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A professora de Teologia da Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro-PUC-Rio, Lúcia Pedrosa-Pádua, estará presente no dia 4 de outubro no XIII Simpósio Internacional IHU Igreja, Cultura e Sociedade, onde ministrará o minicurso O Mistério da Igreja, hoje. Uma leitura a partir de Teresa de Ávila a partir das 14h30min.
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Lúcia já participou como entrevistada da revista IHU On-line falando justamente de Teresa de Ávila (1515-1582), escritora espanhola e santa religiosa proclamada Doutora da Igreja pelo Papa Paulo VI em 1970. A estudiosa define a escritora como uma mulher moderna e humanista que considerava a liberdade e a autonomia como partes integrantes do amor divino.
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A Teóloga expõe Teresa como estudiosa das questões misticas e femininas e também  defensora da autonomia e subjetividade já que em suas obras ela aconselhava suas irmãs a procurarem seus mundos interiores para também chegarem a Deus. Muitos a consideram a “mãe da psicologia” e uma revolucionária da Teologia moderna pois influenciou e ainda influencia muitas pessoas a procurarem a experiência de encontrar o sagrado nelas mesmas.
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Teresa de Ávila ou Santa Teresa de Jesus foi autora do livro Castelo Interior onde se valia de toda uma simbologia para esclarecer e aprofundar-se no Mistério da Igreja ela foi uma das responsáveis pela renovação da Ordem das Carmelitas na Espanha do século XVI.
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Para ter acesso a programação do XIII Simpósio Igreja, Cultura e Sociedade clique aqui.
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Para inscrever-se, clique aqui.
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Por Wagner Altes
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Para ler mais

Continuando a série de apresentações da equipe do IHU, conheça o Programa Teologia Pública.
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Procurando abrir e articular novas possibilidades de engajamento da teologia no âmbito acadêmico e sociocultural, o Programa oferece a proposta de uma Teologia ativa em debates nestas esferas e mostrando a relevância pública da fé cristã. Com isso, busca articular a reflexão teológica com a academia, sociedade, ciências de forma interdisciplinar e transdisciplinar, sempre com atenção aos desafios e possibilidades que se apresentam na vida social, política, econômica, cultural e eclesial.

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Além disso, há também os serviços de Espiritualidade, Atendimento Espiritual, Pedidos de Oração, programas de estudos, ciclos, debates, publicações e diversas atividades. Este ano, o grupo está focado na preparação do Congresso Continental de Teologia e do XIII Simpósio Internacional IHU.

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Teologia Pública promove o diálogo entre a teologia e outros saberes, enriquecendo um ao outro, assim como mostrar o que determina nosso tempo como um período de transformações.

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É formado por Ana Casarotti Peirano, Ana Maria Formoso Galarraga, Cleusa Maria Andreatta, Luis Carlos da Rosa e Susana Maria Rocca.

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Para conhecer mais as atividades e serviços do Programa Teologia Pública, acesse o site.

Por Mariana Staudt

Para se comunicar com Deus, há muito tempo o homem utiliza a poesia. O jesuíta italiano Massimo Pampaloni, do Pontifício Istituto Orientale PIO / Roma, afirma que “a relação entre poesia e Deus é buscada por causa da dificuldade de expressar em linguagem (…) o que se encontra ‘além’ da experiência direta de nossos intelectos, ou seja, Deus em si”.

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Pampoloni, que estudou Teologia no Brasil, no Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte, diz, ainda, que a poesia de Dante Alighieri é um bom exemplo para levar Deus ao coração dos homens.
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Também abordando a relação entre arte e religião, como parte do XIII Simpósio Internacional IHU Igreja, Cultura e Sociedade: a semântica do Mistério da Igreja no contexto das novas gramáticas da civilização tecnocientífica, Pampaloni apresentará o minicurso “Semânticas do Mistério no cinema”, no terceiro dia do evento (04-10-2012), a partir das 14h30.
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Confira a programação completa do evento no site. As inscrições para o Simpósio estão disponíveis aqui.
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Por Mariana Staudt

“Temo a demasiada acomodação na Igreja, a falta de audácia no anúncio do Evangelho. Um sério problema é que, numa sociedade como a nossa, os temas da religião se tornaram demasiado abstratos, faltando demais a proximidade com o povo, com as pessoas em sua vida real. Temo que a Igreja perca essa proximidade. Sem isso, as pessoas perdem o gosto do encontro com o Outro”, relata o professor e doutor Christoph Theobald em entrevista publicada no ano de 2009 na IHU On-Line.

Professor de Teologia Fundamental e Dogmática nas faculdades jesuítas do Centre Sècvres (Paris), Theobald estará presente no XIII Simpósio Internacional IHU e falará sobre a temática ‘as grandes intuições do Concílio Vaticano II: desafios e possibilidades de aproximações às gramáticas atuais’.

Theobald defende, a partir das releituras do Concílio, uma mudança na estrutura eclesial. Para ele, a Igreja ainda é uma realidade abstrata e distante do povo. “A Igreja precisa atuar terra a terra, bem próxima da comunidade em sua vida cristã real. Penso que Deus dá a cada comunidade aquilo de que ela necessita para viver e disso decorre que se aborde a complexidade do ministério na vida da Igreja”.

E nessa perspectiva de mudança, o próprio Concílio continua sendo, para Igreja, uma referência: “Há um modo de proceder que o Concílio nos deixa como herança. Em particular, um certo modo de escutar a Palavra, de discernir os sinais dos tempos, de ter acesso à interioridade. Graças a esse tripé, por assim dizer, o Concílio poderá continuar sendo uma graça e uma bússola para os novos tempos”.

A palestra de Christoph Theobald acontece no dia 4 de outubro, das 8h45min às 10h. Para mais informações, acesse o sítio do Simpósio.

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