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Dentro da programação do X Simpósio Internacional IHU: Narrar Deus numa sociedade pós-metafísica. Possibilidades e impossibilidades, entre os dias 14 e 17 de setembro, a Monja Coen Sensei, missionária oficial da tradição Soto Shu – Zen Budismo com sede no Japão, estará presente na Unisinos para colaborar com a reflexão a partir da visão do Budismo.

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Ratzinger, em contraste com o teólogo Karl Rahner, pode ser considerado muito mais “radical” e mais autenticamente pós-moderno, na medida em que, baseando-se na visão paleocristã dos Santos Padres, ele passa a formular uma teologia da história que supera a dicotomia sujeito-objeto mediante a integração de fé e razão, revelação e lógica reflexiva. Seu antikantianismo (que ele compartilha com Lubac e Balthasar) agora está muito mais sintonizado com o estado de espírito da filosofia secular (Badiou, Meillassoux , Rorty)”.

A afirmação é do teólogo anglicano inglês, John Milbank, em entrevista concedida à revista IHU On-line, desta semana.

Desde o Concílio do Vaticano II, realizado há mais de 40 anos, a Igreja traçou novas perspectivas, renovou-se, marcou sua entrada oficial na modernidade. A construção desse novo paradigma contou com a participação de um dos teólogos mais importantes do século XX, Karl Rahner.

Por ocasião do centenário de nascimento de Karl Rahner, em 2004, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, promoveu o Simpósio Internacional sobre Teologia Pública. Agora, quando se celebra o 25º ano do falecimento do teólogo alemão, a revista IHU On-line debate o legado da sua obra teológica que marcou a trajetória da Igreja.

Contribuem nesta edição Rosino Gibellini, diretor da renomada coleção Biblioteca de Teologia Contemporânea, editada pela Editora Queriniana, de Brescia, Itália, John Milbank, professor do Departamento de Teologia e Estudos Religiosos da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, o teólogo Aeron Riches, seu assistente, Albert Raffelt, professor honorário de Teologia dogmática em Freiburg, Érico João Hammes, professor de Teologia da Pontifica Universidade Católica do Rio Grande do Sul (UFRGS), João Batista Libânio, docente na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, e Heidi Russell, professora da Loyola University, em Chicago e integrante da Karl Rahner Society.

Completam esta edição as entrevistas com Elmar Altvater, professor de Ciência Política na Universidade Livre de Berlim, continuando o debate sobre uma ecoeconomia, tema de capa de uma edição anterior; Elton Ribeiro, doutorando em Filosofia na Gregoriana, analisando a obra de Charles Taylor, A secular age, a ser editada em português pela Editora Unisinos; Flávio Lewgoy, professor aposentado do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sobre os danos dos agrotóxicos à saúde humana, tema de capa da edição anterior da nossa revista; e Francisco Mauro Salzano, pesquisador da UFRGS, sobre a novidade de Charles Darwin.

Esta edição da IHU On-Line é patrocinada pela Fundação Ética Mundial, cujo escritório brasileiro funciona no IHU.

A edição eletrônica da revista IHU On-line estará disponível, nesta página, no final da tarde de hoje.

A versão impressa circulará, a partir das 8h30min, no câmpus da Unisinos, amanhã, terça-feira.

A todas e todos uma ótima leitura e uma excelente semana!

Neste domingo 14 de junho celebramos a memória do Pe. Mauricio Silva Iribarnegaray, sacerdote salesiano uruguaio. Em 1970, aos 45 anos viaja para Argentina para ingressar na Fraternidade do Evangelho (de Charles de Foucauld).
Irmãozinho Mauricio, como assim era conhecido, se fez pobre com os pobres, partilhando sua vida, trabalho e buscando defender os direitos dos mias desprotegidos. Desenvolveu uma intensa atividade política e sindical.
Trabalhava como varredor de rua em Buenos Aires quando o 14 de junho de 1977 foi presso, torturado e até agora desaparecido.
No ano 2003,  foi instituído o dia 14 de junho como Dia do Varredor de rua da cidade de Buenos Aires, em homenagem ao Irmãozinho Mauricio.
A continuação anexamos uma oração dele, que mostra sua grandeza espiritual e humana.

Oração de Mauricio

Senhor, eu sei que tu estás
Na fé luminosa de uma noite de estrelas
De um dia radiante de azul e de sol.

Eu sei que tu estás,
Na espera gozosa de uma criança que vem,
De uma carta que chega,
De um amigo que regressa,
Tu estás.

Eu sei que tu estás
No amor imenso das mãos que se abraçam
E do puro carinho do beijo que me dão.

Mas também sei que estás
Na fé desprovida e nua
Quando um dia e outro dia
Lhe conta sua rotina de trabalho e pobreza
E minha alma se afunda na treva total.

Eu sei que Tu estás
Quando a esperança e ladeira empinada,
Ao cume é incerta, as forças muito poucas
Tu estás.

Eu sei que Tu estás
Quando amar é um sulco humilde e escuro,
Que reclama ao grão para ser fecundo
E morrem em solidão.

Eu sei que Tu estás,
Senhor, eu creio
Senhor, eu te espero,
Senhor tu me amas,
Eu sei que tu estás.

O Fórum de Ciência e Espiritualidade que aconteceu na UFRGS apresentou os desafios da distância da ciência com a espiritualidade. Participaram profissionais de diferentes saberes(médicos, psicólogos, educadores, físicos e pessoas que cultivam caminhos de espiritualidades). Não deixou de chamar a atenção que na UFRGS se fale da necessidade de outras forma de conhecer, de integrar outros saberes junto com aqueles que a ciência reconhece como “científicos”.Falou-se do exilio que vivem as diferentes espiritualidade na acadêmia.Foi um primeiro passo que lógicamente tem que continuar para que a brecha se aproxime.Tinha muitas coisa novas e outras que são necessário conhecer mais para que não fique uma só uma mistura…Uma experiência onde várias universidades estiveram presente e onde o IHU teve sua participação.