Arquivos da categoria ‘Sustentabilidade’

Pepe Mujica, presidente do Uruguai, discursou na Rio+20 sobre um assunto “contra-mão” em relação à tudo o que estava sendo tratado pelos 183 países-membros. No vídeo a seguir, Mujica trata sobre a felicidade como ponto principal de desenvolvimento mundial. “Nós governamos a globalização ou ela nos governa?”, apontou o presidente sobre o crescimento vertiginoso de recursos que temos no planeta, mas também questiona o bem que o fácil acesso à tudo nos proporciona.

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Ele disse que, no atual modelo social vivido pela sociedade, o trabalho é demasiadamente valorizado, juntamente com a aquisição contínua de produtos. O presidente também enfatiza que nosso problema é cultural e cíclico, pois se a maneira de pensar da sociedade não for mudada, se não for aceita a conscientização que mostra que a felicidade não se compra, continuaremos a esgotar recursos sem nunca encontrar o que procuramos de fato.

Por Wagner Altes

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Apesar da mobilização nacional, a presidente Dilma Rousseff não vetou tudo no novo Código Florestal. Os 12 vetos feitos por Dilma não garantem a proteção completa das florestas, mas há outros meios de fazer com que isso aconteça.
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Uma das medidas que está sendo promovida é a petição da lei do Desmatamento Zero promovida pela Greenpeace. A ideia é encaminhar uma lei de iniciativa popular contra a devastação das florestas. Para dar certo, é necessário que a petição tenha 1,4 milhão de assinaturas.
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Participe! Assine a petição!
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Foto: Luana Taís Nyland

“As Conferências anteriores mostram que houve pequenos avanços, os acordos tem pouco valor, o cenário ambiental ficou pior devido as secas, chuvas intensas, biomas e biodiversidade ameaçadas”, disse Dieter ao se referir sobre as expectativas para a Rio+20 e as questões de recursos hídricos, baseando-se em um contexto histórico.
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O Professor Doutor Dieter Wartchow (foto), após conceder uma entrevista para a Revista IHU On-Line, compareceu ao evento IHU Ideias nesta última quinta-feira (24/05), para abordar o tema “Rio+20 e recursos hídricos: tecnologias sustentáveis no tratamento de águas residuais”. Durante sua palestra, o professor disse que há problemas geopolíticos, pois cada país defende sua economia, seus pontos de vista, as propostas são fragmentadas, não transversais, e não consideram as singularidades do ambiente, esses problemas atingem também os rios.
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A ausência de compromissos causa impactos das mineradoras sobre mananciais de água doce, causando tragédias que se repetem nos rios. O professor questiona “Até quando vão ocorrer essas tragédias?” e cita o exemplo da tragédia dos peixes no Rio dos Sinos, em 2006.
Dieter explica que as tragédias ocorrem devido aos cenários de um cotidiano de seca e inundações, cujas variações climáticas são extremas.
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Foto: Luana Taís Nyland

.O professor fez outro questionamento: “Qual é o ciclo da vida de um indivíduo?” e completou argumentando que a análise do que o indivíduo faz é importante para alcançar objetivos referentes ao meio ambiente. “Todos deveriam fazer a sua parte para que nós, num novo contexto social e político, possamos empreender novos valores. A intenção da Rio+20 é boa, as propostas são boas, mas falta, de fato, a ação. Talvez, tenhamos nós, uma responsabilidade muito maior do que pensamos que podemos empreender. Temos um grande desafio na busca da sensibilização de quem toma decisões”, solicita Dieter.
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“Nós temos que estabelecer uma nova cultura de projetos que não precisam ser sofisticados”, disse o Professor Dieter, que logo após utilizou uma citação de Eduardo Galeano “Somos água e se a defendemos, defendemos a vida”. O professor enfatizou que ainda não compreendemos que o trabalho começa dentro de casa com pequenos gestos, separando o lixo, por exemplo.
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Dieter Wartchow
finalizou a palestra com um aviso: “Precisamos saber que tecnologia não é só uma máquina, é um processo, uma forma de fazer as coisas e nós não devemos ser passivos ou indiferentes a tudo que acontece ao nosso redor, mas devemos protagonizar, mudar a mente para progredir, criar, construir uma perspectiva de futuro, pois, aqueles que não mudam sua mente, não serão capazes de mudar nada. Para haver sustentabilidade é preciso criar um equilíbrio, utilizar recursos naturais para colaborar com as gerações futuras. Cada um deve fazer a sua parte”.

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Por Luana Taís Nyland
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Foto: Fabio Pozzebom/ABr

“O problema do mundo é que o barato está saindo caro, porque poderão ocorrer mudanças climáticas e dificuldades que irão afetar as populações dos países.” Essa é a questão, segundo Luiz Pinguelli Rosa ao falar sobre as inovações tecnológicas que não estão sendo utilizadas no Brasil. Quando questionado sobre os objetivos da Rio+20, o pesquisador contesta que “os objetivos da Rio+20 não serão rapidamente atingidos. Vai haver um período ainda para que essas tecnologias, que estão sendo discutidas, possam ser utilizadas, implantadas. A nossa ideia é que tecnologias que permitem evitar as emissões dos gases do efeito estufa venham a ser mais utilizadas e é essa a nossa intenção”.

Sobre a Conferência obter sucesso ou não,  o secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas acredita que não vai ser um grande sucesso, mas espera que se avance alguma coisa em direção a um mundo um pouco mais equilibrado. Luiz Pinguelli Rosa acredita que o Brasil melhorou a sua situação quanto a pobreza nos últimos anos, com políticas sociais como o Bolsa Família, o aumento do salário mínimo, etc. Segundo ele, isso contribui, mas há muito mais a fazer, porque as pessoas melhoraram de vida, mas ainda tem uma diferença enorme entre as condições de vida das classes média e alta e as da grande população.
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Luiz Pinguelli Rosa (foto) concedeu uma entrevista para a Revista IHU On-Line, por telefone e estará presente no IHU no próximo dia 23 de maio, onde abordará o tema “Rio + 20 e a questão das mudanças tecnológicas”. Para mais informações sobre o evento, acesse o sítio do IHU.

Foto: Ruedi Suter, OnlineReports.ch

Ao comparar Belo Monte à Idade Média, Telma Monteiro (foto) explica que a Altamira de hoje, acuada pelas obras de Belo Monte, sofre a falta de estrutura de forma muito mais intensa do que antes de se pensar no projeto. “Prometer saneamento básico, água de qualidade, hospitais e escolas, infraestrutura urbana, são formas de se obter o poder. É o mesmo poder da Idade Média, em que os senhores feudais tinham as terras e exploravam os camponeses. Belo Monte é, aos olhos da população de Altamira e região, uma forma de rompimento com um período atrasado de ausência do Estado para uma nova era classificada de moderna, onde energia significa progresso”, disse na entrevista que concedeu, por e-mail, à IHU On-Line.
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“O governo mente quando diz que os projetos das usinas do rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, e de Belo Monte no rio Xingu, foram alterados para reduzir os impactos socioambientais. O fato de diminuir o potencial das usinas não significa em hipótese nenhuma uma garantia de sustentabilidade nas respectivas regiões”, explica a pesquisadora. E critica: “Nesse clima de falta de disposição das autoridades brasileiras de rever o planejamento em que se induz a demanda de energia porque tem oferta e tem oferta porque expande a geração sem, no mínimo, estabelecer metas e compromisso com programas de eficiência, vai ficar muito difícil ouvirmos propostas de sustentabilidade energética na Rio+20.”
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Telma Monteiro é pesquisadora independente e estará novamente palestrando hoje (16/05), às 19h30min, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU. O tema a ser abordado desta vez será “Rio + 20 e a questão da matriz energética brasileira“. Para realizar a inscrição é necessário entrar no sítio do evento e preencher o documento. O investimento da palestra é de R$5,00 por aluno e R$10,00 por profissional.
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Confira a entrevista de Telma Monteiro para a edição 392 da Revista IHU On-Line. Belo Monte: “um conto de fada” disfarçado

Por Luana Taís Nyland

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