Arquivos da categoria ‘Sustentabilidade’

Um dia por semana sem comer carne pode ajudar a combater o aquecimento global. Você sabia? Surgido nos Estados Unidos, movimento que procura diminuir o consumo de carne ganha adeptos em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil. A campanha Meatless Monday (“Segunda sem Carne”) surgiu nos Estados Unidos em 2003, com o objetivo de incentivar as pessoas a consumir menos carne.
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Já há quase 7 bilhões de pessoas na Terra e, para produzir carne para esta população, é preciso criar bilhões de animais que consomem água, comida e recursos energéticos, demandam espaço, produzem grande quantidade de excrementos, contaminam os mananciais, causam erosão e geram poluição atmosférica. A criação de animais para abate é uma forma ineficiente de produzir alimentos: para cada quilo de proteína animal são necessários de 3 a 15 kg de proteína vegetal (milho, soja e outros).
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Assumindo uma conduta preocupada com o meio ambiente e com a saúde dos trabalhadores que frequentam a Casa do Trabalhador, em Curitiba/PR, o CEPAT, parceiro estratégico do IHU, adotou também essa medida e passa a não servir mais a carne vermelha nas refeições preparadas nas segundas-feiras. “Para nós, significa uma oportunidade de sair de uma situação de impotência diante dos graves problemas ambientais, para uma ação mais propositiva, que possa resultar entre outras coisas, numa diminuição da emissão mundial de gases, cuja fonte principal, segundo a ONU é a criação de animais de corte”, contou-nos Darli Sampaio, que foi uma das idealizadoras dessa campanha no Cepat.
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Se você também quer participar, pode encontrar o movimento pelas redes sociais e buscar receitas (sem carne) no site.
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Twitter: @segundasemcarne
Facebook: Segunda Sem Carne
Instagram: @segundasemcarne
Site: http://www.segundasemcarne.com.br
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Por Luana Taís Nyland 

<br/><a href="http://oi46.tinypic.com/33vy9l4.jpg" target="_blank">View Raw Image</a>A data de 11 de dezembro de 2012 vai ficar marcada na memória e na história de todos/as aqueles/as que, de uma forma ou de outra, estiveram envolvidos/as com a trajetória da Economia Solidária na cidade: foi aprovado, por unanimidade, o Projeto de Lei n.º 1096, que institui a Política Municipal de Fomento a Economia Solidária no Município de São Leopoldo.

A construção da Economia Solidária remonta aos anos 1990, através de experiências que vão consolidando-se enquanto uma opção de organização de trabalho e de produção diferenciada, caracterizada por:

– funcionamento coletivo e democrático, estimulando a solidariedade e a cooperação entre seus membros;

– relações de colaboração solidária com outras organizações e com a população em geral, colocando a satisfação plena das necessidades de todos como centro e fim da atividade econômica;

– busca de uma relação de intercâmbio respeitoso com a natureza.

Em suma, Economia Solidária é o conjunto de atividades econômicas organizadas e realizadas solidariamente por trabalhadores/as sob a forma de autogestão. É um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar ninguém, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, sem patrão nem empregado, cada um pensando no bem de todos e no seu próprio bem.

Pretende ser uma alternativa ao modo capitalista de organizar as relações sociais. Atualmente, tem sido uma estratégia de enfrentamento da exclusão social gerando trabalho e renda em formas coletivas, que se propõem a colocar os princípios da ECOSOL em prática.

No município, desde 2005, o movimento está organizado no Fórum de Economia Solidária de São Leopoldo – FESSL, entendido como um espaço de articulação da rede de Ecosol, nas discussões dos temas e demandas trazidas pelos grupos, buscando a viabilização de políticas públicas ao fomento da Economia Solidária no município. É um espaço de auto-organização dos empreendimentos econômicos solidários, que conta, também, com a participação de gestores públicos (Departamento de Economia Solidária da SEMEDES, aqui em São Leopoldo) e entidades de apoio (Programa TECNOSOCIAIS / Unisinos).

É dessa articulação que nasce este primeiro, mas importante passo, de muitos a serem dados para a consolidação da Política Municipal de Fomento a Economia Solidária no Município de São Leopoldo ora aprovada, para que realmente fortaleça os grupos de economia  solidária em uma dimensão que  transcenda o aspecto meramente econômico, potencializando as implicações políticas, culturais, sociais e ambientais.

Em se tratando da economia solidária, o processo deverá ser sempre muito mais que o de gerar trabalho e renda: visualiza-se um/a cidadão/ã pleno/a e atuante, quer pela participação autogestionária e solidária, quer seja pelas ações que será capaz de desenvolver, na busca por políticas públicas, bem como na construção de estratégias de efetivação de direitos, relações pedagógicas emancipatórias, constitutivas de processos de politização da classe trabalhadora e, consequentemente, da melhoria da sua qualidade de vida.

Este é um importante momento neste processo. Entretanto, é fundamental que todos/as se mantenham firmes e articulados, na busca pela real efetivação da Política Municipal de Fomento a Economia Solidária no Município de São Leopoldo. Cumprimentos a todos/as os/as envolvidos/as, mas lembrem-se: essa construção deve continuar, de forma coletiva e solidária!

 Equipe do Programa Tecnosociais/Unisinos

<br/><a href="http://oi46.tinypic.com/21afy2w.jpg" target="_blank">View Raw Image</a>Desde 2007 os moradores de São Leopoldo não precisam mais se preocupar com o destino do óleo de cozinha que usam em casa ou em outros estabelecimentos como restaurantes e lancherias. Nem mesmo precisam jogar o óleo vegetal nos ralos, pois a Associação Mundo + Limpo sabe exatamente o que fazer com ele e como recolocá-lo em uso de uma maneira sustentável e consciente.

O grupo que desde 2010 foi incubado pelo TecnoSociais, é formado e gerido só por mulheres. O projeto foi organizado para gerar emprego e renda. Tendo como alguns de seus objetivos: A autonomia econômica que os moradores do lugar precisam juntamente com a melhora da auto-estima das trabalhadoras e a contribuição no cuidado com o meio-ambiente

Produtos de limpeza ecológicos, feitos a partir do óleo de cozinha que é recolhido em parceria com a Coleta Seletiva do município de São Leopoldo, são produzidos e comercializados na comunidade.

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A Mundo + Limpo tem uma meta semanal de vendas para a cobertura dos custos de trabalho e das instalações bem como a divisão das sobras entre os integrantes do grupo. Para que isso seja possível, é necessária a venda de 400 barras de sabão por semana.

“É aí que todos podem ajudar. A Associação está precisando de potes de margarina retangulares de 250 gramas, que são fundamentais para que seja possível a fabricação do sabão, pois servem como formas. A falta desse material afetará diretamente a comercialização dos produtos”, diz Renata Hahn, do Programa TecnoSociais.

Está lançada a campanha Por um Mundo +  Limpo, que inicia no dia 16 de novembro e vai até o dia 17 de dezembro. O objetivo é que todos contribuam doando embalagens de margarina para o grupo que precisa de, no mínimo, 250 potes. O ponto de coleta será na recepção do Instituto Humanitas Unisinos (1º piso).              <br/><a href="http://oi49.tinypic.com/jl3plu.jpg" target="_blank">View Raw Image</a>

Não deixe de participar,  pequenos gestos fazem toda a diferença!

 

 

Por Wagner Altes

Águas da sustentabilidade

Em 7 setembro, 2012 Comentar

Reservatório onde a água para a limpeza e manutenção de alguns pontos da universidade é armazenada. (Foto: Wagner Altes)

A utilização consciente de recursos naturais pode ser fator determinante para a preservação e manutenção dos espaços, seja em nossas casas, nas ruas ou nas universidades .

Considerando isso, o Sistema de Gestão Ambiental da Unisinos – SGA, em 2007, implementou o uso de água não-potável, proveniente de dois lagos na manutenção do campus de São Leopoldo.

A lavagem das escadarias do campus, das calçadas e dos vidros dos prédios é toda feita com a água dos lagos localizados nos centros 2 e 7. Susana Brand, secretária do SGA, ressaltou a importância da ação: “Com o uso da água dos lagos evita-se o uso de água potável  para a lavagem das escadarias e para os serviços de jardinagem, por exemplo”.

André Cavalheiro, gerente de infra-estrutura da universidade, falou de outras ações que visam a sustentabilidade que também são feitas e  influenciam sensivelmente o dia a dia do campus.

“Se faz isso para evitar desperdício de água. Nós trocamos as torneiras comuns por torneiras com acionamento hidromecânico, que são as que ao serem apertadas liberam água por um certo tempo. Elas não estragam tão rapidamente. Nós as substituímos por necessidade, quando as que já estão instaladas estragam”.

De acordo com ele, as torneiras dos sanitários, que funcionavam com acionamento por presença foram substituídas em função do gasto com as pilhas que eram necessárias para a operação dos equipamentos.

Jandir Duarte, funcionário da prestadora de serviço que faz a manutenção dos prédios e do pátio do campus, disse que em sua opinião a ideia é boa e deve ser mantida: “O limo que às vezes se acumula nas escadarias é perigoso. Sempre tem que lavar. Com essa água tem menos gasto”.

Por Wagner Altes

Foto: Reprodução

Acredita-se que o atual sistema precisa ser repensado e refundado, pois é possível descobrir outros motivos e meios dignos, interessantes e atraentes para viver do que apenas buscar o lucro. Espera-se que, no mínimo, possa-se alertar para as evidências de que algo não está de acordo na Terra e que as atividades precisam ser pensadas sob uma ótica de sustentabilidade. Pois, o abuso do Planeta atingiu uma escala que supera, em muito, as forças autorreguladoras da natureza.
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Nesse sentido, através de um debate transdisciplinar e sistêmico que busca relacionar as crises energética, financeira, climática e alimentar, para, a partir delas, caracterizar a crise civilizacional pela qual se passa, como parte do processo de esgotamento do capitalismo e, com isso, identificar os fatores causadores em comum, a fim de pensar em novas possibilidades para a vida em sociedade, ocorrerá a 4ª edição do Ciclo de Estudos em EAD: Sociedade Sustentável.
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Serão realizados cinco módulos, tendo ínicio em 20 de agosto, com o tema “O estado atual da crise civilizacional: onde estamos?” e o fechamento será em 15 de dezembro. Para mais informações sobre o evento, consulte o sítio do IHU.
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Por Luana Taís Nyland