Arquivos da categoria ‘Sem categoria’

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Através de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Encontro – Renato Rezende

Sempre, no quadro dos seus olhos
procure o ângulo mais bonito,
mais distante, uma árvore
entre edifícios, nuvens
no infinito, o infinito;
o infinito

AQUI

Fonte: Renato Rezende. Ímpar. Rio de Janeiro: Lamparina, 2005, p. 87

Renato Rezende nasceu em São Paulo, em 1964. No início dos anos 1980, abandonou seus estudos na Universidade de São Paulo (USP) para viajar à deriva pelo mundo, tendo percorrido toda a Europa e parte da América. No trajeto, produziu centenas de desenhos, expostos em Summerville, Boston e Cidade do México.

Formado em Estudos Hispânicos pela Universidade de Massachusetts, rejeitou bolsa de pós-graduação em Harvard para viver por diversos anos num mosteiro indiano. Após seu retorno ao Brasil, entre suas principais realizações como artista visual estão diversos projetos. Como poeta, recebeu o prêmio Alphonsus Guimarães, da Biblioteca Nacional, por Ímpar (2005). Participou de diversas antologias no Brasil e no exterior.

O Instituto Humanitas Unisinos – IHU apresenta na plataforma Medium um guia de leitura sobre o tema Alimento e Nutrição. Este material foi ideado a fim de reunir e apresentar as produções do Instituto em torno da temática em diferentes espaços: Revistas IHU On-Line, vídeos das conferências realizadas no XV Simpósio Internacional IHUAlimento e Nutrição no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio” e o Caderno IHU em formação com entrevistas e os trabalhos apresentados no Simpósio.

Conheça e siga o IHU no medium.com/@_ihu

Para ler mais:

Nos diversos enfoques destes três filósofos contemporâneos (Pierre Hadot, Michel Foucault e Giorgio Agamben) sobre a filosofia e a forma de vida há alguns aspectos comuns, entre eles o estudo de algumas técnicas específicas que os diversos saberes filosóficos e práticas utilizaram para criar uma forma de vida”.

“A lógica biopolítica utiliza-se das técnicas de massificação e normalização dos sujeitos como meios para produzir formas de subjetivação fáceis de conduzir”, escreve o Prof. Dr. Castor Ruiz, em artigo publicado na revista  IHU On-Line, no. 461 .

Segundo o professor, “a filosofia como forma-de-vida tem a responsabilidade de pensar e viver formas-de-vida críticas, dentro do pluralismo inerente aos modos de viver”.

Castor Bartolomé Ruiz é professor nos cursos de graduação e pós-graduação em Filosofia da Unisinos. É graduado em Filosofia pela Universidade de Comillas, na Espanha, mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, e doutor em Filosofia pela Universidade de Deusto, Espanha. É pós-doutor pelo Conselho Superior de Investigações Científicas.

A versão digital da edição, em html e/ou pdf pode ser acessada aqui.

A versão impressa está disponível na secretaria do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Também pode ser lida, no sítio do IHU, a entrevista A dívida como dispositivo biopolítico de governo da vida humana, onde o filósofo aproxima os conceitos de Culpa e Dívida, para evidenciar os modos como a lógica sacrificial nos submete ao Capitalismo.

Para ler mais:

Por Nahiene Alves

As narrativas jornalísticas, discutidas a partir do Jornal Nacional (JN), é o tema a ser debatido na próxima quinta-feira, dia 9 de abril, às 17h30min, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU.

A não fronteira entre realidade e ficção na narrativa jornalística – o caso do JN,  será apresentado pelo jornalista João Vitor Santos.

Baseado nos conceitos que regem a produção televisiva desde “a forma até o conteúdo”,  Santos afirma que o “JN traz a público somente os fatos que o telejornal considera mais importante, usando estratégias de aproximação com o público”. Isso é, para ele, a constituição de uma ideia de narrativa.

Além disso, constatou que “cada jornalista faz uma manifestação clara das suas experiências ao apresentar a notícia”, onde cada gesto, cada expressão está ligado ao fazer jornalístico.

“Ao público, é interessante conhecer toda a intencionalidade da produção da narrativa no telejornalismo. Isso é fundamental e ajuda a compreender melhor as noticias que vemos todas as noites na TV”, complementa.

O evento faz parte do já tradicional encontro das quintas-feiras, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Para mais informações, clique IHU ideias

João Vitor Santos

É jornalista graduado e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo e Editoração, Televisão e Rádio. Atualmente trabalha no Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

 

 

Por Cristina Guerini

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Através de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora.

O poema – Herberto Helder

Um poema
cresce inseguramente
na confusão da carne.
Sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
rios, a grande paz exterior das coisas,
folhas dormindo o silêncio
a hora teatral da posse.

E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
insustentável, único,
invade as casas deitadas nas noites
e as luzes e as trevas em volta da mesa
e a força sustida das cisas
e a redonda e livre harmonia do mundo.
Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério

– E o poema faz-se contra a carne e o tempo.

Herberto Helder – Em: www.escritas.org/pt/herberto-helder

Herberto Helder de Oliveira nasceu em Funchal, São Pedro, no dia 23 de novembro de 1930. Faleceu recentemente, em 23 de março de 2015. Foi um poeta português, considerado o “maior poeta português da segunda metade do século XX”.

É um dos mais originais poetas de língua portuguesa. Era uma figura misantropa, e em torno de si paira uma atmosfera algo misteriosa, uma vez que recusava prêmios e se negava a dar entrevistas. Em 1994 foi o vencedor do Prêmio Pessoa, que recusou.

Ligado ao movimento da poesia concretista (ou experimental), é conhecida a sua aversão a aparições públicas ou manifestações de reconhecimento da sua notoriedade. Sua poesia tem uma densa imagética, frequentemente associada a temas ligados ao questionamento do eu, à presença de medos, ao conhecimento do humano, temas ligados por vezes a um certo misticismo, servidos por uma linguagem original e de grande riqueza metafórica.