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A tradição Escolástica das Universidades Ibéricas dos séculos XVI e XVII estará presente na Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS nos dias 2 e 3 de junho. No dia 02-06-2015 ocorrerá o lançamento do livro A Escola Ibérica da Paz nas Universidades de Coimbra e Évora (Século XVI), Vol. II, Coimbra: Almedina, de Pedro Calafate, e um minicurso sobre o tema do livro nos dias 02 e 03 de junho.

Entre os ministrantes dos cursos estão os professores Silvia Maria da Silveira Loureiro e Alfredo Culleton. No lançamento do livro os palestrantes serão: o autor Pedro Calafate, e os professores Marcelo Fernandes de Aquino, reitor da UNISINOS e Vicente Barretto. Saiba mais aqui.

No evento destacam-se os seguintes objetivos:

– divulgar o pensamento filosófico, jurídico e político da geração de intelectuais, muitos deles jesuítas, das Universidades Ibéricas dos séculos XVI e XVII;

– promover o debate sobre uma nova fundamentação dos Direitos Humanos e o Direito Internacional, na dignidade da pessoa humana, apresentando uma fundamentação humanista do Direito Internacional e estimulando o estudo e pesquisa na área da Escolástica Ibérica e Colonial.

Calafate fez parte, juntamente com José Eduardo Franco, da edição dos 30 volumes das obras do padre Antônio Vieira, tratando e editando mais de 50 mil manuscritos. O autor também concederá uma entrevista à revista, a IHU On-Line.

Por Nahiene Alves

Por ocasião do II Colóquio Internacional IHU – O Concílio Vaticano II: 50 anos depois. A Igreja no contexto das transformações tecnocientíficas e socioculturais da contemporaneidade, reunimos uma série de edições de Cadernos Teologia Pública que versam sobre o tema do evento.

(Para acessar ao Caderno na sua versão em PDF basta acessar ao link em cada título).

José Oscar Beozzo, Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular – CESEP

Resumo: Desde o primeiro contato com os povos do Caribe e da América, os europeus que aqui chegaram foram assaltados por 93 capaperguntas de caráter antropológico, político, social, religioso e, finalmente, teológico: “São eles humanos? Possuem uma religião? Qual o seu Deus?” As respostas podiam refletir profunda ignorância ou simplória convicção. Bem depressa, porém, perplexidades, impasses, resistências e confrontos trouxeram à tona a complexa realidade desse choque entre povos, culturas e religiões e as questões pastorais e teológicas ali imbricadas e que, até hoje, pesam na consciência e no caminhar do cristianismo latino-americano. Tomar, pois, a totalidade da realidade como sinal dos tempos e voz de Deus na história; situar a reflexão teológica na intersecção da fé com a esfera econômica, política, social; ler a realidade a partir dos últimos, dos mais pobres e excluídos, aos quais se revela o Deus da Vida, como a seus prediletos; abraçar sua causa e seus sonhos; e empenhar-se pela transformação da injusta realidade como parte essencial do seguimento de Jesus Cristo são alguns dos elementos que configuram o que se convencionou chamar de teologia da libertação.

Palavras-chave: Teologia da Libertação, América Latina, Cultura e Religião.

John O’Malley, Georgetown University

Resumo: A situação atual oferece, para nós que estudamos o Concílio, um ensejo para dar um passo atrás e examiná-lo atentamente. Ao invés de refletir sobre cada um dos dezesseis documentos finais, como se faz habitualmente, sem levar em conta sua unidade de conjunto, podemos tomar fôlego e examiná-los como um corpus único e coerente, com uma mesma proposta no que se refere aos objetivos e aos valores cristãos fundamentais. Enquanto revisitamos o Concílio nessa perspectiva, tomaremos em consideração o evento da eleição de Jorge Mario Bergoglio, como Papa Francisco, ocorrido no dia 13 de março de 2013.

Palavras-chave: Concílio Vaticano II, Papa Francisco, conjuntura.

Massimo Faggioli, University of St. Thomas

Resumo: Gaudium et Spes, um documento que ficou quase “esquecido” durante o pontificado de Bento XVI, é um dos documentos conciliares mais frequentemente citados pelo Papa Francisco. Não há muita dúvida de que a constituição pastoral é o documento-chave do Vaticano II para orientar nossa compreensão do Papa Francisco e sua relação tanto com o próprio Concílio quanto com o período pós-conciliar. Então, qual é o sentido dessa inversão, desse retorno da constituição pastoral do Vaticano II? Qual é o sentido de Gaudium et Spes para os teólogos e fiéis da “Igreja no mundo moderno” de hoje em dia, em um mundo que é significativamente diferente do mundo de 1965?

Palavras-chave: Gaudium et Spes, Concílio Vaticano II, Papa Francisco.

João Batista Libânio, SJ.

Resumo: O Concílio Vaticano II encerrou a longa etapa da Contra-Reforma e da neocristandade, modificando profundamente o clima da Igreja. A sua contextualização implica vários passos, entre os quais destacam-se neste artigo: alguns traços da Igreja da Contra-Reforma; realidades socioculturais que provocaram a crise desse modelo; a crise dentro da Igreja, provocada pela entrada da modernidade; fatores imediatos que decidiram sobre a convocação e a orientação do Concílio nos seus inícios.

Palavras-chave: Concílio Vaticano II, História da Igreja.

Sinivaldo S. Tavares, OFM, Instituto Teológico Franciscano – ITF, de Petrópolis, RJ.

Resumo: Com o presente artigo, busca-se indagar as eventuais afinidades entre Dei Verbum e Gaudium et Spes. O fato de terem sido as duas últimas Constituições aprovadas em sede conciliar, por si só, constitui algo extremamente significativo. O processo de composição de uma e de outra recobre o inteiro arco da realização do Concílio. Sorveram, mais que os demais textos conciliares, a seiva daquele espírito de aggiornamento que andou caracterizando o Vaticano II e, por esta razão, são documentos que recolheram os melhores frutos produzidos durante aquela fecunda estação.

Palavras-chave: Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes, Dei Verbum.

José Maria Vigil, Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo (ASETT/EATWOT)

Resumo: Hoje, torna-se curioso, quase nostálgico, recordar que, na hora de caracterizar “o mundo atual”, naquele distante 1965, um traço que a Gaudium et Spes destacava como surpreendente e inovador era ser uma época de mudanças e de mudanças aceleradas. “Já quase não é possível ao ser humano de hoje dar prosseguimento a essa história tão movimentada, nesta época de mudanças aceleradas”, dizia. E certamente aquele Concílio, por sua vez, introduziu na Igreja uma época acelerada de mudanças religiosas e pastorais.

Christoph Theobald, Faculdade de Teologia de Centre-Sèvres, Paris, França.

Resumo: A imagem do “gancho”, usada por Karl Rahner, nos permite compreender o desafio atual da recepção do Concílio Vaticano II. Em 27 de fevereiro de 1964 ele escreveu para Herbert Vorgrimler: “Voltei ontem de Roma, cansado. Mas lá sempre podemos nos esforçar para evitar o pior e para que, aqui e ali, um pequeno gancho seja suspenso nos esquemas para uma teologia futura”. “Aqui e ali, um pequeno gancho”, eis o potencial de futuro dos documentos conciliares; este potencial, hoje, só pode ser distinguido no diálogo com o nosso próprio diagnóstico do momento presente.

Victor Codina, Universidade Católica de Cochabamba

Resumo: O artigo é motivado pela preocupação de recuperar o significado do Concílio Vaticano II para que sua mensagem seja uma boa notícia para o mundo de hoje. O significado desse evento eclesial é evidenciado, incialmente, mediante uma contextualização da época pré-conciliar (liturgia, movimentos bíblico, patrístico, litúrgico, ecumênico, pastoral; nova 081 capasensibilidade social; figuras teológicas mais relevantes daquele momento) enquanto terreno fértil do Concílio e culmina numa. Num segundo momento, o artigo apresenta o Concílio enquanto tal, apresentando a figura de João XXIII e sua convocação para um aggiornamento da Igreja, uma visão sumária de algumas chaves de leitura do Vaticano II e a síntese final de Paulo VI, caracterizada como “uma espiritualidade samaritana”. Num terceiro momento, após um testemunho de vivências pessoais do Concílio, é feito uma exposição a respeito do pós-concílio, que abrange desde a “primavera eclesial” dos primeiros anos até o mal-estar dos últimos. O artigo conclui articulando a ideia de caos e kairós como expressão das possibilidades da ação do Espírito para o tempo de crise da Igreja nos últimos anos.

Palavras-chave: Concílio Vaticano II, Igreja, pós-concílio, João XXIII, Paulo VI.

Peter C. Phan, Georgetown University

Resumo: Este ensaio apresenta um levantamento da teologia e da prática do diálogo inter-religioso na Igreja Católica Romana desde o término do Concílio Vaticano II em 1965. Estruturado em torno às perguntas “De onde viemos?”, “Onde estamos atualmente?” e “Para onde vamos?”, o texto parte de uma exposição sobre o olhar da Igreja Católica sobre as outras religiões antes da década de 1960, apresenta os acontecimentos mais notáveis nas relações da Igreja Católica com as outras religiões e as mudanças mais significativas na teologia das religiões dos últimos 50 anos, culminando numa indicação de direções e trajetórias para o diálogo inter-religioso nas primeiras décadas deste terceiro milênio cristão.

Palavras-chave: Igreja, Concílio Vaticano II, Dialogo inter-religioso, Religiões.

John W. O’Malley, Georgetown University.

Resumo: “A palavra “humanismo” aparece três vezes nos documentos do Vaticano II, uma vez em sentido positivo e duas em sentido negativo. Portanto, esse termo é ambivalente e pode ter acepções incompatíveis com o catolicismo. Entretanto, se for entendido de maneira apropriada, ele é eminentemente compatível e um termo apropriado para indicar o ideal que o concílio propôs. Entendo que “humanismo”, aplicado ao concílio, indica uma ênfase na dignidade da pessoa humana como ser criado por Deus e redimido por Cristo, uma pessoa que, além disso, age a partir de convicção interior e passa sua vida em interação positiva com outros seres humanos. Minha outra tese é que essa ênfase humanística foi possibilitada porque o Vaticano II adotou uma certa forma de discurso, um certo estilo de falar que era radicalmente diferente do estilo de concílios anteriores. Sustento, portanto, que um aspecto indispensável da hermenêutica do Vaticano II consiste em uma grande atenção ao estilo retórico do concílio e que, se prestarmos atenção a esse estilo, perceberemos por que surgiu a ênfase na dignidade humana e na interação humana.”

Palavras-chave: espiritualidade, humanismo, Concílio Vaticano II.

Um novo teologizar

Em 12 maio, 2015 Comentar

Para mim, o Concílio trouxe novos ares à Igreja do continente, e, embora haja ventos de involução, o caminho percorrido nesses anos foi forte e será capaz de continuar dando frutos em meio à perseguição que se possa viver hoje”, revela a teóloga Olga Consuelo Velez Caro, em entrevista concedida à Revista IHU On-Line, Nº. 401.

A teóloga colombiana e os professores de teologia Érico Hammes e Johan Konings farão parte da Mesa-redonda – O novo teologizar a partir do Vaticano II.

O debate vai ocorrer no dia 20 de maio, às 14h, no Auditório Central, na Unisinos.

A atividade será a 3ª Mesa-redonda, que integra a programação do II Colóquio Internacional IHU – O Concílio Vaticano II: 50 anos depois. A Igreja no contexto das transformações tecnocientíficas e socioculturais da contemporaneidade.

Saiba mais e faça sua inscrição.

Por Nahiene Alves

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Transformações da Igreja na atualidade e o documento Gaudium et Spes serão temas da conferência ministrada por Massimo Faggioli no dia 20 de maio, às 8h30min, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros – IHU.

A atividade faz parte do II Colóquio Internacional IHU – O Concílio Vaticano II: 50 anos depois. A Igreja no contexto das transformações tecnocientíficas e socioculturais da contemporaneidade.

Professor de história do cristianismo da University of St. Thomas, em Minnesota, nos EUA, Faggioli proferirá a conferência Gaudium et Spes 50 anos depois: seu significado para uma Igreja aprendente.

Massimo Faggioli também participará da mesa redonda que debaterá a Conjuntura Eclesial em tempos do pontificado do Papa Francisco.

Faggioli escreve para jornais e revistas sobre a Igreja, religião e política e frequentemente dá palestras públicas sobre a Igreja e sobre o Vaticano II. É  copresidente do novo grupo de estudo “do Vaticano II” Estudos para a “Academia Americana de Religião”.

Para saber mais sobre o evento, clique aqui.

Por Nahiene Alves

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As manifestações urbanas que tem relação com o uso e distribuição do espaço urbanístico, ou que diz respeito à habitação e aos serviços e equipamentos coletivos de consumo, fazem parte dos movimentos sociais urbanos, um dos temas que será debatido na conferência Metrópoles e Multidão: das políticas públicas às políticas do comum, ministrada pelo Prof. Dr. Alexandre Fabiano Mendes. A discussão, que faz parte do Ciclo de Estudos Metrópoles, Políticas Públicas e Tecnologia de Governo, será realizada hoje, 07 de maio, a partir das 17h30, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU.

Mendes, doutor em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre pela Universidade Cândido Mendes (UCAM), é professor Adjunto da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Participante ativo de várias atividades relacionadas aos movimentos sociais urbanos, principalmente sobre a proteção e promoção do direito à moradia e à cidade, Mendes também é associado do Laboratório Território e Comunicação – LABTEC / UFRJ.

Sobre o palestrante:

Além de professor acadêmico e participante das atividades de movimentos sociais, Mendes publicou, junto com Bruno Cava, o livro A Vida dos direito. Violência e Modernidade em Foucalt Agamben (2006), é co-editor da Revista Lugar Comum: Estudos de Mídia, Cultura e Democracia (UFRJ). Também já trabalhou como Defensor Público do Estado do Rio de Janeiro, entre 2006 e 2011, tendo coordenado o Núcleo de Terras e Habitação, e realiza investigações em Sociologia Jurídica e Sociologia Urbana.

Atualmente pesquisa Teoria Política e Teoria do Direito com as seguintes ênfases: Teoria Crítica do Direito e dos Direitos Humanos, Direito Comum (Produção Social e Bens Comuns), Direito à Cidade e Criminologia.

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