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“A tecnologia não é uma ciência aplicada, é outro tipo de mecanismo. Elas são mais que artefatos. É um sistema, um modo de vida que cria uma civilização material. Em suma, as técnicas preenchem lacunas, ultrapassando as diversas barreiras encontradas, proporcionando, com sagacidade e astúcia, bons resultados após muitos experimentos”, enfatiza o filósofo Ivan Domingues, graduado e mestre em Filosofia, no IHU ideias do dia 24 de outubro, com a temática “Biotecnologia e a Condição Humana: impactos e implicações”.

Domingues afirma que as tecnologias vão mudar o corpo humano, como já ocorre há algum tempo com as interações e modificações no DNA. “Pensar em técnica, é pensar em uma ferramenta, um instrumento, visão instrumental que compõe a técnica”, finalizou ele.

Com isso, o professor mencionou as novas tecnologias que tem alterado as condições da vida humana, que são elas: normalizadoras, restauradoras, reconfiguradoras e melhoradoras. As normalizadoras que com auxilio da tecnologia apresentam uma vida melhor às pessoas. As Restauradoras que permitem a substituição de órgãos com problemas no funcionamento. As Reconfiguradoras que aceleram a capacidade humana e as Melhoradoras que criam utensílios que auxiliam relativamente no bem estar da sociedade.

Dando sequência aos eventos do IHU ideias, o próximo ocorrerá no dia 7 de novembro. A conferência será ministrada pela Profa. Dra. Karla Schuck Saraiva, com o tema “Ambientes virtuais de socialização para o público infantil e a produção de sujeitos empresários de si (empreendedores)”.

Para ler mais:

Na última segunda-feira, 21 de outubro, aconteceu o lançamento do XV Simpósio Internacional IHU – Alimento e Nutrição no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, sob a coordenação do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

O lançamento contou com a presença de representantes das instituições organizadoras do evento – Unisinos, INHAH e IHU – e de entidades parceiras, como a Cáritas Brasileira, o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do Sul, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Ufrgs, a Fundação de Economia e Estatística – FEE e o Consea de São Leopoldo. Entre os nomes, estavam Dom Mauro Morelli do Instituto Harpia Harpyia – INHAH, Miguel Montaña – INHAH – CONSEA (CONSEA/RS), Brizabel Rocha – Instituto Harpia Harpyia – INHAH, Paulo Leivas Instituto Harpia Harpyia – INHAH,  Marinês Besson secretária da Cáritas RS, Denise Zaffari Regina Catarina de Alcântara, coordenadoras do curso de Nutrição da Unisinos,  Signora Peres Konradas, professora de Nutrição, Maria Aparecida Marques da Rocha, coordenadora do Curso de Serviço Social da UnisinosJanice da Silva e Suse Botelho da Silva, coordenadoras de Engenharia de Alimentos, cursos da Unisinos.

O XV Simpósio Internacional, que acontecerá de 05 a 08 de maio de 2014, tem como proposta central incentivar o debate e indicar perspectivas para o direito ao alimento e à nutrição no contexto brasileiro, observando as dimensões sociais, econômicas, ambientais, culturais e políticas. O evento já tem alguns nomes confirmados. A conferência de abertura será com Jean Ziegler, haverá também a Mostra de artes, publicações e experiências: direitos ao alimento e à nutrição no Brasil, além de palestras com André Trigueiro, Marcelo Milagres, Flávio Luiz Schieck Valente, Maria Emilia Lisboa Pacheco, Marcelo Neri, José Graziano, Tannia Bacelar de Araújo e Anna Maria de Castro. Em breve, a programação estará completa na agenda de eventos do IHU.

Além disso, o Simpósio pretende contextualizar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio a partir de realidades regionais do território brasileiro. Os Objetivos do Milênio foram estabelecidos por líderes mundiais em 2000 na busca pela redução da pobreza extrema e da fome, pelo acesso universal à educação e aos cuidados da saúde, pela igualdade de gênero, pela redução das mortalidades materna e infantil e pela garantia da sustentabilidade ambiental. Os objetivos e metas de desenvolvimento traçados deveriam ser cumpridos até o final de 2015.

Dom Mauro Morelli, bispo emérito da Diocese de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais e fundador do INHAH, expressou sua alegria sobre o evento. “O Simpósio vem em um momento em que o povo brasileiro é chamado para tomar decisões. Não iremos falar bem nem mal do governo, queremos ver a realidade, as respostas, quais as políticas elaboradas, implementadas. É um encontro de avaliação crítica dessa caminhada para 2015. Nenhum dos oito Objetivos do Milênio se realizam sem resolver o problema da alimentação. Estou muito contente com a aceitação do evento”, salienta.

Fotos: Mariana Staudt

“As biotecnologias acarretaram uma revisão profunda da questão antropológica, à qual os antropólogos e filósofos não podem ficar indiferentes. Tal revisão quase sempre vem acompanhada de exageros e mal entendidos, como a clonagem, com sua capacidade de embaralhar e colocar em xeque os fundamentos dessa instituição humana, demasiadamente humana, que é a família. Todavia, a clonagem está longe de ser a biotecnologia mais poderosa, ou a mais ameaçadora”, afirma o o filósofo Ivan Domingues em entrevista à IHU On-Line desta semana.

E acrescenta:

“Não bastasse o controle técnico da natureza, e por extensão da natureza humana, ao nos deixar dependentes dos artefatos e sistemas tecnológicos, poderá significar a instauração da maior das tiranias, acarretar o controle da subjetividade e o fim da autonomia do indivíduo. Diante de uma ou de outra alternativa, a questão moral deverá ser recalibrada, tanto em face das novas biotecnologias e seus poderes, quanto da própria questão antropológica e seus limiares.”

Nesta quinta-feira, o filósofo falará sobre o assunto no IHU ideias, com a palestra Biotecnologia e a Condição Humana: impactos e implicações, que acontece às 17h30min, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU.

O professor ainda proferirá à noite A filosofia da tecnologia de Simondon: a centralidade da mecanologia, às 19h30, no mesmo local.

As atividades integram o II Seminário em preparação ao XIV Simpósio Internacional IHU – Revoluções tecnocientíficas, culturas, indivíduos e sociedades – A modelagem da vida, do conhecimento e dos processos produtivos na tecnociência contemporânea, que ocorrerá de 21 a 24 de outubro de 2014.

Ivan Domingues é Graduado e mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, cursou doutorado em Filosofia na Universidade de Paris I – Sorbonne com a tese O grau zero do conhecimento: o problema da fundamentação das ciências humanas (2. ed. São Paulo: Edições Loyola, 1999). É pós-doutor pela Universidade de Oxford e leciona no Departamento de Filosofia da UFMG.

Para ler mais:

Luiz Eduardo Soares manda um recado ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, seu ex-aluno.

O antropólogo faz uma análise do ódio que percorre as ruas da cidade e a crescente onda de violência de estado que tenta calar as ruas. As selvagerias estampadas na sociedade e as reivindicações manifestas em protesto necessitam de aprofundamento para além da criminalização que o poder público e a mídia corporativa incessantemente disparam contra a população.

“Só existe uma possibilidade para conter a escalada de violência. Recuo imediato em relação a utilização ditatorial e arbitrária de recursos pseudo legais para criminalizar o movimento social, pois esse é um caminho cujo fim nos leva para um precipício de incomunicabilidade.”

Confira o vídeo!

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Neste espaço se entrelaçam poesia, arte e mística. Através de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é absoluta transcendência e absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, com Paulo Sérgio Talarico, artista plástico de Juiz de Fora.

Flor de Cerejeira

Flor de Cerejeira

Uma alegoria  – Yu Xuanji

A primavera às flores de pêssego espalha-se
Em todo pátio à lua cintilam os salgueiros
Cá em cima estou, no quarto, perfeita a maquiagem
recém vestida, à espera da noite, o silêncio
Ao lago sob as flores de lótus os peixes
Em volta do arco-íris revoam pardais
Tudo nesta vida é sonho, alegria ou pena
vêm-nos aos pares; possa eu por fim acordar.

Fonte: Poesia completa de Yu Xuanji. São Paulo: Unesp, 2011, p. 61

A poetisa chinesa Yu Xuanji, nasceu em 844, vivendo na Dinastia Tang. Morreu provavelmente no ano de 869, ainda jovem. É considera uma das principais vozes femininas da literatura chinesa. Dotada de grande beleza, casou-se aos 16 anos, como concubina de  Li Yi, com quem teve uma intensa relação, terminada com insucesso, talvez por pressão da primeira esposa. Converteu-se depois em monja taoísta. Morreu cedo, talvez executada por uma noviça.