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O crescimento das metrópoles alinhado ao crescimento das desigualdades por conta da concentração de renda, considerada uma das faces do sistema capitalista é tema trazido à tona, em artigo da pesquisadora Natacha Rena, publicado pelo blog Indisciplinar: “Os problemas trazidos pelo crescimento exponencial das metrópoles e pela concentração de renda nas mãos de poucos são evidências de um sistema capitalista que promove a exclusão econômica e social. Por toda parte surgem problemas que vão desde inefeciência no abastecimento de água, de energia, de infraestrutura mínima de mobilidade, saúde, segurança ou educação”.

Além disso, a professora defende  o “aprendizado colaborativo”, onde  se deve “aprender fazendo com o outro, coletivamente e colaborativamente”. Nisso,  “pressupõem-se o fim da percepção do mundo a partir de disciplinas isoladas, em um espaço no qual há uma militância por uma atuação potente e contínua baseada na multiplicidade, tornando possível criar mecanismos de vivência e resistência coletiva e colaborativa no interior do capital”.

Tais argumentos serão tema das palestras “Processos criativos, colaborativos e participação nas metrópoles“, no dia 20 de agosto, às 19h30min, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros,  IHU e “As experiências colaborativas e o impacto na conjuntura atual” que ocorrerá no dia 21 de agosto, às 8h30min, no Campus Porto Alegre .

Natacha, em sua pesquisa, aborda o conceito de multidão de Hardt & Negri (2005) afirmando que uma das faces da globalização surge na “criação de novos circuitos de cooperação e colaboração que se alargam pelas nações e os continentes, facultando uma quantidade infinita de encontros”.

No decorrer do texto a professora questiona se há espaço para artistas como ela (arquiteta e urbanista) dominarem o espaço urbano, colaborando nas operações. Hoje , há dispositivos para que os ricos dominem esse espaço.

O evento faz parte do 2º Ciclo de Estudos Metrópoles, Políticas Públicas e Tecnologias de Governo. Territórios, governamento da vida e o comum. Faça sua inscrição e saiba mais aqui.

Por Nahiene Alves e Cristina Guerini

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Foto: brasildebate.com.br

O Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove o Ciclo de Estudos O Capital no Século XXI – uma discussão sobre a desigualdade no Brasil.

O evento terá como base de discussão o livro O capital no século XXI do economista francês Thomas Piketty. Dividido em seis encontros, o Ciclo abordará, em seu primeiro dia, especialmente as principais ideias da obra.

O convidado para a conferência intitulada Um panorama das principais ideias do livro O Capital no Século XXI é o professor de Economia Róber Iturriet Avila. A atividade será no dia 31 de agosto, às 19h30min, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU. Faça sua inscrição e saiba mais aqui.

Em entrevista concedida ao IHUAvila, assim como Piketty, defende que o ajuste fiscal brasileiro poderia ser feito a partir da taxação sobre patrimônio, renda e grandes fortunas porque “tem espaço para aumentar tributo sobre patrimônio e esse tributo impacta menos sobre a atividade econômica e é mais injusto em termos sociais, até porque o Brasil tem uma elevada concentração de riqueza. Assim, seria possível adotar esse tipo de medida ou também tributar dividendos, porque o Brasil é um dos únicos países no mundo que não tributa os dividendos”.

O professor, juntamente com Antônio Tedesco Giulian, escreveu uma resenha sobre o livro de Piketty, e é uma sugestão de leitura prévia à palestra.

Róber Iturriet Avila é doutor, mestre e bacharel em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Atualmente leciona na Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos e é pesquisador da Fundação de Economia e Estatística – FEE. Também é colunista do portal Brasil Debate.

Por Nahiene Alves e Cristina Guerini

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Nesta semana, nos dias 14 a 16 de julho, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove mais um seminário anual para os colegas que trabalham diretamente nos programas e atividades do instituto.

Neste ano, três temas centram a leitura, a reflexão e os debates deste seminário que se realiza anualmente desde a criação do IHU, em setembro de 2001.

Na terça-feira, dia 14, o tema central do dia será a análise da crise política, econômica e social brasileira.

Para esta discussão foram indicados os seguintes textos a serem lidos previamente e que serão apresentados pelos participantes do evento:

1.    Social-democracia é a única via para a política brasileira. Entrevista especial com Luiz Werneck Vianna

2.    Ricos nutrem ódio ao PT, diz ex-ministro. Entrevista com Luiz Carlos Bresser-Pereira

3.    O curto-circuito imediato e os efeitos de um impasse estrutural na política brasileira. Entrevista especial com Valter Pomar

4.    O capital que neutraliza e a necessidade de uma outra esquerda. Entrevista especial com Giuseppe Cocco

Tendo presente a crise grega, amplamente debatida nas Notícias do Dia publicadas pelo sítio do IHU, será trabalhada a entrevista de Yann Boutang, concedida à IHU On-Line e publicada sob o título “A financeirização e as mutações do capitalismo“.

A recém publicada Carta Encíclica do Papa Francisco Laudato Si’ sobre o cuidado da casa comum, foi distribuída previamente para ser lida por todos e todas particantes do Seminário. A enciclica será apresentada por seis colegas tendo presente o Guia de Leitura elaborado por Thomas Reese.

Tanto a análise das crises grega e brasileira quanto o debate sobre a Laudato Si’ será subsidiado por dois textos que os/as participantes leram com antecedência:

– “Esta economia mata. Precisamos e queremos uma mudança de estruturas”, afirma o Papa Francisco no Encontro de Movimentos Populares em Santa Cruz de la Sierra

– A ecologia econômica como alternativa às desigualdades. Entrevista especial com Gaël Giraud

Mais de vinte  pessoas participarão do Seminário.

Nossa saúde pode ser extremamente danificada pelos agrotóxicos. Alterações hormonais, reprodutivas, danos hepáticos e renais, disfunções imunológicas, distúrbios cognitivos são alguns exemplos. E, mesmo com a pequena quantidade que consumimos em alimentos, água ou em ambientes contaminados, os efeitos podem ocorrer.

Com o intuito de constituir um debate com diversas áreas do campo científico sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde e no ambiente, e discutir os caminhos para o enfrentamento e redução do uso no país, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove o Seminário Agrotóxicos: Impactos na Saúde e no Ambiente.

Foto: doomar.blogspot.com.br

“Até mesmo do ponto de vista capitalista seria mais inteligente não utilizar agrotóxico, pois a redução maximizaria o lucro. Mas o que acontece é que a grande dificuldade do desenvolvimento do uso tecnológico dos transgênicos é de estar voltado para ‘casar’ semente com agrotóxico”, explica Fernando Carneiro em entrevista concedida ao IHU.

Desde 2008 o Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo e a utilização destes venenos agrícolas cresce ano após ano. E, para dar a devida atenção ao assunto, CarneiroKaren Friedrich e Leonardo Melgarejo serão os conferencistas do evento, que ocorrerá no dia 24 de agosto, às 9 horas. Saiba mais aqui.

Por Nahiene Alves

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Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora e com Paulo Sérgio Talarico, artista plástico de Juiz de Fora

Adoração

Difícil chamar-te pelo nome, agora
que és tudo e meu chamado.
Ecoas. Água da sede,
bebo-te em silêncio. E despojo-te da imagem
no transparente ser e estar
sem perceber
que sou e estou
que és e estás
entregues ao não saber
do quando e onde
sempre e agora
e te sou
e me és
estando no infinito estar
sendo no infinito ser
que nos envolve e abarca
silenciosa viagem
adeus.

(Dora Ferreira da Silva. Uma palavra de ver as coisas. São Paulo: Duas Cidades, 1973, p. 95)

Dora Ferreira da Silva (1918 – 2006): Poetisa e tradutora brasileira. Recebeu três vezes o Prêmio Jabuti por suas poesias e também o Prêmio Machado de Assis, da Acadêmia Brasileira de Letras, por sua obra Poesia Reunida. Dedicou-se por mais de 50 anos à poesia, entre suas principais obras estão Andanças, Talhamar, Retratos de Origem, Poemas da Estrangeira e Hídrias.  Foi tradutora do psicólogo suíço Carl Gustav Jung.