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O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, promoveu a Oficina “Indicadores da Realidade e Infográficos”, ministrada pela Professora Doutora Juliana Alles de Camargo de Souza. A atividade aconteceu na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros – IHU, nesta terça-feira, dia 08 de setembro, às 14h.

Juliana Alles de Camargo de Souza é professora no curso de Letras na Unisinos. Se tornou doutora, em 2012, depois da defesa da tese intitulada “O Infográfico e a Divulgação Científica Midiática (DCM): (entre)texto e discurso”, onde apresentou como funcionava o uso do infográfico dentro da relação entre a ciência e mídia, a partir da perspectiva que o infográfico faz-saber e faz-compreender, em conjunto aos métodos científicos, midiáticos e didáticos. E dessa forma, o infográfico DCM se torna um texto descritivo e verbovisual.

Foto: Carol Teixeira Lima

A oficina, no primeiro momento, foi marcada por uma rodada de apresentação breve, onde os participantes tiveram a oportunidade de se conhecerem e falarem sobre as expectativas e motivos que tinham incentivado a participação no espaço. Foi possível socializar sobre a origem de cada um, que variou desde acadêmicos da UFRGS, como mestrandos da mesma faculdade, acadêmicos da Unisinos, entre outros. E contando também com a diversidade de áreas, a começar por Saúde Coletiva, Políticas Públicas, Serviço Social, Jornalismo, Economia e outros mais.

Entre as muitas expectativas apresentadas em relação à atividade, surgiu uma que era comum a todos: sistematizar informações de maneira a gerar conhecimento de forma mais agradável e interativo-explicativa. E de fato, essa expectativa que além de ser superada, foi instigada a avançar mais.
A professora Juliana fez exercícios que ajudaram a despertar em cada um seu olhar sobre as imagens e infográficos. Distribuiu textos entre os participantes e pediu que estes fizessem desenhos infográficos a partir das informações dos textos. Foram feitos grupos e foi levantado o questionamento a respeito de que era necessário no texto, para que se coletasse a informação mais importante e se criasse um infográfico em cima desse conhecimento.

Em resultado ao exercício, houve experiências já bastante avançadas, apesar do pouco tempo de oficina. Em seguinte, a professora seguiu exemplificando e falando sobre infográficos e o quanto eram importantes na leitura das realidades. Trouxe teorias, passeou pela semiótica e destacou que a infografia descreve, narra, explica e também pode ser usada para argumentar. A partir que os infográficos estão permeados por três áreas: a científica, midiática e didática, tendo que trazer conhecimento, seduzir e ensinar de maneira facilitadora.

Depois de levantar a reflexão sobre os infográficos, Juliana convidou o grupo para analisar seus primeiros projetos de desenhos e refaze-los em um tamanho maior para apresentar aos presentes. Novamente foram feitos grupos que pensassem um desenho maior sobre o primeiro esboço já realizado antes. Os desenhos foram socializados e comparativos foram feitos, observando como foi possível avançar de um desenho para o outro.

Ao encaminhamento para o final da oficina, a professora Juliana trouxe mais algumas considerações a se pensar sobre os infográficos, como, por exemplo, a forma como eles agilizam a compreensão e oportunizam a leitura de textos simultâneos.

Durante a avaliação feita com os participantes da oficina, foram levantados aspectos tais como os infográficos poderiam ser ferramentas que ajudam a ir além, em relação a sistematizar o conhecimento. Assim como se apresentou o fato que essa linguagem visual pode ter um caráter de compromisso público e cumprir um papel político pedagógico importante.

A próxima Oficina ofertada pelo ObservaSinos – IHU, acontece no dia 30 de setembro, às 9h e será ministrada por Vicente Almeida e Assis Farias e tem como tema “Realidades de Saúde e Ambiente”.

Nota elaborada por:  Carolina Lima, Marilene Maia e Matheus Nienow

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Quais seriam as práticas ideais da justiça tendo como referente ético, político e jurídico as vítimas de injustiça? Abrindo espaço à narrativa das testemunhas, estatuto epistêmico, ético e político, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU continua nesta quarta-feira, 16 de setembro, o III Colóquio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU – A justiça, a verdade e a memória na perspectiva das vítimas.

Hoje serão realizadas quatro intervenções:

Xabier Etxeberría, professor da Universidade de Deusto, Bilbao, Espanha, cujo tema é Justiça e perdão;

Francisco De Roux, jesuíta, da Colômbia, que participa das negociações de paz e atuou longos anos em zonas de conflito no país, cujo tema é Justiça restaurativa na Colômbia;

Martín Almada, do Paraguai e Tshepo Madlingozi, da África do Sul, que, respectivamente, abordarão os temas Justiça histórica, é (im) possível?A justiça e o testemunho das vítimas nas comissões de verdade na África do Sul.

As palestras têm início às 9 h, pela manhã, e às 14h, pela tarde.  O término será às 17h.

O evento ocorre na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU.

As conferências dw Xabier Etxeberría e de Martín Almada, publicadas nos Cadernos IHU ideias, serão distribuídas a todos e todas participantes do Colóquio e estarão disponíveis, a partir das 17h desta quarta-feira, na página eletrônica do IHU.

buenosairesparatodos.files.wordpress

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Por Nahiene Alves 

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Nos dias 15 e 16 de setembro estarão na Unisinos Tshepo Madlingozi, da África do Sul,  Jair Krischke, José Carlos Moreira da Silva Filho, Sueli Aparecida Bellato e Carlos Frederico Guazzelli, do Brasil, Francisco De Roux, da Colômbia, entre outros, para participar do III Colóquio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU – A justiça, a verdade e a memória na perspectiva das vítimas. A narrativa das testemunhas, estatuto epistêmico, ético e político.

http://bit.ly/1K8g0DI

O evento ocorre na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU.

No dia 15 de setembro, às 20h, Francisco De Roux, jesuíta, membro da Comissão das Negociações de Paz na Colômbia, que reún, em Havana, representantes das FARC e outras partes em conflito há mais de 40 anos,  proferirá uma conferência analisando a situação da Colômbia e as perspectivas de paz e seus impactos na América Latina.

A conferência será na Sala Ignacio Ellacuría e companheiros.

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Uma das obras clássicas do cinema brasileiro estará sendo exibido e debatido, nesta quarta-feira, dia 02 de setembro, na Unisinos.

Trata-se do documentário Cabra Marcado para Morrer de Eduardo Coutinho.

A obra é de 1984 e é considerada um dos 10 melhores documentários produzidos no Brasil no século XX.

Em fevereiro de 1964 inicia-se a produção de Cabra Marcado Para Morrer, que contaria a história política do líder da liga camponesa de Sapé (Paraíba), João Pedro Teixeira, assassinado em 1962. No entanto, com o golpe de 31 de março, as forças militares cercam a locação no engenho da Galiléia e interrompem as filmagens. Dezessete anos depois, o diretor Eduardo Coutinho volta à região e reencontra a viúva de João Pedro, Elisabeth Teixeira – que até então vivia na clandestinidade – e muitos dos outros camponeses que haviam atuado no filme antes brutalmente interrompido

O filme será exibido no Auditório Maurício Berni, às 19h30min.

O debatedor do filme será o Prof. Dr. José Rodriguez – Unisinos

O evento faz parte do ciclo  CINEJUS: Direitos Humanos e Justiça de Transição promovido pelo Grupo de Pesquisa lBioTecJusl Estudos Avançados em Direito, Tecnociência e Biopolítica em parceria com o Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

O ciclo busca aproximar o Direito e as artes cinematográficas, proporcionando um estudo crítico e multidisciplinar, pautando as diversas práticas de justiça em que a condição das vítimas que sofreram a injustiça é o referente ético, político e jurídico para pensar o justo.

Os marcos e as ferramentas éticas das tecnologias de gestão, escrito pelo professor de Jesús Conill é o Caderno IHU Ideias, nº 223, lançado neste mês pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Nesta edição são propostas algumas reflexões acerca da tecnociência.

Ao longo do texto, o autor apresenta possíveis ferramentas éticas para as tecnologias de gestão, afirmando a importância de “oferecer uma concepção moderna da ética, que seja capaz de compreender e orientar o mundo da tecnologia com suas peculiares características”. Conill também menciona a relevância da formação de bons profissionais, porém não como apenas como uma formação técnica, pois do ponto de vista ético é dever do profissional  ser aplicado para ter um resultado próspero, no significado legítimo da palavra profissional.

Foto: Larissa Tassinari

O professor enxerga a vida profissional como um caminho para a sociedade ter destaque, sem depender exclusivamente do Estado. Pois, segundo ele, do modo que está falta confiança em ambos os lados. Ele acredita que o vigor das profissões pode revitalizar a sociedade, tendo uma razão prática e um sentido em tais atividades humanas que cada vez se encontram cada vez mais tecnológicas.

Jesús Coniil Sancho esteve no IHU, em 2014, participando do XIV Simpósio Internacional IHU: Revoluções tecnocientíficas, culturas, indivíduos e sociedades e do XVII Colóquio de Filosofia UNISINOS – Filosofia e bioética: entre o cuidado e administração da vida. Durante uma de suas conferências provocou, questionando quais as atitudes devem ser adotadas em relação às transformações sociais decorrente da  revolução tecnocientíica: “Conscientes da importância da tecnociência para a vida social, profissional e pessoal, convém refletir criticamente sobre o sentido das transformações sociais que estão em andamento em decorrência do crescente desenvolvimento da tecnociência”.

Caderno IHU ideias, nº 223

A publicação de número 223 é a íntegra da conferência do professor Conill para o Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Nela, o autor questiona sobre que atitudes adotar em relação às revoluções contemporâneas.

O professor é catedrático da Universidade de Filosofia Moral e Política da Universidade de Valencia. Além disso, realizou estudos e pesquisas de extensão nas Universidades de München, Bonn, Frankfurt e Main, na Alemanha; St. Gallen, na Suiça; e Notre Dame, nos Estados Unidos. É autor, entre outras obras, de Ética hermenêutica (Madrid: Tecnos, 2006), Horizontes de economía ética. Aristóteles, Adam Smith, Amartya Sen (Madrid: Tecnos, 2004), Ética de los medios. Una apuesta por la ciudadanía audiovisual (coeditor, junto com Vicent Gozálvez – Barcelona: Gedisa, 2004).

Acesse a versão on-line do Cadernos IHU ideias aqui.

Assista as conferências do XIV Simpósio IHU.

Por Nahiene Alves

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