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Já está no ar a Revista IHU On-Line desta semana, que traz como tema de capa Religiões e Religiosidades, hoje. Significados e especificidades, em função da quarta edição dos Encontros Nacionais do GT História das Religiões e Religiosidades que ocorrerá entre os dias 7 e 9 de novembro, na Unisinos.

Diversos aspectos das religiões e religiosidades do Brasil e do mundo são trazidos à tona nesta edição. Desde o sagrado como parte da vida humana, por Pablo Wright, até os fundamentalismos, que tem suas origens, causas e consequências questionadas pelo teólogo Pedro Lima Vasconcellos.

A revista perpassa ainda pelas características da religiosidade brasileira, as festas brasileiras que possuem cunho religioso, o contexto ‘religião-política’, que cada vez mais toma conta do país e outras entrevistas relacionadas ao tema principal.

Como parte dos destaques da semana, é possível ter acesso ao artigo do sociólogo e professor da UFRNO, Cesar Sanson, que faz um balanço pós eleições municipais do ano de 2012.

A Revista IHU On-Line circula semanalmente no campus São Leopoldo da Unisinos em sua versão impressa.  A versão digital pode ser acessada aqui.

Por Wagner Altes         

“Sem dúvida, a sociedade brasileira mudou em termos demográficos e na composição plural das relações familiares. Os diferenciais de gênero e de geração são fundamentais para se compreender a complexidade e a diversidade das relações familiares do Brasil contemporâneo”, averiguam José Eustáquio Diniz Alves e Suzana Cavenaghi.
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Novos arranjos e modalidades familiares se configuram no Brasil na contemporaneidade. Os traços característicos desses novos arranjos podem ser descritos a partir do Censo 2010. Demógrafos e outros especialistas analisam esta nova realidade da família na edição 406 da revista IHU On-Line.
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Uma das novidades trazidas pelos dados do censo 2010 foi o aumento do número de mulheres como chefes de família no Brasil. A pesquisadora do IPEA, Ana Amélia Camarano, não sabe se isso é positivo ou negativo. Para ela, trata-se de uma importante mudança da sociedade. “Ele indica uma maior participação da mulher, indica um novo papel social da mulher. Essa mulher, que era tradicionalmente a cuidadora (enquanto que o homem era o provedor), hoje é uma provedora importante, mas continua mantendo seu papel e função de cuidadora”, analisa Ana.
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Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, Nolasco afirma que no Brasil assistimos a formação de grupos familiares distintos, “porém, isso não quer dizer que dentro de cada um deles valores tradicionais não continuem imperando”. “O imaginário que povoa os lares brasileiros é tradicional, estimula o enriquecimento, o consumo e a fama, como parâmetros de sucesso, mais do que educação, trabalho, compromisso e respeito com o público”, pontua Sócrates Nolasco.
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Esther Hamburger, Thierry Linard de Guertechin, José Luis Petruccelli, Barbara Cobo e Gilson Gonçalves de Matos também concederam entrevistas à IHU On-Line, comentando sobre o modelo de família que é vendido pelas telenovelas atuais, famílias diferenciadas, hierarquia racial na sociedade e transformações na estrutura das famílias brasileiras.
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Nos Destaques da Semana, autor do conceito de “quase realismo”, Simon Blackburn, questiona o neo-humanismo e observa que a filosofia analítica está mudando. Walter Altmann fala sobre Concílio Vaticano II e a busca pelo compromisso ecumênico. Na Coluna do Cepos, Jacqueline Lima Dourado faz uma singela homenagem ao professor Valério Cruz Brittos. O IHU Repórter desta semana é com Airton Adalmir Cima da Silveira, que trabalha na maquetaria da Unisinos, há cinco anos.
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Confira a edição 406 da Revista IHU On-Line no sítio.

Os cientistas entrevistados pela IHU On-Line analisaram o surgimento do Universo e a recente confirmação da existência do Bóson de Higgs. A edição 405 da revista foi inspirada na polêmica em função da duvidosa nomenclatura “Partícula Deus”, e trouxe ao debate as origens do cosmos, os grandes desafios da Física e mostrou que há muito mais perguntas do que respostas quando procuramos saber mais sobre o Universo.
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A “Partícula Deus”, como passou a ser chamada por diversas publicações, não tem originalmente laivos religiosos, e está longe de ter sido a responsável pela criação da vida no cosmos. Questionados sobre o sugestivo apelido, alguns dos entrevistados dessa edição explicam como surgiu a expressão. Confira no sítio.
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Mesmo que em ciência o fim de um capítulo represente o início de outro, a comprovação da existência do Bóson de Higgs é mais uma “evidência de que o ‘nada’ é surpreendentemente rico em fenômenos críticos à nossa compreensão do Universo”. A constatação é do físico Arthur Maciel, na entrevista que concedeu à IHU On-Line por e-mail.
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Entender o surgimento do cosmos é uma das dúvidas mais antigas e inquietantes que a humanidade possui. Contudo, pondera o físico brasileiro Marcelo Gleiser, pode ser que essa explicação não seja possível de ser dada. “A ciência tem limites e só funciona dentro de um patamar conceitual que não consegue explicar-se a si mesmo”, disse na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line.
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Além desses dois físicos, o debate também o Nobel de Física Gerard’t Hooft, o matemático jesuíta George Coyne, o astrônomo Guy Consolmagno e outros. Além disso, Paul Valadier, nos Destaques da Semanaconta que na própria secularidade os homens estão em busca de um absoluto, de uma transcendência, de uma espiritualidade que os ajude a viver e a empreender. A nova edição também traz o perfil do coordenador do curso de Arquitetura da Unisinos, Adalberto da Rocha Heck.

A principal obra de Edgar Morin é a constituída por seis volumes, “La méthode” (em português, O Método). Foi escrita durante três décadas e meia. Trata-se de uma das maiores obras de epistemologia disponível. Morin inicia os primeiros escritos de da obra em 1973, com a publicação do livro O paradigma perdido: a natureza humana, uma transformação epistemológica por questionar o fechamento ideológico e paradigmático das ciências, além de apresentar uma alternativa à concepção de paradigma encontrada em Thomas Kuhn.
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Compartimentalização da Física em áreas que “não se comunicam” é uma realidade, contudo é imprescindível realizar “encontros entre os saberes”, adverte Mario Novello.
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De acordo com o engenheiro francês Jean Louis Le Moigne, “a complexidade está vinculada tanto ao global como ao local. Não devemos reduzi-la à globalidade. Na mecânica celeste, já se considera o problema da gravitação atrativa de três corpos (três somente!) como muito complexo, no sentido de potencialmente imprevisível na prática”.
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O pensamento complexo seguindo as rotas abertas por Edgar Morin, é o tema da revista IHU On-Line desta semana. Pesquisadores e pesquisadoras de várias áreas do conhecimento contribuem no debate. Confira a edição 402 da revista!

O vocábulo Aggiornare, traduzido do italiano, significa atualizar. Esta palavra foi a orientação chave dada como objetivo para o Concílio Vaticano II, proclamado pelo Papa João XXIII em 1962, há exatos 50 anos.

O Concílio II se diferenciou do anterior, datado de 1869, justamente por não ter sido eurocentrista. Representantes da África, Ásia e América Latina fizeram-se presentes e puderam fazer parte do debate e das tomadas de decisão sobre os novos rumos, ou o aggiornamento, que a Igreja deveria tomar dali pra diante na transmissão de uma mensagem adequada aos homens contemporâneos bem como outras questões pastorais.

Segundo o cardeal Carlo Maria Martini, o Concílio foi muito importante pois ajudou a igreja a encontrar uma maneira de dialogar melhor com as igrejas não-católicas, um entendimento de maneira plena os textos litúrgicos, a aplicação da utilização das línguas de cada país nos textos da igreja e o decreto sobre a liberdade religiosa.

Lembrando os 50 anos do Concílio Vaticano II, a edição nº 401 de IHU On-line traz o tema “Concílio Vaticano II. 50 anos depois”, debatendo as possibilidades e os desafios enfrentados pela igreja católica na atualidade, entrevistando diversas ordens.

A revista também traz duas entrevistas e dois artigos que completam a edição:  Apátridas e refugiados: direitos humanos a partir da ética da alteridade, que será tema do próximo IHU Ideias do dia 6 de setembro e A mística e o enfrentamento radical da miséria humana.

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Por Wagner Altes

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