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“Quando formulamos linguagem criamos um mundo, a linguagem é criação coletiva de mundos. Por isso devemos usar os melhores materiais”, assinala o filósofo Alfredo Culleton, um dos entrevistados da Revista IHU On-Line desta semana, que tem como tema de capa o assunto “Linguagem. Uma construção constante”.
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Analisando a recente polêmica sobre a escrita nos livros didáticos brasileiros, o linguista Carlos Faraco afirma que a obra em questão está inteiramente voltada “para o estudo da língua padrão, seguindo o que estabelecem os Parâmetros Curriculares Nacionais. No trecho que motivou a polêmica, o livro está apresentando as regras da concordância verbal e nominal da língua padrão e compara estas regras com a forma como a concordância ocorre em variedades não padrão”. Para o doutor em filologia e língua portuguesa, Marcos Bagno, acredita que a discussão sobre as variações linguísticas dos livros do MEC reflete a falta de conhecimento da mídia.
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Também contribuem para este debate Luiz Carlos Cagliari, Cátia Fronza, Conceição Paludo, Rita de Cássia Machado e Adriano Naves de Brito.
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Não deixe de conferir esta edição! A Revista IHU On-Line pode ser apreciada através da versão para folhear, versão html ou em PDF.


A norma culta, a linguagem falda e a escrita em suas incessantes reinvenções e adequações é o tema de capa da revista IHU On-Line desta semana.

Para o linguista Luiz Carlos Cagliari, professor adjunto da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, ao analisarmos os históricos da língua portuguesa em diferentes contextos, percebemos que o idioma não é um conjunto “rígido e imutável de regras, mas uma somatória de sistemas linguísticos”.

Na opinião do professor emérito da Universidade Federal do Paraná – UFPR, Carlos Faraco, é preciso oferecer aos estudos a chance de abrirem os horizontes em seu processo de aprendizado da linguagem. Enquanto seres de linguagem, o mundo ganha sentido semioticamente, e não há conhecimento fora das linguagens, acrescenta.

Marcos  Bagno, doutor em filologia e língua portuguesa, professor da UnB, acredita que a discussão sobre as variações linguísticas dos livros do MEC reflete a falta de conhecimento da mídia, e não existe uma polêmica sobre o uso da língua portuguesa.

As educadoras Conceição Paludo e Rita de Cássia Machado acentuam que a celeuma em relação aos livros do MEC coloca em questão a responsabilidade do professor em estar atento a seus conteúdos e em denunciar o problema.

Para Cátia Fronza, professora da Unisinos, trata-se de uma polêmica exagerada. Os livros didáticos que apresentam “erros” estão demonstrando os diferentes tipos de linguagem, e não lhes fazendo uma apologia. Não existe um inconveniente em apresentar essas variações da língua, argumenta.

Os filósofos Alfredo Culleton e Adriano Naves de Brito, ambos docentes na Unisinos, analisam a linguagem a partir do ponto de vista da filosofia. Na opinião de Alfredo, “a verdade é uma formulação de linguagem” e o que é verdadeiro ou falso são conceitos, e não as coisas. Adriano percebe o esgotamento da filosofia analítica, caracterizada pela linguagem mediante recursos lógicos.

Em uma entrevista realizada pelo filósofo brasileiro Roberto Lauxen, a Conservadora dos Arquivos de Paul Ricoeur, Catherine Goldenstein, relembra aspectos da convivência com o amigo filósofo e sua esposa, Simone.

A direita financeira midiática e os limites da democracia é o título do artigo do jornalista Bruno Lima Rocha, docente da Unisinos.

Paulo Brack, professor da UFRGS, comenta o filme Oceanos, a ser exibido no próximo sábado, 04-06-2011, no IHU.

Nesta edição também é debatida a assim chamada ‘reforma da Reforma” litúrgica. Andrea Grillo, professor de liturgia na Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma, Thomas Reese, jesuíta americano, ex-diretor da revista America, Erico Hammes e Luiz Carlos Susin, professores e pesquisadores da PUCRS, contribuem no debate.

A revista IHU On-Line, nas versões html, pdf e ‘versão para folhear‘, estará disponível nesta página, segunda-feira, a partir das 16h.

A versão impressa circulará na terça-feira, a partir das 8h, no câmpus da Unisinos.

A todas e todos, uma ótima leitura e excelente semana!

Em 1951, quando foi assinada a Convenção de Genebra, que reconheceu a denominação “refugiado” e seus direitos, o mundo vivia as primeiras grandes mudanças estruturais e contabilizava as consequências de grandes conflitos. Hoje, sessenta anos depois, o número de refugiados cresceu proporcionalmente à população e reflete de maneira clara a crise dos tempos globais.

Por ironia do destino, muitos dos países que assinaram uma convenção para recebê-los não os querem mais. A questão toma grandes proporções e se transforma num drama mundial, que é debatido nesta edição da IHU On-Line.

A reflexão-chave para compreendermos parte da temática é explicada pelo diretor do Refugee Studies Centre, Roger Zetter, professor da Universidade de Oxford. Ele acredita que “a contenção, as restrições, a dissuasão e o processamento extraterritorial são os instrumentos principais de políticas públicas usados por esses países que, em grau crescente, negam as necessidades e reivindicações de proteção dos refugiados”.

Engajados na luta de integração dessas minorias, o filósofo Wooldy Edson Louidor, o cientista político Juan Felipe Carrillo e Alfredo Infante, diretor americano do Serviço Jesuíta de Refugiados – SJR, falam sobre os desafios da ajuda solidária em espaços da América Latina que trabalham com essas pessoas sem lar e sem pátria.

Peter Balleis, diretor internacional do Serviço Jesuíta de Refugiados – SJR, descreve a situação dos refugiados nos diferentes países e continentes do mundo.

Para complementar, Andrés Ramirez, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados ACNUR, explica as características do perfil do refúgio no Brasil, que, conforme diz, “tem a capacidade de integrar pessoas de países e culturas totalmente diferentes.

A relações-públicas Karin Kaid Wapechowki revela a situação das famílias que desembarcam no Rio Grande do Sul em busca de abrigo. “Eles vivem em deslocamento, com o tecido social desagregado”, afirma.

Por fim, o jornalista e doutor em Comunicação Jacques Wainberg faz uma análise sobre o poder da mídia na divulgação de conflitos e delega à imprensa a possibilidade de colaborar para a manutenção da paz.

Graduado em Direito, Paulo Welter narra a sua experiência de trabalhar com os refugiados em Angola.

Mais quatro entrevistas e dois textos completam a edição.

Paulo Margutti, professor de filosofia nas Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE -, Belo Horizonte, reflete sobre a religiosidade mística em Wittgenstein.

Sérgio Coutinho, professor de História, descreve a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB que emerge da última Assembléia Geral, realizada recentemente.

“O e-book é passageiro. O livro é eterno”, afirma Paulo Tedesco, escritor e professor da PUC-RS na entrevista concedida para a IHU On-Line.

“As políticas sociais somente terão sucesso quando se desnaturalizar a desigualdade”, afirma Ana Maria Colling, professora do Unilasalle.

Um emaranhado pelo Rio Grande a fora”, de Ana Maria Rosa, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, e “Igreja Católica, redes de relacionamento virtuais e evangelização na contemporaneidade: caminho impossível?”, de Thamiris Magalhães de Sousa, mestranda em Ciências da Comunicação na Unisinos, são os títulos dos artigos desta edição.

A revista IHU On-Line estará disponível nesta página, na segunda-feira, a partir das 16h, em html, pdf e na “versão para folhear“.

A edição impressa da revista circulará na terça-feira, no câmpus da Unisinos, a partir das 8h.

A todas e todos, uma ótima leitura e excelente semana!

Em menos de 70 anos, cinco gerações deixaram suas marcas na sociedade contemporânea, ditaram tendências, costumes, mudaram comportamentos, sempre tentando definir uma identidade. Hoje, elas convivem e se “reinventam” a partir de um novo paradigma: a tecnologia.

Conhecidas como Y e Z, as gerações do momento são multitarefas, nasceram com o boom tecnológico e não concebem a vida sem a internet. Tais comportamentos causam “estranhamento” aos antecessores, geram conflitos e aproximações.

Buscando uma melhor compreensão de como esssas gerações se relacionam e lidam com as novidades tecnológicas, a IHU On-Line conversou com especialistas atentos ao comportamento da juventude, hoje.

Autor do livro Geração Y – O nascimento de uma nova versão de lí­deres – 2010, o consultor Sidnei Oliveira acredita que o “convívio destas cinco gerações já é, em si, um fato novo”. Para ele, a explosão tecnológica terá maior impacto na maneira como os jovens se relacionam com o trabalho. “As pessoas irão mesclar o trabalho com a vida pessoal e buscarão exercer um pouco mais da vida pessoal no ambiente profissional. Essa talvez seja a grande transformação que veremos nos próximos anos”, prevê.

Na mesma perspectiva, a psicóloga e professora de Gestão da Unisinos, Patrícia Fagundes, salienta que o atual conceito de liderança também será alterado em função do comportamento dos jovens. “A tendência é de que tenhamos líderes que compreendam a liderança menos como uma posição, e mais como um processo”.

Na avaliação do psicanalista Mário Corso, a principal diferença desta juventude é a condução do saber. Eles estabelecem uma relação de igual com seus superiores e o fato de não respeitarem hierarquias, explica, não deve ser compreendido como um desrespeito, e, sim, como “outra maneira de se portar”.

Zilda Knoploch, antropóloga e consultora de marketing, enfatiza que o acesso ao mundo virtual exige dos jovens teenagers “uma necessidade maior de adaptação” à vida real. Apesar de serem multitarefas, eles “ainda não aprenderam como transformar esta hiperexposição embriagante em conhecimento”.

Daniel Portillo Serrano, professor das Faculdades Integradas de Bauru – FIB, acredita que a fixação dos jovens pelas tecnologias se justificava muito mais pela novidade do que pela necessidade.

O jornalista Juremir Machado salienta que a internet trouxe muitas facilidades, mas ressalta que “o mundo continua praticamente o mesmo porque a organização da vida vai muito além da tecnologia.

Em outra perspectiva, o psiquiatra José Outeiral argumenta que as tecnologias criam uma “falsa sensação” de relacionamento afetivo entre a juventude e os sites de relacionamentos são utilizados como “uma fuga para as relações periféricas e fugazes.

Por sua vez, a socióloga Solange Rodrigues, do Iser Assessoria, analisa o interesse dos jovens pelas religiões e comenta como as redes se tornam um meio para buscar o sagrado.

Tendo em vista o fechamento da planta industrial da Azaleia na última semana, no município de Parobé, RS, o ex-professor da Unisinos e da UFRGS, Astor Hexsel, analisa o dilema da internacionalização de empresas nacionais e a responsabilidade social.

O sociólogo José Rogério Lopes, ministrante da palestra A imagética da devoção, que ocorre na próxima quinta-feira, 19-05-2011, no IHU, antecipa alguns aspectos de sua apresentação e a analisa as imagens religiosas como suporte ritual de demarcação social.

Quase tudo como dantes no quartel televisivo do futebol brasileiro”, é o tema do artigo de Anderson David G. dos Santos, mestrando do PPG em Comunicação da Unisinos. Segundo ele, “o poderio da Rede Globo é reafirmado com imbróglio dos direitos de transmissão mesmo com limites estabelecidos pelo Cade”.

A revista IHU On-Line estará disponível nesta página, na segunda-feira, a partir das 16h, em html, pdf e na “versão para folhear“.

A edição impressa da revista circulará amanhã, terça-feira, no câmpus da Unisinos, a partir das 8h.

A todas e todos, uma ótima semana e excelente leitura!

A figura da mãe eternizada como fonte de carinho e exemplo máximo de bondade aos filhos já não é mais um consenso. Novas versões femininas fazem com que a família se transforme e compreenda o papel materno de outra forma e/ou de múltiplas formas.

Nesse embate sobre o atual papel de mãe e mulher, a IHU On-Line aproveita o dia dedicado a elas e convida especialistas para um debate sobre a importante figura que influencia tanto na vida dos seres humanos.

O psicólogo e doutor em Filosofia Mário Fleig repensa as novas características da família. Analisando a falta do homem e a supremacia da mulher, ele afirma que “a família moderna, desfalcada do pai, propicia condições favoráveis para a estagnação da maturação subjetiva e para eclosão da psicose”. Do outro lado, a psicóloga e doutora em Psicologia Luciana Grzybowski polemiza ao questionar a ideia de que a mãe é a melhor cuidadora das crianças. “Isso faz parte do mito do amor materno e de todas as representações e práticas sociais relativas às questões de gênero de nossa sociedade patriarcal, mas não é uma realidade totalizante”, diz.

Na visão contemporânea, a mãe parece mais uma parceira dos filhos do que a figura clássica de uma serviçal que está completamente à disposição da família, afirma o doutor em Educação Alfredo Jerusalinsky. Ele afirma que “se, por um lado, isto aumentou significativamente seu grau de liberdade, ao mesmo tempo, a deixou fortemente implicada nas consequências que suas decisões terão sobre seu destino.”

A psicóloga Iara Camaratta Anton analisa as mudanças e os conflitos enfrentados pelas mulheres devido às oportunidades e experiências no campo afetivo, enquanto o psiquiatra Celso Gutfreind defende que a preparação para a maternidade ocorre no começo da própria infância, quando se fortalecem os laços entre mãe e filha na relação.

Sob o olhar antropológico, a pesquisadora e professora da PUCSP, Lucia Helena Rangel, discorre sobre o sentido da maternidade nas comunidades indígenas e o papel da mulher no centro da vida social e afirma “a mãe cumpre um papel-chave na formação dos vínculos sociais e de pertencimento a família e a um povo”.

O antropólogo Levi Marques Pereira também analisa as mulheres indígenas e enfatiza que a figura materna é fundamental na estrutura do povo Kaiowá. “Os homens compreendem que a figura materna é essencial para sua sociedade. Tal figura se inspira no comportamento dos deuses, que nos patamares celestes vivem com suas mulheres e filhos”.

Junto às entrevistas, publicamos depoimentos de algumas mulheres que se dividem nas diversas funções de ser mãe e profissional. Elas contam suas experiências de vida e falam do sentimento desenvolvido a partir da maternidade.

Ainda nesta edição, o filósofo e pesquisador inglês, David Pearce, questiona o consumo de carne e defende que a alimentação carnívora não é ética.

O sociólogo e professor da Unicamp, Josué Pereira da Silva, frisa a importância de instituir no país um programa de Renda Básica de Cidadania para garantir a igualdade e a seguridade social à população.

“Sol, fonte renovável de energia, de vida, de espiritualidade” é o tema da instigante entrevista com Enrico Turrini, engenheiro italiano, doutor em eletrotécnica e ex- presidente da associação internacional Associação Europeia para as Energias Renováveis – Eurosolar.

O Plano Nacional de Banda Larga é o tema do artigo de João Martins Ladeira, pós-doutorando no PPGCC da Unisinos e Lucas de Abreu Dias, estudante de Comunicação Social, publicidade e propaganda na Unisinos.

A versão eletrônica da IHU On-Line estará disponível nesta página, nesta segunda-feira, nas versões html, pdf e ‘versão para folhear‘, a partir das 16h.

A versão impressa circulará, na terça-feira, no câmpus da Unisinos, a partir das 8h.

A todas e todos uma boa leitura e excelente semana.