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Em celebração aos 90 anos de nascimento do filósofo brasileiro Henrique Cláudio de Lima Vaz, a Revista IHU On-Line desta semana entrevistou diversos especialistas no pensamento vaziano.  Lima Vaz é considerado uma lenda em função de sua trajetória filosófica, construindo um importante edifício teórico centrado na importância do ser humano e de suas relações com a alteridade e a transcendência.
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Para Álvaro Mendonça Pimentel, o legado vaziano reflete as “urgências de nossa cultura”. Ex-aluno de Lima Vaz, Álvaro comenta que, apesar de ser considerado uma “lenda” pelos alunos, Vaz mantinha sua simplicidade e modéstia. Avesso a rótulos acadêmicos, o pensador jesuíta poderia ser justamente definido como alguém interessado na “filosofia que se sabe filosofia”, assinala Delmar Cardoso.
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De acordo com Marly Carvalho Soares, a obra de “Lima Vaz está enraizada nas tradições clássica e escolástica, além de se confrontar com temas da filosofia moderna, em autores como Kant e Hedel”. Para Rubens Godoy Sampaio, a “envergadura sistemática da obra de Lima Vaz possui estrutura triádica e tem como desafio fundamental superar o niilismo”.
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Vaz foi dos primeiros a fazer a metacrítica teórica à razão instrumental, aceitando soberanamente o rótulo de se ter tornado reacionário. O que nunca foi”, assevera Marcelo Fernandes de Aquino. Segundo Cláudia Maria Rocha de Oliveira, Lima Vaz confronta-se “com dualismos do século XX como a aparente oposição entre o cristianismo e o mundo moderno”.
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“Ainda sem o devido reconhecimento no panteão filosófico, a obra do jesuíta brasileiro aponta a similaridade das raízes do niilismo ético e da modernidade, reportando-se ao sistema platônico de maneira peculiar”, aponta Marcelo Perine. Elton Vitoriano Ribeiro pesquisou a filosofia dos três pensadores, considerados comunitaristas e de viés intersubjetivo, e constata que a existência ética é exercício árduo a ser conquistado a cada dia pela humanidade.
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Na segunda parte da Revista IHU On-Line, confira a entrevista “A função-educador e a educação desviante”, com Alexandre Filordi; e a entrevista com Julia Coelho de Souza, sobre o consumo responsável.
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Na Coluna CEPOS, confira o artigo de Augusto de Sá Oliveira, intitulado “Glauber e a catedral latino-americana. Ou o legado que não devemos renunciar!”. Leia também o artigo “A exceção jurídica e a vida humana. Cruzamentos e rupturas entre C. Schmitt e W. Benjamin”, do filósofo espanhol Castor Bartomolé Ruiz. Saiba também sobre o Ciclo de Estudos: Repensando os Clássicos da Economia.

Publicada há cerca de dois anos na Revista IHU On-Line, a coluna do Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade – CEPOS do PPGCOM da UNISINOS busca trazer semanalmente ao debate temas contemporâneos perpassados pela problematização das indústrias de mídia, do elemento simbólico, das múltiplas funções da comunicação social no capitalismo e suas infra-estruturas de suporte (satélites, redes de tráfego de dados e radiofrequência).

Para entender um pouco mais como surgiu esta parceria com o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, os objetivos da coluna e como o Grupo se organiza para a produção do conteúdo, conversamos com o cientista político e membro do grupo Cepos, Bruno Lima Rocha.

A parceria
“A parceria do Grupo Cepos com o IHU surgiu a partir de uma reunião de aproximação. A conversa ocorreu em junho de 2009 e desde então viemos escrevendo semanalmente para a revista.”

Objetivos
“A coluna existe há cerca de dois anos e temos como objetivo difundir a epistemologia inclusiva da Economia Política da Comunicação, observando que, a partir de uma angulação das indústrias culturais e da produção de bens simbólicos, o capitalismo existe já como um marco civilizacional, para além de um modo de produção e exploração de força de trabalho. Essas relações existem, mas passamos por uma etapa de controle do sistema sobre a vida cotidiana. Este é um objetivo central da coluna, além de expor para um grande público – incluindo o conjunto da Unisinos – a farta e rica produção do Grupo Cepos.”

Organização e produção
“Para a produção do conteúdo o grupo abre margem de escolha para seus membros escreverem a respeito de suas pesquisas ou então de um tema relevante para o momento. Escrevem para a coluna a totalidade de seus membros, desde que sejam no mínimo pós-graduandos, e também convidados e pessoas com quem o Cepos tem relações e trabalhos em conjunto, de dentro e fora do Brasil.”

A importância do espaço na Revista
“Este espaço representa a chance de ver nossa produção atravessar o conjunto do pensamento crítico na Unisinos, ressaltando e reafirmando a melhor das tradições desta universidade. Também é a oportunidade – dada a circulação entre os meios alternativos e os formadores de opinião nos movimentos populares – de estabelecer uma base de diálogo com os setores mais organizados e críticos de nossa sociedade.”

A Revista IHU On-Line desta semana debate as dimensões da crise financeira internacional e seus possíveis impactos na economia brasileira.
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Para o economista e ex-ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser-Pereira, a crise do euro é mais perigosa do que a crise nos Estados Unidos. Além disto, o economista considera negativa a entrada de capital estrangeiro no Brasil.
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Segundo Fernando José Cardim de Carvalho, essa nova onda de crises é resultado do desdobramento da crise iniciada em 2007.
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“A tendência é que a crise econômica mundial se agrave porque todas as medidas de estímulo adotadas nos EUA e na Europa não renderam os resultados esperados”, constata o economista Amir Khair.
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José Luís Oreiro defende que a combinação de política fiscal expansionista mais política monetária expansionista é algo que não funciona e que gera tendência à aceleração da taxa de inflação e apreciação da taxa de câmbio. Na visão de Fernando Ferrari, a questão não é austeridade fiscal, mas responsabilidade fiscal.
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Maria Lúcia Fattorelli entende que a crise atual não é somente financeira, mas que vivemos uma profunda crise de valores, fruto do modelo econômico que prioriza a financeirização, que transforma tudo em mercadoria e que está destruindo o planeta.
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De acordo com Gigi Roggero o “capitalismo contemporâneo é captura sem organização, bloqueio sem desenvolvimento, acumulação sem promessa de progresso”.
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Na segunda parte da revista, leia a Coluna CEPOS intitulada “Meios digitais e cultura democrática” e a entrevista com  Wilson Engelmann a respeito do livro da semana “Nanotechnology, Law and Innovatio0n”.

Na presente edição publicamos também uma entrevista com o jornalista e professor na PUCRS, Juremir Machado, sobre o seu livro Vozes da Legalidade: política e imaginário na era do rádio.

Leia também o artigo exclusivo de Castor Ruiz: “O campo como paradigma biopolítico moderno”.

“Eu sou o intervalo entre o que eu gostaria de ser e o que fizeram de mim. Sou uma pessoa do mundo. Visceral é a palavra certa. Vivo intensamente as minhas emoções, sejam elas boas ou ruins”, afirma Nara Eunice Nörnberg em entrevista ao IHU Repórter.

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O tema de capa da Revista IHU On-Line desta semana é inspirado na obra “O princípio da responsabilidade”, do filósofo alemão Hans Jonas. A obra que foi lançada há 32 anos é considerada fundamental para a filosofia, tendo uma abordagem inquietante até os dias de hoje.
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Com a finalidade de aprofundar e refletir acerca do legado jonasiano, nossa equipe de Jornalismo entrevistou diversos pesquisadores, como a filósofa francesa Nathalie Frogneux, Jelson Roberto de Oliveira, Robinson dos Santos e Hélder Buenos Aires de Carvalho. “O maior legado de Jonas é a reflexão ética”, afirma Lilian Godoy. Para o filósofo Lourenço Zancanaro, a constatação da vulnerabilidade do mundo, da natureza e da vida humana compõe o grande legado de Hans Jonas. Ambos filósofos foram entrevistados para esta edição.
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Na segunda parte da Revista IHU On-Line desta semana, confira a entrevista com Alex Villas Boas, intitulada “Drummond e a ‘re-significação’ de Deus na poesia”. Na Coluna Cepos leia o artigo de Augusto de Sá Oliveira.

No IHU Repórter desta semana conheça a história de Cristina Trisch, 31 anos, que há 11 anos trabalha na secretaria das Ciências da Comunicação da Unisinos. Em entrevista à IHU On-Line, lembra da infância, família e dos valores que adquiriu dos pais e que pretende repassá-los aos filhos.
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O tema de capa da Revista IHU On-Line desta semana é inspirado na obra “O princípio da responsabilidade”, do filósofo alemão Hans Jonas. A obra que foi lançada há 32 anos é considerada fundamental para a filosofia, tendo uma abordagem inquietante até os dias de hoje.
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Com a finalidade de aprofundar e refletir acerca do legado jonasiano, nossa equipe de Jornalismo entrevistou diversos pesquisadores, como a filósofa francesa Nathalie Frogneux, Jelson Roberto de Oliveira, Robinson dos Santos e Hélder Buenos Aires de Carvalho. “O maior legado de Jonas é a reflexão ética”, afirma Lilian Godoy. Para o filósofo Lourenço Zancanaro, a constatação da vulnerabilidade do mundo, da natureza e da vida humana compõe o grande legado de Hans Jonas. Ambos filósofos foram entrevistados para esta edição.
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Na segunda parte da Revista IHU On-Line desta semana, confira a entrevista com Alex Villas Boas, intitulada “Drummond e a ‘re-significação’ de Deus na poesia”. Na Coluna Cepos leia o artigo de Augusto de Sá Oliveira.

No IHU Repórter desta semana conheça a história de Cristina Trisch, 31 anos, que há 11 anos trabalha na secretaria das Ciências da Comunicação da Unisinos. Em entrevista à IHU On-Line, lembra da infância, família e dos valores que adquiriu dos pais e que pretende repassá-los aos filhos.
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