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“Se existem direitos naturais, por que a necessidade de se criar uma espécia de contrato que os garanta? No estado natural não seria possível garantir tais direitos naturais sem entrar no estado civil?”. Os questionamentos são parte do artigo Um caminho de educação para a paz segundo Locke, de Odair Camati e Paulo César Nodari, publicado na edição 177 do Cadernos IHU Ideias.

O texto tem por objetivo analisar o pensamento de John Locke sobre a formação da sociedade civil e de que maneira ela se constitui, em última instância, como a que dá garantia para a paz.

Paulo César Nodari possui mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica PUC-RS. Além disso, é professor adjunto I e professor de pós-graduação em Filosofia na Universidade de Caxias do Sul, com experiência em ética, liberdade, direitos humanos, paz, antropologia e educação. Realizou pós-doutorado em Filosofia em Bonn, Alemanha.

Graduado pela UCS, Odair Camati é mestrando em Filosofia no Programa de Pós-graduação em Filosofia – PPGFIL-UCS e bolsista da Fapergs, além de atuar como monitor nível II nas disciplinas de Ética EAD na mesma instituição.

A versão completa desta edição estará disponível para download em formato PDF a partir de 1º de novembro de 2012 .

Recentemente, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU reproduziu em seu sítio uma notícia que levantou uma discussão forte na rede social Facebook. A matéria denunciava as terríveis condições de vida dentro de uma cela de uma prisão em João Pessoa – PB.

“Nem colchão, nem água potável. Um amontoado de 80 homens nus dividindo espaço numa cela com fezes flutuando em poças de água e urina. Entre eles, apenas uma bacia higiênica, esvaziada esporadicamente. Odor insuportável, umidade excessiva, pouca ventilação”, escreve o repórter Edson Sardinha.

Os comentários variaram de um extremo ao outro. Alguns se horrorizaram com a situação vivida pelos presidiários; outros, acham que há mais com o que se preocupar.

O assunto, porém, não é novo no IHU: Diversos materiais já foram publicados.

“As prisões brasileiras ganham papel de grande relevância na manutenção da desigualdade, constituindo instrumentos de controle não ressocializadores. Os centros de detenção são verdadeiros espaços de punição, exclusão e consolidação das disparidades sociais. Ao falar dos locais de privação de liberdade do Brasil o sociólogo Loïc Wacquant compara-os a ‘campos de concentração para pobres’ e a ‘depósito industrial de dejetos sociais’ e conclui: ‘O sistema penitenciário brasileiro acumula com efeito as taras das piores jaulas do Terceiro Mundo, mas levadas a uma escala digna do Primeiro Mundo por sua dimensão e pela indiferença estudada dos políticos e do público’, escreve Tamara Melo, em artigo publicado na IHU On-Line.

Outra dimensão que o assunto é abordado é o campo filosófico. Dentre os nomes que se destacam está  Michel Foucault. O professor Alfredo Veiga-Neto, em entrevista à IHU On-Line, analisou o sistema prisional sob a ótica de “Vigiar e punir”, obra do filósofo francês. Segundo ele, o sistema prisional brasileiro está associado à violência. “Gritar, bater, amarrar e torturar nada têm a ver com disciplinamento, mas sim com violência. E isso nada tem a ver com recuperação, com cidadania, com segurança social.”

Maria Palma Wolff, assistente social, também cita Foucault: “Ele mencionou que o fracasso da prisão para efetivar a reinserção social dos presos é seu próprio sucesso. Ou seja, sua criação no início da modernidade deve-se à necessidade de separação entre ‘bons e maus’ e não para a inserção dos últimos na sociedade. Hoje temos muito claro (as leituras de Loïc Wacquant e Zygmunt Bauman, entre outros autores, assim o demonstram) que a prisão é uma instituição destinada a segregar e excluir e até a eliminar. Assim, tanto se falarmos em direitos individuais como em direitos econômicos, sociais e culturais, vamos ter invariavelmente, na prisão, um enorme espectro de infrações de direitos”.

Por Natália Scholz

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“Da magnitude e ambivalência à necessária humanização da tecnociência segundo Hans Jonas” é o título da última edição do caderno IHU Ideias, com autoria de Jelson Roberto de Oliveira, professor no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR.

A 176ª edição do caderno traz uma análise do “diagnóstico realizado por Hans Jonas (foto) a respeito do cenário tecnológico moderno no que tange ao aumento do poder tecnocientífico e sua consequente alteração no sistema de valores, trazendo novas exigências éticas”.

“Serão analisados os conceitos de magnitude e ambivalência da técnica, ou seja, a ampliação do poder humano geográfica e temporalmente e, ao mesmo tempo, a sua diluição no âmbito moral, já que o seu bem e mal já não são passíveis de clara definição. Tratar-se-ia, assim, de uma aposta não facultada ao homem. O problema seria, então, como estabelecer freios voluntários para a técnica, ou seja, um ‘poder sobre o poder’. Para Jonas, os valores tradicionais se ‘envelheceram’ e se tornaram insuficientes no novo cenário, frente ao qual ele afirma ser urgente o desenvolvimento de uma qualificada capacidade preventiva e a admissão da austeridade como valor primeiro. A isso o autor chama de ‘humanização da técnica’”, escreve Oliveira.

O caderno está disponível na sede do Instituto Humanitas Unisinos – IHU (São Leopoldo – RS) e, a partir do dia 4 de outubro, estará também no sítio do IHU em formato PDF.

Confira também as outras edições do caderno IHU Ideias.

A todos e todas uma boa leitura!

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Uma educação para a paz

Em 3 setembro, 2012 Comentar

“Todas as possibilidades já realizadas pela humanidade, especialmente as que alavancaram o progresso científico e tecnológico, não foram capazes de estabelecer a paz e a justiça. (…) Mas a busca por novas maneiras de enfrentar essas questões poderá, ao menos, mostrar novas perspectivas que pareçam mais ‘razoáveis’ para o enfrentamento de algumas questões essenciais da vida social de nossas comunidades humanas.”

O trecho é de Lucas Mateus Dalsotto e Everaldo Cescon, na 175º edição do Cardenos IHU Ideias que traz o texto “Um caminho de educação para a paz segundo Hobbes”.

Segundo os autores, o trabalho apresenta a contribuição do filósofo Thomas Hobbes aos elementos constitutivos de uma educação para a paz. “Envolto em um ambiente de inúmeros conflitos políticos e de intensa guerra civil na Inglaterra do século XVII, Hobbes busca em sua obra estabelecer os elementos fundamentais para uma sociedade da não-violência, um Estado que guarde e cuide da vida de cada indivíduo. Hobbes entende que em um estado hipotético, os homens viviam em ‘estado de guerra’, pelo fato de a natureza humana ser conflituosa (…) Assim se pode derivar da obra hobbesiana uma educação para a paz baseada nas paixões e na sensibilidade de cada indivíduo”.

Lucas Mateus Dalsotto é bacharel em Filosofia, mestrando em Filosofia, cursa Direito e é tutor de disciplinas de Ética EAD, tudo pela Universidade de Caxias do Sul – UCS. Além disso, é professor de Filosofia e Sociologia para o Ensino Médio. Everaldo Cescon é pós-doutor em Filosofia pela Universidade de Lisboa, Portugal, doutor em Teologia pela PUC RS e licenciado em Filosofia pela UCS. É, também, líder do Grupo de Pesquisa RedEthos – Religião, Educação e Ética, membro do Círculo Latino-Americano de Fenomenologia e sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Filosofia da Religião.

A versão completa desta edição estará disponível para download em formato PDF, a partir do dia 28 de setembro.

Por Mariana Staudt

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A 174ª edição do Cadernos IHU Ideias traz o texto “Da mônada ao social: A intersubjetividade segundo Levinas”, de Marcelo Fabri, apresentando a reflexão sobre a possibilidade de intersubjetividade no pensamento do filósofo franco-lituano Emmanuel Levinas.

Com experiência na área de Filosofia, com ênfase em Ética Fenomenológica, Marcelo Fabri é graduado em Filosofia pela PUC Campinas, mestre em Educação e doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas. É professor associado da Universidade Federal de Santa Maria.

“Pode-se falar de um conceito levinasiano de intersubjetividade? Nos escritos de Levinas, o termo é abordado de modo recorrente nem parece assumir a importância que possui para filósofos do diálogo, tais como Buber, Gadamer e Ricoeur”, escreve Fabri. A exposição procura examinar se é possível uma compreensão da intersubjetividade a partir da fenomenologia do eu separado, com uma análise dividida em três partes.

A versão completa desta edição estará disponível no sítio do IHU a partir do dia 21 de setembro para download em formato PDF.

Por Mariana Staudt

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