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“50 anos depois do Vaticano II: indicações para a semântica religiosa do futuro” é o título da mais nova edição do Cadernos Teologia Pública, do Instituto Humanitas Unisinos – IHU. O texto escrito por José Maria Vigil, teólogo espanhol, aponta reflexões do campo da epistemologia.

“Em sentido amplo, falo de uma teologia desenvolvida a partir da nova consciência global, planetária, macroecumênica que quer se atrever a pensar e a falar a partir de uma posição tão ampla de objetivos quanto sincera”, escreve o teólogo. Isso se deve, principalmente, aos ecos do Concílio Vaticano II, que “introduziu na Igreja uma época acelerada de mudanças religiosas e pastoais”.

Vigil é padre claretiano e tem formação em Teologia pela Universidad Pontificia de Salamanca. Na Universidade de Santo Tomás de Roma, licenciou-se em Teologia Sistemática. Em Salamanca, Madri e Manágua estudou Psicologia. É doutor em educação pela Universidade La Salle de San José, Costa Rica.

Os Cadernos Teologia Pública podem ser adquiridos na Livraria Cultural, no campus da Unisinos ou pelo endereço livrariaculturalsle@terra.com.br. Informações pelo fone (51) 3590 4888.

A partir de 26 de abril de 2013 esta edição estará disponível na íntegra, em pdf, no sítio do IHU.

Para ler mais:

<br/><a href="http://oi48.tinypic.com/wva176.jpg" target="_blank">View Raw Image</a>Segundo Augusto Jobim do Amaral, doutor em Altos Estudos Contemporâneos e especialista em Ciências Criminais, existiriam dois Estados preestabelecidos dentro do Estado social real: Estado de direito e Estado de polícia. O primeiro, existiria para represar o segundo e os dois teriam profunda ligação dentro do panorama jurídico e social.

Jobim do Amaral traz em sua pesquisa “Para um discurso jurídico-penal libertário” uma profunda análise das relações e implicações dos ‘estados dentro do estado’. Também se debruça sobre o papel do personagem jurídico ante as medidas tomadas quanto aos procedimentos punitivos dentro do sistema.

“Tendo em consideração que a tarefa do jurista está sempre inconclusa, pois nunca há uma realização integral do Estado de direito, percebe-se que há um íntimo intrincamento entre exercício do poder punitivo e os modelos de Estado de polícia, em que, a partir disso, à função do personagem jurídico importará renunciar de pronto às teorias de pena.”

Caracteriza ainda os dois Estados, diz-se do Estado de polícia, que serve como regulador das atividades dos homens e se interessa somente por elas. Haja vista o papel da polícia de manter a ordem social.

Os Estados não foram estruturados para serem libertadores. Suas praticas ainda se mostram demasiadamente punitivos e pouco incentivam a justiça restaurativa e os incentivos pedagógicos.

Procurando então repensar a estrutura penal, a pesquisa encontra-se disponível na edição nº 184 dos Cadernos IHU ideias

Os Cadernos IHU ideias podem ser adquiridos na Livraria Cultural, no campus da Unisinos ou pelo endereço livrariaculturalsle@terra.com.br.

Informações pelo fone 55 (51) 3590 4888.

“O debate sobre a identidade e o futuro da Europa gerou toda uma série de discussões e preocupações importantes, das quais uma é digna de menção especial: o suposto equilíbrio entre o fortalecimento da identidade européia, por um lado, e a preservação das muitas identidades nacionais, por outro”. Na edição 183 do Cadernos IHU Ideias, Stefano Zamagni apresenta o texto A Europa e a ideia de uma economia civil, fazendo “uma espécie de reductio ad unum das muitas questões diferentes que estão em jogo a fim de identificar alguns conceitos básicos que deveriam influenciar o discurso público. Estes conceitos girarão em torno de três palavras-chave: peoa humana; democracia; fraternidade”.

O economista italiano Stefano Zamagni é professor da universidade de Bolonha e vice-diretor da sede italiana da Johns Hopkins University. Ganhou destaque mundial por ter sido um dos principais consultores e assessores do Papa Bento XVI na redação da encíclica Caritas in Veritate, publicada em 2009, acerca do desenvolvimento humano integral. Desde 1991, é consultor do Conselho Pontifício “Justiça e Paz”, do Vaticano.

Os Cadernos IHU Ideias podem ser adquiridos na Livraria Cultural, no campus da Unisinos ou pelo endereço livrariaculturalsle@terra.com.br. A partir do dia 4 de abril de 2013 a edição estará disponível na íntegra, no nosso sítio, em formato PDF.

<br/><a href="http://oi50.tinypic.com/2iru3qw.jpg" target="_blank">View Raw Image</a>O cristianismo desde a sua origem já se viu imerso em um contexto de convivência com outras religiões. O judaísmo, que seria primeiramente de onde o cristianismo surgiu, foi a primeira religião a ter contato com os ritos e costumes cristãos. Logo em seguida, foi a vez do islamismo e até hoje o papel de diálogo inter-religioso é importante e inevitável para que haja um pleno entendimento entre diferentes.

O teólogo Peter Phan aborda essa temática na edição nº 75 dos Cadernos Teologia Pública. Em seu artigo O pluralismo religioso e a igreja como mistério.

Phan aponta que o Concílio Vaticano II foi marcante para que a igreja começasse a incluir e dar o real crédito às outras religiões e indivíduos pertencentes a elas, “De modo geral se reconhece que o Vaticano II marcou uma evolução significativa na atitude da Igreja Católica para com as religiões não cristãs e a teologia da salvação a ela relacionada […] É de importância vital distinguir entre o ensinamento do Concílio referente aos não cristãos como indivíduos e seu ensinamento sobre as religiões não cristãs como instituições coletivas”.

Atualmente, se vivencia novas formas de ser religioso e espiritual, uma necessidade quase global de diálogo, mas para que isso seja pleno, o Outro religioso, como afirma Peter Phan, não pode simplesmente se homogeneizar, ou colonizar frente a sistemas religiosos mais expressivos. Ao invés disso, deve ser parte integrante de troca de experiências e ensinamentos.

Os Cadernos Teologia Pública podem ser adquiridos na Livraria Cultural, no campus da Unisinos ou pelo endereço livrariaculturalsle@terra.com.br.

Informações pelo fone 55 (51) 3590 4888.

A partir de 15 de março de 2013 esta edição estará disponível na íntegra, no sítio do IHU, em formato PDF.

A primeira edição dos Cadernos IHU Ideias do ano de 2013 reflete a partir do novo mapa religioso brasileiro apresentado pelo último Censo da IBGE. Quem faz a análise é José Rogério Lopes, professor titular e coordenador do PPG em Ciências Sociais da Unisinos.

A 182ª edição do caderno analisa os dados do Censo 2010 sobre as afiliações religiosas no Brasil, o qual apresenta uma tendência que se acentua nas três últimas décadas, a saber, o declínio dos que se declaram católicos e avanço dos que se declaram evangélicos.

A partir da análise dos novos dados, o autor destaca dois desafios importantes: “O primeiro refere-se à necessidade de as tradições e confessionalidades religiosas traduzirem suas místicas, seus princípios éticos e seus sistemas doutrinários em linguagens acessíveis e atrativas às novas experiências sociais (que muitos autores têm tratado como “novas gramáticas sociais”), sem perder suas “estruturas de plausibilidade”, como bem argumentou Peter Berger (1996), frente aos desafios do secularismo. Nesse caso, o simpósio que o IHU promoveu sobre Igreja, cultura e sociedade  pode ser um marco importante de análise. O segundo desafio é encontrar mediações para ampliar o diálogo inter-religioso, em um campo de concorrência acirrada entre tradições ou denominações religiosas.”

O caderno pode ser adquirido na Livraria Cultural, no campus da Unisinos ou pelo endereço livrariaculturalsle@terra.com.br. A partir do dia 15 de março de 2013 esta edição também estará disponível no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em formato PDF