Arquivos da categoria ‘Publicações’

Para mudar o mundo

Em 19 agosto, 2012 Comentar

Em tempos de tecnologia quase que puramente digital, um velho conhecido de todos ainda ocupa espaço em muitas prateleiras mundo afora, o livro.  Seja em papel ou em formato digital ele ainda é o melhor contador de histórias que se tem conhecimento.

Criado na antiguidade, quase que juntamente com a escrita, servindo como suporte para esta e tendo como antecessores a pedra, o mármore e finalmente o volumen, rolo de 6 ou 7 metros de comprimento feito de papiro, muito difundido em Roma. Apenas na Idade Média o livro toma forma como o conhecemos  atualmente.

Ciente da importância do livro enquanto difusor de ideias o Instituto Humanitas Unisinos, em função dos simpósios que realiza edita e publica em formato de livro os textos dos conferencistas que participam dos eventos do IHU.

Parafraseando Mário Quintana: Livros não mudam o mundo, mudam as pessoas. Essas sim, mudam o mundo.

Clique aqui para ter acesso as publicações.

Por Wagner Altes

Com o objeivo de discorrer sobre algumas ideias do filósofo francês Michel Foucault (foto), o Cadernos IHU Ideias que acaba de sair apresenta o artigo de João Roberto Barros II “Técnicas de si nos textos de Michel Foucault: A influência do poder pastoral”.

O 173º Cadernos IHU Ideias trata, especificamente, de duas “técnicas de si”: o exame da consciência e a confissão, pois essas técnicas são tratadas de forma privilegiada por Foucault em seus estudos  sobre a governamentalidade, o poder pastoral e o cuidado de si .

João Roberto Barros II é doutor em Filosofia pela Unisinos e atualmente doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Buenos Aires. O Caderno apresenta uma reflexão sobre o grupo de técnicas para o cultivo moral e político presentes desde a Grécia antiga e investigadas na contemporaneidade pelo filósofo francês Michel Foucault. Nas palavras de Barros II:

“Tendo como fio condutor a askêsis, o hábito do exercício constante de si logrou alcançar uma marca indelével na constituição da subjetividade ocidental ao longo da história. Começando pelo período grego clássico, passando pelo período helenístico das escolas socráticas menores e finalizando com o cristianismo primitivo dos primeiros séculos de nossa era cristã, Foucault nos brinda uma análise minuciosa e muito rica sobre os processos de subjetivação eminentemente ocidentais.”

A versão completa desta edição estará disponível neste sítio a partir de 10 de setembro de 2012 para download em formato PDF. Já a versão impressa está disponível na sede do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Boa leitura!

Para ler mais:

 

A 40ª edição do Cadernos IHU traz “São Leopoldo e a ‘Revolução de 1930’: um possível uso da fotografia como documento histórico”, de Tiago de Oliveira Bruinelli, versão da monografia para conclusão de curso em especialização em História do Rio Grande do Sul, pela Unisinos.

No texto, é abordada a documentação fotográfica e a imprensa da época com a intenção de construir um panorama sobre a participação de São Leopoldo durante a “Revolução de 1930”, com foco nos eventos político-sociais e com a finalidade de aprofundar os estudos de como estes eventos influenciaram na política municipal.

Uma contribuição para a memória história da cidade, que hoje é tão distinta política, social e geograficamente da São Leopoldo das décadas de 1920 e 1930.

O autor, atualmente, cursa mestrado na mesma área da sua especialização, desenvolvendo pesquisa sobre a construção biográfica de Lindolfo Collor e as várias apropriações da personalidade, sobretudo pelo município de São Leopoldo.

Cadernos IHU divulga pesquisas produzidas por professores, pesquisadores e alunos dos cursos de pós-graduação, assim como trabalhos de conclusão de acadêmicos dos cursos de graduação, que seguem os eixos de trabalho do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

A publicação estará disponível para download em PDF aqui, a partir do dia 3 de setembro. As publicações podem ser adquiridas na sede do IHU.

Por Mariana Staudt

O  conceito de “vida nua”, ou seja, aquela que é desprovida de direitos. A soberania, seja ela como pessoa ou na figura do Estado e que decide sobre a sacralidade da vida humana estão presentes na 39ª edição dos Cadernos IHU A sacralidade da vida na exceção soberana, a testemunha e sua linguagem. (Re) leituras biopolíticas da obra de Giorgio Agamben.

O texto criado pelo doutor em Filosofia e professor do Programa de Pós Graduação-PPG da Unisinos, Castor Ruiz explora a obra Homo sacer. O poder soberano e a vida nua, de Giorgio Agamben, filósofo italiano, inspirado em Walter Benjamin, Carl Schmitt, Hannah Arendt e Michel Foucault.

Buscando exemplos biblicos como o de Caim, que ao matar seu irmão Abel foi amaldiçoado por Deus e virou um errante, desprovido de qualquer direito e dos judeus, que ao serem vítimas do regime nazista foram desnacionalizados podendo ser mortos por qualquer pessoa, sem haver caracterização de crime de homicídio é que Ruiz e Agamben utilizam o termo controverso da lei romana Homo Sacer, homem excluído de todos os seus direitos civis podendo ser morto por qualquer um, porém sem a possibilidade de ser sacrificado em rituais sagrados. Portanto, indivíduo com papel de sacralidade negativa.

Faça o download dos Cadernos IHU clicando aqui.

Por Wagner Altes

Para ler mais

Até que ponto realmente nos preocupamos com nossos semelhantes? Qual o papel da tecnologia em tudo isso?

Na edição nº 172 dos Cadernos IHU ideias, o teólogo e filósofo Bruno Pucci aborda esses duas questões buscando no trabalho do sociólogo Theodor Adorno (1903 – 1969) uma explicação sobre o fenômeno da indiferença que toma conta da sociedade contemporânea e  nos aliena de tudo e de todos.

Tomando como ponto de partida o ensaio Educação após Auschvitz, Picci usa a tecnologia e principalmente as mídias digitais para justificar as afirmações de Adorno.

Segundo eles, com o advento da  globalização, a facilidade de acesso a todo o tipo de informação que deveria também servir como ferramenta de conscientização e união entre os povos tem a função somente de informar, sem criar nenhum tipo de identificação ou mesmo sentimentos de compaixão aos indivíduos vítimas de acidentes, catástrofes naturais ou  guerras.

Adorno chama de “frieza burguesa” essa visão de banalidade que há anos toma conta de nossa sociedade, Bruno Pucci procura dar uma nova roupagem a este pensamento, trazendo a discussão para os dias atuais.

A partir de 6 de agosto a versão completa desta edição estará disponível, clicando aqui.

Por Wagner Altes