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Encerrou a propaganda eleitoral, ocorreram os últimos debates na televisão e agora é uma questão de horas para que o Rio Grande do Sul e o Brasil conheçam seus próximos governantes. Domingo é dia de ir às urnas e contribuir com o ato mais importante de democracia.

“Que Brasil e que Rio Grande do Sul eu quero nos próximos anos e quem poderá melhor contribuir no Executivo e no Legislativo para isso?” Essas duas perguntas nortearam as escolhas de Marilene Maia, professora na Unisinos e colaboradora do IHU. “Ao visualizar partidos e candidatos percebo limites. Em meio aos desafios e possibilidades de todos eles, faço então minha escolha por uma candidata mulher à Presidência da República, comprometida historicamente com a população excluída e com um projeto para o Brasil, pautado nos novos paradigmas humanos e ambientais”, justifica o voto em Marina Silva. “Para o RS, meu candidato é Tarso Genro, que tem assumido um protagonismo importante na afirmação de uma outra institucionalidade política do Estado Brasileiro”, completa.

O professor e mestre Lucas Henrique da Luz, colaborador do IHU,  estava decidido a votar no PSTU, tanto para presidente (Zé Maria) como para governador (Júlio Flores). Os votos seriam “de protesto”, mostrando o descontentamento de alguém que já foi militante. Entretanto, “prefere governos do PT, do Tarso e da Dilma, do que Fogaça, Yeda e do Serra”. “Diante do perigo eminente de segundo turno aqui no RS vou mudar meu voto, mantendo a escolha no PSTU para presidente e votando para Tarso, pois tenho medo que aqui ocorra o segundo turno e, então, poderemos ter como governador Fogaça ou Yeda, coisa que eu não desejaria atualmente.”

Semelhante à realidade da maioria dos jovens brasileiros, política só faz parte da vida do estudante de Biologia, Guilherme Castro, 19 anos, às vésperas das eleições. A opção para presidente já estava definida desde o início da campanha eleitoral, mas só esta semana tomou uma decisão em relação ao cargo de governador. “Vou votar na Dilma e acredito que ela ganhe. Assim, acho que a melhor opção para o Estado é Tarso, para deixar tudo mais próximo”, conta.

Estudante de Nutrição, Bianca Vargas, 20 anos, integra o grupo de brasileiros que aderiu à chamada “Onda Verde” às vésperas das eleições. A jovem acredita que Marina Silva tem plenas condições de chegar ao segundo turno. “Ficou muito claro nas propagandas e nos debates que ela é a candidata mais bem preparada”, afirma. “Para governador, vou votar nulo.”

O debate dos projetos políticos para o Brasil será o tema da sétima etapa da Escola de Formação Fé, Política e Trabalho, que acontecerá no próximo final de semana. O doutor em Ciências Sociais e pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT, Cesar Sanson, ajudará a identificar as principais forças políticas no país e seus projetos, tendo como referência as eleições 2010.

De acordo com Cesar, os dois principais partidos defendem um projeto semelhante: o desenvolvimentismo, com forte presença do Estado. “Nenhum deles defende o retorno das políticas neoliberais”. A principal diferença fica por conta dos movimentos sociais. Ao contrário de Dilma, Serra procura desqualificar o movimento social. “Marina é uma novidade em função da temática ecológica, mas sua pretensão de ser a síntese do PT-PSDB é um desastre. Apenas o Psol, com Plínio, procura resgatar o debate ideológico, mas a sociedade não está interessada.”

Cesar salienta que o discurso excessivamente economicistas dos candidatos, que falam apenas em crescimento econômico, empobrece o debate político. “Estamos diante de uma disputa para ver que irá fazer mais obras. O grande capital produtivo e financeiro está entusiasmado com ambas as candidaturas favoritas. Há um desideologização completa do processo eleitoral.”

Uma pergunta intitulava o IHU Ideias da última quinta-feira: A lei recém-aprovada da Ficha Limpa é uma forma de controle social ou manobra eleitoral? Apesar da fala mansa e pausada, a secretária executiva da Cáritas/ Regional RS, Loiva Mara de Oliveira Machado, foi incisiva e respondeu: “Talvez agora, como ainda é recente, tenhamos dificuldade de visualizar, mas é sem dúvida uma forma de controle social. Fornece apropriação e debate sobre a vida pregressa dos candidatos e possibilita incidência junto às instâncias responsáveis.”

A Constituição de 1988, segundo a palestrante, abriu importantes canais de envolvimento da sociedade organizada no Estado. “Entretanto, não pode ser uma participação simbólica, quando decisões já foram tomadas nos bastidores. A população tem de ser como protagonista, contribuindo para o debate.” Loiva comparou o Ficha Limpa à Lei contra a corrupção, que já cassou 600 políticos no país. “São indivíduos que ainda estariam usando a máquina pública em benefício próprio.”

Um dos principais desafios com relação à nova legislação, de acordo com Loiva, é tornar público os casos apontados pela Justiça. “Por que o candidato ‘X’ não teve o direito de concorrer? É alguém que mantinha trabalho escravo, que traficava drogas, poluía o meio ambiente? É preciso trazer os casos à tona para que a comunidade tenha conhecimento.”

A palestrante salientou ainda que, como em toda a lei, existe margem da interpretação dos juristas. “Nosso esforço quanto sociedade é pressionar essas autoridades para que compreendam que a lei é válida e tem que ser aplicada nos moldes nos quais foi redigida”, afirmou. “Estamos investindo forças porque acreditamos que é uma vitória para a sociedade.”

Procuraram-na por 150 anos e finalmente, de um sótão da Carolina do Norte, nos EUA, surgiu uma foto considerada pelos historiadores como um documento único da era da Guerra Civil norte-americana.

Na imagem, que remonta a cerca de 1860, um menino negro de nome John posa sem sapatos e com roupas desgastadas, sentado em um barril junto de outro menino.

Os dois, na época, quase certamente eram dois escravos, e a imagem rara em seu gênero testemunha uma página obscura do passado dos EUA.

“É uma parte difícil e tocante da história norte-americana”, explicou Will Stapp, historiador fotográfico e curador da National Portrait Gallery. “O que vocês veem nesta foto são dois meninos vítimas dessa história”.

Junto à imagem, foi descoberto o documento de venda do pequeno John: o menino foi cedido por 1.150 dólares.

Fonte: La Repubblica, 12-06-2010.

Dilma Rousseff participou da missa, em Brasília, durante o Congresso Eucarístico Nacional. Depois, no mesmo dia, participou de uma celebração afro.

Na missa, ela teve um bom acólito: Gilberto Carvalho, ex-seminarista palotino, chefe de gabinete de Lula.