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A história da Legalidade

Em 25 agosto, 2011 Comentar

Hoje, dia 25 de agosto, o Brasil comemora os 50 anos da Campanha da Legalidade.

Compreenda um pouco mais sobre este movimento assistindo o documentário a seguir.

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Para ler mais:


Não somente políticos e economistas de todo o país tiveram um início de ano de expectativas. Os cidadãos comuns, que vão à luta todos os dias para sustentar suas famílias, também estiveram atentos ao polêmico debate a respeito do reajuste do salário mínimo.
Em meio a debates e propostas, o ministro Gilberto Carvalho afirmou: “A vida não termina no salário mínimo. Não faremos loucura. O corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União mostra a gravidade da situação fiscal e, ao mesmo tempo, a seriedade do governo”.
Mas será que a vida não termina no salário mínimo? O Instituto Humanitas Unisinos – IHU questionou seus leitores a respeito do assunto. 39,51% dos internautas discordam radicalmente da opinião do ministro.
Confira os resultados.
» 39,51% dos leitores discordam radicalmente do ministro;
» 27,16% concordam plenamente com o ministro;
» 17,28% concordam parcialmente;
» 13,58% discordam parcialmente;
» 2,47% dos leitores afirmaram não ter opinião formada sobre o tema.

O leitor Francisco Magon acredita que “se o salário mínimo fosse no mínimo o suficiente para garantir os direitos nos quais a constituição determina, com certeza a vida aí não terminaria. É uma vergonha esses hipócritas que falam com ares de Majestade, mas podemos mudar. Basta ter tempo”.
O leitor Antonio Amort espera “que a senhora presidenta tenha a gentileza de ir ao público, explicando direitinho para o povo porque o seu governo tanto insistiu e lutou para limitar o mínimo assim”.
“A vida não acaba mesmo no salário mínimo, ela acaba quando o suor do trabalho de um mês inteiro não é o suficiente para pagar a conta de água, luz, IPTU, comida…”, aponta Greyce Vargas.
O leitor Rogério Antônio Rosa destaca que “gostaria de saber se esse tal de Gil conseguiria viver com R$ 545. O povo paga seu gordo salário, motoristas, cartão corporativo, auxílio moradia, empregados, assessores, viagens. Ele que tenha cara e coragem de homem e explique-se para o povo a besteira que falou. E os partidaristas de direita ou esquerda que analisem melhor, pois o PMDB é coligado ao PT, ou seja, tudo farinha do mesmo saco”.
“O que dá raiva é ver a demagogia da direita com o salário mínimo. No governo deles matavam de fome, o Salário Mínimo chegou aos níveis mais baixos da história. Agora, só porque estão na oposição falam de R$600. Se estivessem no governo iriam propor uns R$300 e olha lá! Dá nojo ver e ouvir o ACM Neto e a tucanada”, ressalta o leitor C. Barbosa.
Valdir Almeida escreve: “Lamentável. Quem te viu, quem te vê, Gil. Lhe conheci nas lutas dos anos 1970 e como militante da Pastoral Operária. Onde você foi parar! Nada como um dia após o outro. Tudo muito triste”.

“O mérito de Lula foi ter posto a questão da desigualdade na pauta política brasileira. Mas ainda falta muito há ser feito”, opina o professor e mestre em Sociologia, Jessé Jose Freire de Souza. Recentemente ele finalizou uma pesquisa intitulada Os batalhadores brasileiros e, na última semana, concedeu entrevista à IHU On-Line sobre Ralés, batalhadores e uma nova classe média.

Para Jessé, o impacto do governo Lula sobre as classes populares se deve ao fato de seus antecessores terem esquecido essas camadas. “O pouco que foi feito por Lula já provocou uma enorme grita geral contra os programas sociais.” De acordo com o professor, é difícil se pensar em uma sociedade “má” no sentido de maldade na cultura ocidental que é o da “indiferença à dor e ao sofrimento alheio. “A tradução política é a falta de responsabilidade social. E isso tudo acreditando piamente que se é uma sociedade humana, boa e generosa como quer o nosso mito nacional. Como se vê, o desafio ainda é enorme.”

Essa maldade da qual fala Jessé fica clara no acompanhamento extasiado da sociedade brasileira pela ocupação do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. “O sonho inconfessado das classes do privilégio no Brasil é a matança generalizada dos pobres, delinquentes ou não. São eles que evitam que a classe média possa se orgulhar do Brasil.” E completa: “O fato da nossa polícia ter a ‘licença para matar’ é, na realidade, uma espécie de ‘política pública implícita’. Se em qualquer catástrofe morre apenas pobres não existe qualquer comoção nacional verdadeira. Tem que morrer ‘gente’ de verdade, ou seja, da classe média pelo menos, para que isso ocorra.”

Vai votar em quem?

Em 30 outubro, 2010 1 comentário

Vou votar no menos pior, que é a Dilma.  Apesar de nos últimos oito anos o presidente Lula ter sido uma decepção para o povo da Amazônia, ele tem feito pequenos avanços com o salário mínimo, com o Bolsa Família, com microcrédito, que aliviam a situação dos pobres, mas não resolvem os problemas do Brasil. Deduzimos que a Dilma seguirá a mesma política do Lula e mesmo sabendo que ela está obstinada a construir grandes hidrelétricas na Amazônia, eu ainda assim vou votar nela em função dos mais pobres.
Edilberto Sena, coordenador da Rádio Rural AM de Santarém no Pará e membro da Frente em Defesa da Amazônia (FDA).

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Eu não vou votar no Serra e para evitar que ele ganhe, vou ajudar a somar votos para a Dilma. É um voto crítico. Ela representa ainda uma forma de fazer política que, de fato, tem três coisas interessantes: reconhece que existe miséria e que deve haver uma política pública para enfrentá-la. Serra diria que o miserável é assim por sua própria responsabilidade. O segundo ponto é que o atual governo reconhece na política interna o direito da mobilização social e a participação em espaços públicos de diálogo, não criminaliza os movimentos sociais e tem até certa disposição em ouvi-los. E o terceiro motivo é o fato de, nas relações internacionais, falar de igual para igual com Estados Unidos e Europa, favorecendo também uma maior unidade na América Latina e aceitando um processo no qual possam crescer os menos favorecidos.
Ivo Polleto, assessor de pastorais e movimentos sociais

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Voto para Dilma, com certeza. Inclusive, assinei o manifesto dos religiosos apoiando a ela. É a melhor possibilidade histórica que temos no momento. Não é o ótimo, mas é o melhor possível, muito mais acertado do que escolher o Serra. A política também é isso: ajeitar-se dentro do possível. Não significa que depois não tenhamos visões críticas em relação a ela e ao seu governo.
Luiz Carlos Susin, frei capuchinho, mestre e doutor em Teologia

As escolhas dos jovens

Em 30 outubro, 2010 Comentar

Os jovens são o presente e o futuro da Nação. Neste domingo eles e milhões de brasileiros e brasileiras irão decidir quem irá presidir o Brasil nos próximos quatro anos. A IHU On-Line conversou com alguns estudantes da Unisinos na noite de quinta-feira (28-10) para saber que candidato terá os seus votos ou qual alternativa os jovens irão optar. Faltando poucos dias para as eleições alguns jovens já se mostram decididos no voto, outros ainda querem rever suas escolhas. E você, já decidiu o seu voto?

Confira os depoimentos:
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Para ler mais: