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O mundo vive, atualmente, uma crise global em diferentes âmbitos sociais: político, econômico, esportivo (com o recente caso de corrupção da Fifa) etc. A cada dia que passa, mais países “anunciam” uma crise, que já está afetando muitas nações de diferentes continentes, como a Europa, América Latina e Ásia. Sem esquecer, também, a crise de refugiados do mediterrâneo com a África, onde cada vez mais imigrantes morrem ao tentar chegar ilegalmente em países do continente Europeu, como Itália, França e Grécia.

O Ciclo de Estudos em Educação a Distância (EAD) – Repensando os Clássicos da Economia, edição 2015, tem como principal foco debater as recentes crises no âmbito econômico, cujos exemplos não faltam: grega, chinesa (com a desvalorização de sua moeda que pode atingir, principalmente, os países da América Latina) e a crise econômica do Brasil. A partir desse debate, o ciclo buscará encontrar soluções com base nos principais conceitos de autores sobre a economia.

Repensando os Clássicos da Economia iniciará no dia 02 de setembro e será ministrado pelo Prof. MS Gilberto Antonio Faggion. As atividades serão realizados na modalidade à distância (EAD)  através de leitura de textos e participação nos debates dos fóruns virtuais. O ciclo também irá proporcionar dois encontros presenciais: um na primeira aula do curso e outro no último encontro. Quem não puder acompanhar presencialmente, poderá assistir através de webconferências.

Gilberto Faggion é graduado em Comércio Exterior e Administração de Empresas, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), e mestre em Administração, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Autores estudados

Os autores que serão estudados no Ciclo de Estudo – Repensando os Clássicos da Economia têm, em suas pesquisas e obras publicadas, contribuições significativas ao pensamento econômico contemporâneo.

Abaixo, segue uma lista dos autores que serão estudados.
Adam Smith
Thomas Malthus
David Ricardo
Karl Marx
Max Weber
Thorstein Veblen
John Keynes
Joseph Schumpeter
Michel Aglietta

As atividades do Ciclo de Estudos em Educação a Distância (EAD) – Repensando os Clássicos da Economia são gratuítas e as incrições podem ser feitas aqui. As aulas presenciais acontecerão na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU.

Matheus Freitas

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O Brasil é um dos países em que a desigualdade social é presente no dia a dia. Enquanto há, aproximadamente,  200 mil brasileiros com fortunas acima de 1 milhão de dólares, também existe de outro lado 20 milhões de pessoas vivendo em pobreza extrema e 13 milhões de analfabetos. A partir dessa visão de desigualdade no país, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove, a partir do dia 31 de agosto até 29 de outubro, o Ciclo de Estudos O Capital no Século XXI. O evento terá como base o livro O Capital no Século XXI, de Thomas Piketty. Ao todo, o ciclo, que é gratuito, terá 15 horas de duração e as palestras serão realizadas na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU.

Favela de Paraisópolis e o Morumbi. Foto: Tuca Vieira

Thomas Piketty, considerado um rock star da economia, aborda em seu livro, que já figurou entre os mais vendidos do site Amazon, que uma economia onde a taxa de rendimento sobre o capital supera a taxa de crescimento, a riqueza herdada sempre vai crescer mais rapidamente do que a riqueza conquistada.

Piketty enfatiza que os filhos de pessoas ricas, muitas vezes vindos de uma longa tradição de milionários (ou bilionários), podem passar até um ano sem se dedicar ao trabalho que ainda assim conseguirão bons empregos quando decidirem trabalhar. Já os descendentes de famílias pobres não têm esse privilégio, portanto, não podem largar suas ocupações ou parar de realizar suas atividades. Para ele, isso não é um mero acidente, é apenas o sistema funcionando normalmente.

Segundo o economista, “se tem um crescimento lento junto de rendimentos financeiros melhores, então a riqueza herdada irá, na média, superar a riqueza acumulada de uma vida toda de trabalho por uma ampla margem”. Em sua obra, elogiada por Paul Krugman, ganhador do Nobel de Economia, Piketty faz uma crítica ao capitalismo e à desigualdade e ressalta que “o capitalismo do século XXI percorre um trajeto só de ida em direção à desigualdade – a menos que façamos alguma coisa”.

A inscrição para o Ciclo de Estudos O Capital no Século XXI pode ser feita aqui.

Confira a programação completa do evento aqui.

Por Matheus Freitas

Para ler mais:

O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, promoveu no dia 28 de julho a Oficina Realidades, Diagnóstico Socioterritorial e Mapa Falado, com a assessoria de MS Marlene Rosa de Oliveira Fiorotti e Acad. Roberto Pereira do Nascimento Junior, trabalhadores da Diretoria de Vigilância Socioassistencial do município de Canoas.

Oficina – Realidades, Diagnóstico Socioterritorial e Mapa Falado

O objetivo da oficina foi apresentar as referências e metodologia do Diagnóstico Socioterritorial e do processo de construção do Mapa Falado, que se constituem em estratégia fundamental para conhecer, analisar e debater sobre as realidades, em vista do planejamento de políticas públicas locais. A exposição foi realizada a partir da experiência realizada no município de Canoas.

A Oficina iniciou com a reflexão individual dos participantes sobre suas experiências de cidadania. Seguiu-se a socialização das experiências, revelando diferentes expressões, territórios e perspectivas de atuação, que, na sua maioria se constitui em redes.

Em um segundo momento, foram formados grupos para a realização de uma atividade. A estes grupos foram entregues mapas de alguns municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre, para que os participantes se identificassem como moradores e/ou trabalhadores destes territórios. A partir disso, a tarefa dada aos grupos foi de indicar os pontos de proteção e desproteção sociais, caracterizando as realidades que constituem cada território.

A partir daí foi apontado o desafio de que os grupos escolhessem um ponto de desproteção e indicassem estratégias para a sua superação. Assim, alguns dos pontos de desproteção apontados foram os de mobilidade urbana, infraestrutura urbana e acesso a saneamento básico.

A partir desta dinâmica, Marlene e Roberto apresentaram o Diagnóstico Socioterritorial de Canoas e o Mapa Falado elaborado, aliados aos seus resultados, avaliações e perspectivas futuras, que foi realizado no município de Canoas durante o ano de 2014.

Entenda o Diagnóstico Socioterritorial de Canoas
O Diagnóstico Socioterritorial é uma produção coletiva que envolveu a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social – Diretoria de Vigilância Socioassistencial de Canoas, e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Instituto Humanitas Unisinos e Curso de Serviço Social, com contribuições do Centro Universitário Lasalle – Observatório do Trabalho e a assessoria da Professora Dirce Koga.

Este exercício coletivo iniciou-se com levantamento dos indicadores sociais junto aos institutos de pesquisa, tais como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, bem como a outros possíveis produtores de informações nas políticas públicas, como Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Segurança Pública, setor de monitoramento, entre outras instituições municipais.

Os indicadores sociais apresentam a realidade dos quadrantes e os seus respectivos bairros com georreferenciamento das informações coletadas. Para compor o diagnóstico foram realizadas pesquisas de campo para os quadrantes, com o envolvimento de todos os bairros em cada quadrante, com o objetivo de captar a realidade vivida em cada território.

Para tanto, foram feitas oficinas com a Rede intersetorial em cada quadrante, seguida por oficinas com a população e com representação de todos os bairros do referido quadrante, bem como entrevista com a população em geral em lugares variados da cidade, quais sejam: ponto de ônibus, no Centro de Referência de Assistência Social, na Unidade de Saúde, na escola, na associação de Moradores, no salão da igreja, entre outros.

A pesquisa que direcionou a construção do diagnóstico socioterritorial foi a questão de proteção e desproteção social no território. Sendo assim, este diagnóstico desde a sua origem fez o exercício de leitura de realidade neste sentido, buscando parceria com as políticas sociais em geral da cidade.

Para além do “mapeamento” da população em vulnerabilidade e territórios com incidência de pobreza, o diagnóstico quer sinalizar em que medida a proteção social está sendo efetivada e o que precisa ser melhorado para o enfrentamento da desproteção social no e do território.

O diagnóstico socioterritorial ora apresentado será uma das principais ferramentas para planejamento, intervenção, monitoramento e avaliação da política de assistência social, em articulação com as demais políticas públicas locais.

Entenda o Mapa Falado

O Mapa Falado foi construído a partir da dinâmica do Diagnóstico Socioterritorial, que contou com a participação da comunidade. Foram indicados os pontos de proteção e desproteção social com o auxílio de mapas georreferenciados, em encontros realizados em cada quadrante. Por isso, a denominação Mapa Falado.

Esta experiência foi apresentada no 3° Simpósio de Investigação e Ação Participativa, em Bogotá, na Colômbia. Marlene comentou que algumas experiências semelhantes ao Mapa Falado de Canoas foram realizadas em outros países e denominadas de Cartografia Social.

Por Marilene Maia e Matheus Nienow.

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O Observatório da Realidade e das Políticas Públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, tem como um dos seus propósitos o fortalecimento da cidadania pela população nos diferentes territórios, municípios e região. Para tanto, o ObservaSinos utiliza-se das estratégias de informação das realidades, a partir de dados e indicadores apresentados em bases públicas. Realiza também atividades de formação dirigidas à população, a pesquisadores, gestores, conselheiros, lideranças, em vista de contribuir com a análise crítica e propositiva das realidades e das políticas públicas, que se constituem em mediações para a cidadania.

Este campo de atuação exige competências teórico-metodológicas para que os processos participativos possam ser geradores da in-formação para a cidadania, e a partir disso, serem replicados.

Foto: Átila Alexius

Esta não é tarefa fácil e exige aprofundamentos. Uma das referências importantes para este trabalho está nas METODOLOGIAS PARTICIPATIVAS, que se transformou em objeto de estudos pela equipe do Observa, juntamente com a equipe da Vigilância socioassistencial de Canoas e um grupo de professores e alunos pesquisadores com atuação naquele município. Até o momento foram realizados dois Seminários de estudos, que ocorreram nos dias 16 e 30 de junho na Unisinos.

Inspiração que vem da prática

Uma das práticas que justificou ainda mais significativamente a viabilização destes seminários vem do trabalho de sistematização do Diagnóstico Socioterritorial e do Mapa Falado em implementação desde o ano de 2014 no município de Canoas, realizado em parceria pela Diretoria da Vigilância Socioassistencial da Secretaria do Desenvolvimento Social do município e pelo ObservaSinos, juntamente com outros apoiadores. A sistematização do diagnóstico dos territórios e quadrantes poderia se encerrar com a exposição dos dados e das respectivas inferências sobre as realidades. Contudo, vislumbrou-se como fundamental apresentar, debater e apontar perspectivas com a população que vive estas realidades. Para tanto, está em realização o Mapa Falado, que é um instrumento promotor desta participação. Analisar os processos e resultados deste trabalho se constituiu em objetivo do Seminário de Estudos.

Referências e autores

As metodologias participativas têm sido tema de estudos e pesquisas de diferentes áreas de conhecimento. Importante destacar que na Unisinos o Grupo de pesquisa “Mediações Pedagógicas e Cidadania”, liderado pelo Prof. Danilo Streck, tem referenciado e apoiado o trabalho do ObservaSinos. A partir dele o Diagnóstico e o Mapa Falado se constituíram em comunicação no III Seminário Internacional de Investigação-ação participativa, que aconteceu em junho de 2015 em Bogotá, na Colômbia. Sua contribuição também se deu na indicação de um dos textos de estudo dos seminários: “Reconstruindo um processo participativo na produção do conhecimento: Uma concepção e uma prática”, da pesquisadora e assistente social Maria Ozanira da Silva e Silva. O outro texto tem como referência os estudos realizados pelos Observatórios sobre participação, que é tema do V Seminário, a ser realizado em setembro próximo: “Renovar a Teoria Crítica e Reinventar a Emancipação Social”, do sociólogo Boaventura de Sousa Santos.

Os seminários de estudos

Os Seminários tiveram a participação de 15 pessoas, sendo acadêmicos do curso de Serviço Social da Unisinos, membros da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Canoas e da equipe do ObservaSinos/IHU. Os debates foram realizados a partir dos dois textos de referências, cujos destaques foram:
No texto de Maria Ozanira da Silva e Silva, foram abordadas a efetividade das políticas públicas e a comprovação dos benefícios que estas políticas geram com recursos públicos. A partir disso, questionou-se a diminuição do escopo estatal e como a diminuição de recursos públicos afeta essas políticas. Outro ponto questionado foi a estrutura burocrática imposta aos gestores públicos e os impactos causados pelas políticas não só à população-foco, mas também aos próprios gestores.

Maria Ozanira também aborda o conceito do ‘saber é poder’ para afirmar que a informação é um instrumento de poder político à população. Além disso, ela pontua que a pesquisa é um processo contínuo, constituído por etapas e que nestas há uma construção coletiva do saber. Destaca-se também a necessidade da inserção e o comprometimento ético do pesquisador com os problemas sociais e a articulação e superação da dicotomia sujeito-objeto e teoria-prática.

Por fim, os últimos apontamentos neste texto se dão quanto ao critério do mérito, que é visto, em muitos casos, como aspecto exclusivo da participação popular. É destacada também a relação dos profissionais da academia com o ambiente em que atuam.

O texto de Boaventura de Sousa Santos contribuiu com um olhar sociológico para o debate das metodologias participativas. No início, discutem-se as diferenças entre monoculturas e ecologias e entre fronteiras e limites. Questiona-se o enfrentamento entre movimentos sociais e partidos políticos, que costumam não dialogar.

A sociologia da emergência também é discutida, visando o que emerge dos processos sociológicos. O texto afirma que é importante reconhecer a visão da comunidade e dialogar com esta a fim de promover um melhor ambiente de estudo. Outro aspecto estudado é a sociologia das ausências, em que se destaca o que está presente no ambiente, mas que não é reconhecido pela população.

A diferença entre a análise micro e a macro também foi tema do texto, que abordou a análise de um mesmo objeto em dois momentos. Discutiram-se os saberes do local, que foram relacionados ao Mapa falado, e a importância do reconhecimento da cultura de cada localidade.

O III Seminário de Estudos está previsto para ocorrer no dia 14 de agosto, onde serão aprofundadas as metodologias sobre PESQUISA-AÇÃO, levando-se em conta as referências debatidas no III Seminário do IAP.

Neste dia, estará presente o Prof. Danilo para que indique referências para este estudo, assim como para participar do seminário para contribuir na exposição destas referencialidades. Além disso, será feita uma síntese dos conteúdos vistos e debatidos nos dois textos estudados para que sirva de referência aos próximos encaminhamentos dos Seminários.

Relato sistematizado por: Átila Alexius, Marilene Maia e Matheus Nienow

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O Observatório da Realidade e das Políticas Públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, realizou, no dia 23 de junho, a Oficina Realidades da Região Metropolitana de Porto Alegre e o Atlas do Desenvolvimento Humano, com a participação do Observatório da Cidade de Porto Alegre – Observa POA, representado pela profª Liane Bayard, pelo estatístico Rodrigo Coster e pelo sociólogo Rodrigo Rangel.

Foto: Rafael Casagrande

Inicialmente, a equipe fez uma breve explanação sobre o ObservaPOA apresentando os principais objetivos e ações do Observatório, que disponibiliza as informações de toda a cidade para os cidadãos de Porto Alegre. Em seguida, foram apresentados alguns instrumentos que o ObservaPOA utiliza para disseminar as informações coletadas em diversas bases de dados públicas.

A ferramenta Porto Alegre em Análise é um Portal que disponibiliza aproximadamente 160 indicadores sobre a cidade de Porto Alegre e também oferece a possibilidade de pesquisa por regiões e bairros. É importante ressaltar que todos os indicadores estão disponíveis para download, aspecto relevante para os cidadãos que têm o direito de acesso à informação.

As informações dispostas neste portal são de fácil acesso e os links para acessar infográficos favorecem o entendimento dos dados, na perspectiva do fortalecimento do controle social das políticas públicas pelos cidadãos.

Outra ferramenta utilizada é a Porto Alegre em Mapas, que possibilita conhecer os equipamentos de Serviços Públicos em toda a cidade, inclusive por região e bairro.

O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil é uma plataforma de consulta ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM de 5.565 municípios brasileiros, 27 Unidades da Federação – UF, 20 Regiões Metropolitanas – RM e suas respectivas Unidades de Desenvolvimento Humano – UDH. O Atlas apresenta, além do IDHM, mais de 200 indicadores de demografia, educação, renda, trabalho, habitação e vulnerabilidade, com dados extraídos dos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010. Desta forma, o Atlas engloba o Atlas do Desenvolvimento Humano nos Municípios e o Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas.

A Oficina constituiu-se em um espaço de apresentação da plataforma, seu funcionamento, a metodologia de sistematização e análise dos dados, assim como seus resultados e aplicabilidade para o planejamento, monitoramento, avaliação e controle social das políticas públicas.

Das 75 Regiões Metropolitanas no Brasil, apenas 16 conseguiram compor o documento do Atlas com suas informações, e a Região Metropolitana de Porto Alegre – RMPA foi uma delas.

Esta plataforma é valorizada pela sua composição e apresentação, facilitando o acesso universal. Observou-se, no entanto, que as Universidades é que mais utilizam esta ferramenta. Publicizar mais largamente o Atlas é uma tarefa a ser assumida pelos Observatórios e outras instâncias comprometidas com a democratização da informação.

Confira o vídeo publicado pelo PNUDBrasil sobre o Atlas Brasil 2013:

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Nota elaborada por:  Daiani Michaelsen, Marilene Maia e Matheus Nienow

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