Arquivos da categoria ‘ObservaSinos’

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A Feira da Agricultura Familiar será realizada todas as quartas-feiras, a partir do dia 8 de junho, das 10h às 18h, no corredor central da Unisinos São Leopoldo, em frente ao IHU (Av. Unisinos, 950 – São Leopoldo, RS – setor B).

Além do espaço de comercialização dos produtos orgânicos, serão realizadas oficinas, seminários e cine-vídeos, oportunizando a informação da comunidade acadêmica, agricultores e comunidade em geral.

A atividade é organizada pelo Instituto Humanitas Unisinos IHU por meio do Observatório da Realidade e das Políticas Públicas do Vale do Rio dos SinosObservaSinos.

Nos meses de junho e julho, a Feira ocorrerá em caráter experimental, no intuito de verificar a possibilidade de efetivação definitiva do evento. Durante essas semanas, serão colhidas sugestões dos produtores e consumidores, tendo vista a qualificação do projeto. Nesta fase inicial, as atividades contarão com a participação de representantes do Sítio Francisco Klein, Sítio Camila Kauer e do Vulcaniando Sabores, de São Leopoldo, além dos sítios Pé na Terra, Eco Muller e da Associação dos Apicultores da Lomba, de Novo Hamburgo, e do Centro Urbano de Práticas Ambientais, de Portão. O lançamento da Feira da Agricultura Familiar será realizado em agosto deste ano.

A programação completa da Feira na Unisinos será divulgada, em breve, no sítio do Instituto Humanitas UnisinosIHU.

O evento é promovido em parceria com o Programa de Ação Socioeducativa na Comunidade, Banco de Alimentos São Leopoldo e com a Associação Riograndense de Empreendimentos, Assistência Técnica e Extensão Rural de São Leopoldo.

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IHU Ideias

Seguindo na mesma temática, o IHU realiza no dia 2 de junho o debate Feiras Agroecológicas, que contará com a participação de produtores, consumidores e organizadores das feiras e tem como finalidade promover a discussão entre as partes. A atividade faz parte do IHU ideias, evento promovido todas as quintas-feiras pelo IHU, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, das 17h30min às 19h.

Por Fernanda Forner

Acompanhe mais sobre os debates acerca dos alimentos orgânicos:

O Instituto Humanitas UnisinosIHU, por meio do programa Observatório da Realidade e das Políticas Públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, promove, nesta quarta-feira (13), a Oficina Realidades e Bases de Dados do IBGE.

A atividade, que conta com a participação do Prof. MS Ademir Barbosa Koucher, será realizada na Sala Ignacio Ellacuría e CompanheirosIHU, das 19h30min às 22h.

Durante o evento, Koucher apresentará o site do IBGE e ilustrará como funciona a pesquisa de dados na plataforma do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O encontro será um espaço de aprendizado, onde o professor ensinará como explorar melhor o site do IBGE. No debate, os participantes poderão tirar suas dúvidas e aprender como buscar corretamente as informações.

Sobre o IBGE

O IBGE é responsável pelos levantamentos demográficos, pesquisas estatísticas sobre os mais variados temas (de meio ambiente à economia), manutenção de indicadores sobre o Brasil e informações geográficas, além de ser também responsável pelo Sistema Geodésico Brasileiro – SGB. Acesse o site e confira.

http://www.ibge.gov.br/home/

Oficina Realidades e Bases de Dados do IBGE
Ministrante: Prof. MS Ademir Barbosa Koucher – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE
Data: 13 de abril
Horário: Das 19h30 às 22h
Local: Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros – IHU

Por Fernanda Forner

O ano de 2015 apresentou diversos desafios. Foi um período em que presenciamos uma forte movimentação política, social, econômica. Realidades que foram postas e que nos atingiram de diversas formas. A pergunta que pode ser feita neste tempo de encerramento do ano é: o que fizemos para intervir nestas realidades? Esta foi a questão que inspirou a realização da memória do ObservaSinos sobre o ano em finalização.

Tornar pública esta memória foi um compromisso assumido pela equipe do ObservaSinos. Por isso, na última terça-feira, dia 15 de dezembro, o Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, mostrou um pouco das suas ações e resultados do ano aos colegas.

Colegas e familiares estiveram participando do evento, que iniciou com a apresentação das ações do Observatório, seguida de depoimentos sobre o vivido e uma confraternização.

A equipe, formada por Matheus Nienow, Taigor Kawar, João Conceição, Daiani Michaelsen, Carolina Lima, Marilene Lemes, Jonathan Camargo, Atila Alexius e Marilene Maia, sistematizou e apresentou em números e relatos o que foi realizado.

Em 2015, o Observatório utilizou 19 bases de dados públicas disponíveis online, que subsidiaram as notas realizadas sobre as 9 temáticas que têm sido analisadas: ambiente, educação, mobilidade, moradia, população, proteção social, segurança, trabalho e saúde.

Foto: Carolina Lima / IHU

Além das análises, foram realizadas 13 oficinas, sendo três sobre o acesso aos dados públicos, quatro tematizando as políticas públicas e seis que exploraram as estratégias, metodologias e instrumentos para subsidiarem a sistematização, análise e debate sobre a realidade. Outros eventos em parceria também foram implementados pelo ObservaSinos. Um deles foi o V Seminário de Observatórios, Metodologias e Impactos: dados e participação, em parceria com a Rede de Observatórios. O outro foi o Ciclo de Estudos: Saúde e Segurança no Trabalho na Região do Vale do Sinos, que contou com a participação de trabalhadores metalúrgicos e foi uma demanda do Sindicato da Região do Vale do Sinos. A parceria para esta realização se ampliou com outras duas organizações: o Centro de Referência da Saúde do Trabalhador do Vale – Cerest e o Observatório da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas – Obteia.

O ObservaSinos também prestou assessorias, como a capacitação de trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social – SUAS do município de Novo Hamburgo. Também participou através do diagnóstico Socioterritorial e do Mapa Falado do município de Canoas; além de prestar assessorias individuais para estudantes, pesquisadores e outros.

As análises, os eventos e as assessorias promovidos pelo ObservaSinos renderam 68 publicações de notas para as Notícias do Dia do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, 29 notas no blog e 7 vídeos no Youtube.

Foi um ano de fortalecimento da presença do ObservaSinos nas redes sociais, indicando 4.188 acessos na página online do ObservaSinos e 24.815 acessos às notas da aba “De Olho no Vale”. A análise mais acessada do ano foi “4% dos trabalhadores admitidos no Vale do Sinos possuíam ensino superior”, com 815 acessos. Há uma expectativa de que estes acessos sejam ainda ampliados com a nova homepage do Observa em 2016, que ao longo do ano mereceu dedicada atenção pela equipe de trabalho.

Na exposição dos dados e relatos foi evidenciada a importância do programa como instância e experiência articuladora entre formação e trabalho profissional.

A acadêmica Daiani Michaelsen apresentou os resultados do seu Estágio Obrigatório e também falou das suas impressões sobre o período em que esteve presente na equipe do ObservaSinos. Daiani agradeceu aos colegas pelo tempo em que esteve na equipe, destacando a importância que o ObservaSinos e o IHU tiveram na sua vida profissional e pessoal. Fez uma homenagem à professora e coordenadora do ObservaSinos, Marilene Maia, falando do grande exemplo que ela é enquanto pessoa, professora, mulher e militante.

Depois foi o momento da equipe do ObservaSinos apresentar seus relatos. A equipe é composta por várias áreas: Jornalismo, Comunicação Digital, Ciências Econômicas, Administração, Ciências Sociais, Serviço Social e Educação. Os colegas que estavam presentes na confraternização pontuaram a importância de espaços como o ObservaSinos e o IHU por proporcionarem conhecimento e aprendizagem constantes; além disso, agradeceram a oportunidade de estarem no espaço, sempre construindo coletivamente.

Foto: Susana Rocca / IHU

Nas palavras da professora Marilene Maia: “Os depoimentos destacaram a experiência de trabalho coletivo, a articulação entre a formação acadêmica e cidadã, a investigação e a ação. O Instituto foi valorizado pela potência de informação e formação em diferentes áreas e temas.”

Por Marilene Maia e Carolina Lima

Na noite do dia 10 de dezembro ocorreu o encerramento do Ciclo de Estudos: Saúde e Segurança no Trabalho na região do Vale do Rio dos Sinos. Esta atividade foi pensada para ser um espaço de formação em saúde e segurança no trabalho, visando à melhoria na qualidade do ambiente de trabalho dos/as trabalhadores/as da região do Vale do Sinos.

Foto: Carolina Teixeira Lima

Foto: Carolina Lima

O Ciclo de Estudos aconteceu entre os dias 9 de novembro e 9 de dezembro e contou com a participação de trabalhadores/as metalúrgicos/as dos municípios de São Leopoldo, Sapucaia e Novo Hamburgo, que atuam na CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. A CIPA é a representação interna dos/as trabalhadores/as nas empresas e tem o compromisso de pensar a prevenção de acidentes e doenças no ambiente de trabalho, buscando sempre a melhoria na qualidade de vida dos/as trabalhadores/as.

O Ciclo de Estudos foi uma atividade construída coletivamente entre Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, Confederação Nacional dos Metalúrgicos – CNM, Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Leopoldo e Centro de Referência da Saúde do Trabalhador da Região do Vale dos Sinos – CEREST. Contou ainda com as participações da Saúde do campo, florestas e águas – Obteia e do Ministério do Trabalho e Previdência Social.

Para este evento de encerramento, o ObservaSinos preparou a memória do Ciclo, que durou um mês, contando com dois encontros presenciais e duas semanas de atividades a distância. Entre os destaques da formação proposta pelo Ciclo está a experiência de realização dos Mapas de Saúde e Segurança dos Municípios, assim como os Mapas de Saúde, Segurança e Risco das empresas.

Clique para acessar a apresentação

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Seguiram-se, ao momento de memória, os debates sobre os resultados, avaliações e projeções de continuidade do Ciclo, assim um importante momento de confraternização e celebração, que contou com a participação de muitos familiares.

Antes da entrega dos certificados aos participantes, também houve um momento cultural, onde os poemas “Perguntas de um Trabalhador que Lê” e “Intertexto”, ambos de Bertolt Brecht, foram declamados pelos participantes do Ciclo.

Na avaliação foi apresentada a importância de os/as trabalhadores/as participarem da oportunidade de formação na universidade, que é um espaço para ajudar a pensar e transformar as realidades. Também foi destacada a importância da contribuição do Ciclo para a mudança no pensamento dos cipeiros e da gestão do trabalho da CIPA “temos que pensar em outra gestão da CIPA a partir do melhor entendimento do que é saúde e segurança”.

O Ciclo oportunizou a sistematização de algumas publicações pelo IHU, que seguem como subsídios para a formação. Destacam-se: Cadernos IHU Ideias – 233ª edição – Capitalismo biocognitivo e trabalho: desafios à saúde e segurança, com o texto de Elsa Cristine Bevian. Elsa também esteve presente no dia 26 de novembro, no IHU, onde ocorreu um debate sobre o assunto com os/as trabalhadores/as que estavam participando do Ciclo.

Foto: Carolina Lima

Outra publicação sistematizada pelo ObservaSinos intitulada “Realidades do trabalho e perfil do/a trabalhador/a no Vale do Sinos: desafios para a garantia de Saúde e Segurança”, onde está apresentada a reunião de dados sobre o mercado formal de trabalho na região do Vale do Sinos. Foram coletados dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS indicando o perfil dos trabalhadores e do trabalho na região do Vale do Sinos.

Dar seguimento a processos de formação foi a manifestação de todos os participantes do Curso e dos representantes das organizações copromotoras deste espaço de formação. Marta Boeck, coordenadora do CEREST Vale do Sinos, valorizou a articulação e aprendizagem das entidades pela realização deste projeto coletivo.

Como disse Loricardo Oliveira, representante da CNM, foram informações e formações, baseadas em conhecimento acadêmico e na praticidade do chão da fábrica, que mostram que “se tivermos a capacidade de ousar, faremos um mundo melhor e com mais participação”.

Por Marilene Maia e Carolina Lima

A educação é um direito social assegurado pela Constituição para todos e todas os/as brasileiros/as. Da mesma forma, a educação infantil também é um direito assegurado por Lei (Lei de Diretrizes e Bases – Lei nº 9.394/96) para todas as crianças até cinco anos de idade, e passou a ser obrigatória a matrícula de crianças a partir de quatro anos na educação infantil gratuita. Segundo o Plano Nacional de Educação – PNE, referente à Emenda Constitucional (EC) nº 59/2009, os municípios têm até 2016 para implementarem a política.

Além disso, a política de educação infantil tem um papel importante para o desenvolvimento da infância, pois é uma etapa em que a criança constitui sua autonomia, autocontrole, relacionamento social, como também exerce a criatividade e imaginação, que contribuem na construção da personalidade adulta.

Tendo em vista a necessidade de afirmar a educação infantil como uma política que beneficia a todos/as, o Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, promoveu a Oficina Realidades da Educação Infantil no Vale do Sinos e RMPA.

Foto: Carolina Teixeira Lima

A atividade aconteceu no dia 10 de novembro e teve como ministrantes a Professora Esp. Gislaine Leães e a Professora MS Maria Clara Bombassaro, ambas atuantes na Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, onde cuidam da gestão de políticas para a educação infantil do município.

A Oficina fez a aproximação com as realidades e os desafios da implantação da Educação Infantil – pública, gratuita e com qualidade – como primeira etapa da educação básica, que deverá ser garantida a todas as crianças de 0 a 5 anos pelos municípios. A experiência de Porto Alegre, apresentada pelas assessoras, oportunizou o debate com os 12 participantes da Oficina: educadores, conselheiros municipais da educação infantil, coordenadores e professores do curso de Pedagogia da Unisinos. São Leopoldo e a maioria dos municípios da região estão ainda distantes da meta desta implantação.

Em um primeiro momento as ministrantes trouxeram dados sobre a Educação Infantil do município de Porto Alegre, onde a população de crianças é de 94.929, enquanto o número de crianças matriculadas é de 22.873, um percentual de 19%. Também foram trazidos dados sobre os convênios que a prefeitura tem com escolas particulares para suprir a demanda de vagas. Acontece que o número de instituições conveniadas é de 295, enquanto o número de escolas públicas que oferecem educação infantil é de 76 escolas.

Entre outros dados apresentados, foram levantadas várias discussões sobre a Educação Infantil. Desde pensar qual seria o papel da Educação Infantil nos dias de hoje até a importância da gestão dessa política pública seguindo princípios que coloquem a criança no centro do planejamento, buscando que a escola seja um ambiente de diversão e brincadeiras. Foi apontada a importância de pensar esse espaço da escola, desafiando a interação com o espaço externo.

Por Marilene Maia e Carolina Lima