Arquivos da categoria ‘Indígenas’

Produzido pelo projeto Rede de Saberes, o vídeo sobre o acampamento Y Po’i, traz depoimentos dos índios acampados e outros guarani, que denunciam, mais uma vez, as ameaças de morte que recebem. Localizado no município de Paranhos, em Mato Grosso do Sul, Y Po’i é um acampamento com 142 índios, que aguardam a demarcação de sua terra.
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Além de lembrar os assassinatos, ainda impunes, de três membros da comunidade, os índios detalham a situação em que vivem. Após uma decisão judicial, de dezembro de 2010, a Fazenda São Luís, onde fica o acampamento, teve sua porteira fechada para a entrada ou saída de pessoas não autorizadas pelo proprietário. A Fundação Nacional do Índio tem permissão para entrar na área, a cada quinze dias, para levar cestas básicas, mas os índios afirmam que a entrega, em algumas ocasiões, já atrasou mais de 40 dias.
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A Fundação Nacional de Saúde, também visita o acampamento, com a mesma periodicidade. Porém, segundo os funcionários do órgão, o atendimento é prejudicado e até impossibilitado, por conta deste longo período em que não podem atuar.
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No dia 20 de outubro o secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, visitou o acampamento. Na semana seguinte, outra ordem judicial liberou a passagem de ônibus escolar, três vezes ao dia, para transporte das crianças e adolescentes. Já a questão da segurança, que o secretario afirmou estar garantida para todos os guarani do estado, não foi uma promessa cumprida. Como as denúncias foram ignoradas, não muito longe dali, o acampamento Guaiviry sofreu atentado e foi assassinado o ñanderu Nísio Gomes, no dia 18 de novembro. Segue, aumentado, o medo e a insegurança entre os guarani acampados.
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Discutir com os povos da Amazônia e do mundo os impactos e problemas ambientais, sociais,políticos e culturais que ocorrerão com a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Este é o objetivo do seminário “Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu”, que ocorrerá de 25 a 27 de outubro, na cidade de Altamira/PA.
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Atendendo ao chamado dos povos do Xingu, o seminário objetivará, a luz dos estudos e pesquisas científicas já realizadas, mas também a partir das experiências concretas vivenciadas na região, discutir o tema.
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Inscrições e orientações mais detalhadas sobre o seminário ainda não foram divulgadas. Maiores informações através do e-mail: comitexinguvivo@hotmail.com

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Você é a favor da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte? Concorda com a reformulação do Código Florestal? Não?

Amanhã (20), manifestações contra estes dois projetos serão realizadas em todas as capitais brasileiras. Em outros países os manifestos também serão realizados em frente às embaixadas brasileiras.

Confira os locais e horários das manifestações.

Saiba mais sobre o Manifesto e sobre as implicações em torno do Código Florestal e Belo Monte no vídeo a seguir. A produção é de Rodrigo Guim e a iniciativa é do Movimento Xingu Vivo e do Brasil Pelas Florestas.

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Na Cerimônia de Abertura da 7ª Feira de Economia Solidária do MERCOSUL e da 18ª Feira Estadual do Coorporativismo, eventos realizado em Santa Maria, diversas autoridades do Brasil se pronunciaram. Reproduzimos agora as palavras e o silêncio de um cacique da Bahia, que fala sobre as pessoas que foram a esperança de uma sociedade igualitária. “Nós indígenas acreditamos que juntos podemos conseguir”, afirma.

Confira.

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Há doze anos, descendentes dos remanescentes indígenas de Araxá, Minas Gerais, estão descobrindo suas raízes através do artesanato “É fazendo este trabalho que a nossa cultura renasce”, conta Heráclita Ramos de Jesus, 64 anos, uma das expositoras na 7ª Feira de Economia Solidária do Mercosul, em Santa Maria. Em seu espaço, Heráclita expõe colares de sementes naturais, como de Pau-Brasil e de feijão.
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“Todos estes produtos foram feitos de forma manual. Além de não termos equipamentos apropriados, nós não temos local. As oficinas são realizadas nas nossas casas. Nós somos um grupo de mais ou menos duzentas pessoas e umas duzentas e oitenta famílias estão cadastradas na Associação Andaiá”, conta.
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Pela primeira vez participando da Feira de Santa Maria, Heráclita conta que sua comunidade ainda está buscando seu espaço para construir ocas, locais para expôr os trabalhos. “Enquanto isto não acontece, saímos de feira em feira mostrando o nosso artesanato. E nestas oportunidades aprendemos muito”.
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Mãe de duas filhas, avó de cinco netos e bisavó de dois bisnetos, Heráclita é diarista passadeira e nas horas vagas faz artesanatos.”Se eu não tenho tempo de produzir, alguém sempre me ajuda”. Entretanto, a indígena conta que os jovens não tem sabedoria para lutar contra a discriminação e seguir sua cultura. “Somos índios e os índios precisam estar em toda a parte, o índio é o principal brasileiro, o Brasil é a terra natal do índio. Nós somos a raiz, nós estamos descobrindo a raiz e por isso não devemos ter medo. Precisamos levantar a cabeça e não ter vergonha de sermos o que somos”, ressalta.
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Questionada a respeito de suas expectativas para o restante da Feira de Santa Maria, Heráclita responde: “Estou esperando que a gente venda alguma coisa, mas se não vender que seja feita a vontade de Deus”. Heráclita veio para o Rio Grande do Sul em viagem de ônibus que durou cerca de 30 horas de viagem. “Foi uma viagem abençoada, iluminada. Antes de viajar a gente pede muito a Deus”.
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Sobre a atual realidade dos indígenas no Brasil, Heráclita é enfática: “Os coronéis se foram, mas ficaram os coroneizinhos”.