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Após o fim da Ditadura Militar, durante 20 meses, foi elaborada a Constituição de 1988. Dentro desse documento, também chamado de Constituição cidadã, foi instituído o Sistema Único de Saúde (SUS). Com o SUS, toda a população brasileira passou a ter acesso, de forma gratuita, à saúde no país.

Imagem: Viomundo

Inspirado em sistemas de saúdes de outros países, como o National Health System (NHS), da Inglaterra, o SUS já fez muito pelo país. O sistema oferece desde consultas simples e vacinação a serviços médicos como transplante de órgãos, cirurgias e tratamento da Aids. Todas essas características fizeram com que o sistema de saúde se tornasse um exemplo em diversos países.

Porém, o SUS ainda passa por muitos problemas: o descaso com hospitais e pacientes, já que alguns pacientes demoram meses para agendar consultas e para serem atendidos, 60% dos gastos de saúde Brasil são com instituições privadas e só 40% é com dinheiro público, embora o setor privado  atenda apenas 25% da população brasileira, entre outros.

Para discutir  essas e outras questões, o médico e mestre em saúde, Paulo Fernando Pizá Teixeira, vem ao Instituto Humanitas UnisinosIHU, no dia 07 de abril, para ministrar a palestra Desigualdades, economia e saúde: o papel do SUS no Brasil. O evento faz parte da programação de 2016 do IHU Ideias e será realizado na Sala Ignacio Ellacuría e CompanheirosIHU, às 17h30.

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Por Matheus Freitas

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“Precisamos ser muito mais eficientes na produção e no consumo e entender que nosso planeta tem recursos finitos. Um mudança individual no comportamento é fundamental para reduzir os impactos das mudanças climáticas”. Este foi o pedido de Carlos Rittl, do Observatório do Clima, durante sua participação na 13ª Páscoa IHU. O Cuidado da nossa Casa Comum, na quinta-feira, 17 de março.

Pensando nos desafios para combater as mudanças climáticas e na relevância do Acordo Climático firmado na 21ª Conferência das Partes (COP-21), realizada em dezembro de 2015, em Paris, Carlos Rittl ministrou duas conferências no Instituto Humanitas UnisinosIHU. Na oportunidade o palestrante trabalhou temas como mudanças climáticas, impactos do aquecimento global no Brasil, extremos climáticos, COP-21, planejamento energético e a Encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco.

Brasil e o compromisso com o meio ambiente

No debate sobre Mudanças climáticas no Brasil e seus impactos sociais e econômicos, o biólogo falou sobre a participação do Brasil nas emissões de gases de efeito estufa, que é um dos maiores emissores mundiais. Refletiu, também, sobre a importância das metas estipuladas na COP-21 e os desafios a serem enfrentados. “O Brasil se comprometeu em alcançar níveis de desmatamento zero, restaurar 15 milhões de hectares nas pastagens, fazer a integração de lavoura-pecuária-floresta em 5 milhões de hectares e garantir 45% da matriz energética em fontes renováveis”, pontua.

Rittl também abordou a importância da Carta Encíclica Laudato Si’ – Sobre o Cuidado da Casa Comum, do Papa Francisco. “A Laudato Si’ foi de extrema relevância, pois trouxe um engajamento mais amplo sobre a agenda climática. São atitudes assim que nos dão um fio de esperança”, destaca.

COP-21

O secretário do Observatório do Clima, em sua segunda conferência, destacou o Acordo de Paris. Enfatizou, também, que a diferença do documento de Paris em relação às COPs anteriores é que haverá uma revisão periódica dos compromissos assumidos e se eles estão sendo cumpridos. No entanto, frisou que um dos aspectos que deixou a desejar foi a questão da justiça climática, pois “saímos do Acordo de Paris sem saber quem vai pagar a conta”.

Planejamento energético e Belo Monte

Rittl alertou sobre a necessidade de um planejamento energético brasileiro, principalmente em relação às usinas hidrelétricas. “O clima daqui a 30 anos não será o mesmo.  É preciso pensar na adaptação às mudanças climáticas. Se eu planejo construir hidrelétricas, tenho que pensar se elas não serão a fio d’água, pensar a vazão dos rios é importante no planejamento energético”, informa. Destacou, ainda, que a Usina de Belo Monte “não se justifica, pois está promovendo impactos sociais e ambientais imensos. E está evidente sua ligação aos interesses políticos e econômicos”.

Foto: Fernanda Forner / IHU

Desenvolvimento sustentável X Economia capitalista

Questionado sobre se existe a possibilidade de um desenvolvimento sustentável em uma economia capitalista, Carlos Rittl deixou claro que precisamos partir para um outro modelo de desenvolvimento, onde “economia e ecologia dialoguem para o gerenciamento da nossa Casa Comum”.

O biólogo também frisou a necessidade da mudança individual no comportamento de cada um e declarou que “temos que acabar com a cultura da abundância e começar a discutir que os recursos naturais são finitos. Precisamos ser muito mais eficientes na produção e no consumo”.

Quem é Carlos Rittl

Mestre e doutor em Biologia Tropical e Recursos Naturais. Foi coordenador do Greenpeace Brasil e do Observatório do Clima, rede brasileira formada por ONGs e movimentos sociais, onde atualmente é Secretário Executivo.

O Ciclo de atividades. O cuidado de nossa Casa Comum segue até 03 de maio de 2016.  A programação completa pode ser vista aqui.

Confira a cobertura completa sobre as atividades aqui.

Por Cristina Guerini e Fernanda Forner

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No dia 28 de abril, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove uma caminhada ecológica para observar a fauna e flora nativa pertencente ao Campus da Unisinos em São Leopoldo. Será o Encontro de educação ambiental e caminhada ecológica, testemunhas da fauna e da flora nativa do Campus Unisinos.

Ambiente próximo à Biblioteca. / Foto: Nahiene Alves

Próximo ao Dia Mundial do Meio Ambiente (05 de junho) a professora de Ciências Humanas Cristiane Fensterseifer Brodbeck, da Unisinos, orientará o encontro, que sairá às 14h30min do IHU e terá cerca de duas horas de duração. As inscrições podem ser feitas aqui.

Com uma área de 90,55 hectares, o espaço universitário é composto por lagos, jardins, áreas de preservação ecológica e algumas espécies de animais. As árvores possuem placas que identificam suas espécies, além disso, existem canteiros os quais são responsabilidade dos alunos de biologia. Tais fatores permitem a integração da comunidade acadêmica com a natureza.

Lago da Unisinos, na Área A. / Foto: Nahiene Alves

A Caminhada Ecológica faz parte do Ciclo de atividades. O cuidado de nossa Casa Comum e busca identificar as causas e implicações da crise ecológica contemporânea, enfatizando suas raízes humanas, bem como as possibilidades das atividades humanas na Terra na perspectiva de uma ecologia integral.

Praça do Heráclito / Foto: Rodrigo W. Blum

A programação do Ciclo ainda traz conferências, exposições fotográficas, mesas-redondas para debates sobre ecologia e outros assuntos de aspecto ambiental. As atividades continuam até o dia 03 de maio e se destinam a professores (as), pesquisadores (as), alunos (as), funcionários (as) da Universidade e interessados (as) em geral.

Fonte: http://bit.ly/1OZPwGx

Celso Furtado, considerado “o mais importante economista brasileiro da sua geração”, segundo  Pedro Cezar Dutra Fonseca, economista, em entrevista à IHU On-Line, será o primeiro autor a ter suas ideias visitadas durante o ciclo de atividades: Economia brasileira: onde estamos e para onde vamos? Um debate com os intérpretes do Brasil, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos IHU.

A primeira atividade, que será ministrada por André Tosi Furtado, sob o título Desenvolvimento econômico, heterogeneidade estrutural e distribuição de renda no Brasil no pensamento de Celso Furtado, será realizada no dia 12 de abril, das 19h30min às 22h, na Sala Ignacio Ellacuría e CompanheirosIHU.

André Tosi Furtado, economista e filho de Celso Furtado, trará temas como distribuição de renda e desenvolvimento econômico no país para que se possa discutir possíveis soluções para a evolução do Brasil.

Celso Furtado

Celso Monteiro Furtado, doutor em Economia pela Universidade de Paris Sorbonne, nascido em 26 de julho de 1920 em Pombal, Paraíba, publicou diversas obras como: “A Economia Brasileira”, “A Fantasia Organizada”, “A Fantasia Desfeita”, e “Os Ares do Mundo”. Além destas, escreveu “Formação Econômica do Brasil”, que, em 1959, ocupou o terceiro lugar na lista dos livros mais vendidos no Brasil e ainda é usado como referência por muitos economistas. Acesse o livro aqui.

No mesmo ano do lançamento da obra, o economista criou, no governo de Juscelino Kubitschek, a extinta Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), para encontrar soluções que permitissem, aos poucos, diminuir a desigualdade no Brasil. Além disso, no governo João Goulart foi idealizador do Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social, primeiro projeto de distribuição de renda do Brasil. Furtado faleceu em 20 de novembro de 2004 e seus trabalhos estão expostos no Rio de Janeiro, na biblioteca que leva seu nome.

Ministro do Planejamento, Celso Furtado (à frente), idealizador do Plano Trienal, em outubro de 1962. Fonte: http://bit.ly/1Xcwgf9

Autores como Eugênio Gudin, Luiz Carlos Bresser Pereira, Maria da Conceição Tavares e Reinaldo Gonçalves também serão trabalhados durante o ciclo de atividades.

Serviço:

Economia brasileira: onde estamos e para onde vamos? Um debate com os intérpretes do Brasil

Data: 12 de abril a 06 de junho de 2016
Local: Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros no IHU – Campus São Leopoldo/RS.

Confira aqui a programação completa.

Por Fernanda Forner

Para ler mais…

Imagem: http://bit.ly/1QVJjQt

Os alertas sobre as mudanças climáticas estão diariamente batendo à nossa porta e exigindo alterações em relação aos padrões de consumo e exploração do planeta. Para tratar do assunto, desde a conferência Rio-92, anualmente a Organização das Nações Unidas – ONU realiza a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática. No último ano, os olhos do mundo estiveram voltados para o novo acordo do clima, firmado em Paris, durante a COP-21, visto como o maior pacto global já assinado para o combate ao aquecimento global.

Evento

Para avaliar os aspectos do documento final assinado na COP-21, o coordenador executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, estará na Unisinos nesta semana, no dia 17 de março. Além da palestra à luz do tema da COP-21, Rittl ministrará uma conferência sobre os impactos das mudanças climáticas no Brasil.

Rittl, em recente entrevista à IHU On-Line, declarou que as mudanças climáticas estão diretamente relacionadas ao nosso padrão de consumo e a exploração ilimitada do planeta, e que é preciso uma mudança para vencermos esta crise socioambiental. “Superar esta crise ambiental, climática, de proporções planetárias depende de cada um de nós. Depende de um novo olhar sobre esta “casa comum”, nossa única casa, o planeta Terra, depende de uma nova ética. Esta é a principal questão de fundo. A solução depende de mudanças de comportamentos. Política, economia, ética, ciência e educação, juntas, interligadas”, afirma.

Ameaças

Foto: http://bit.ly/1JUttVX

O biólogo ainda alertou que essa crise “ameaça diretamente a própria sobrevivência de populações pobres, vulneráveis e que têm responsabilidade mínima sobre a dimensão do problema”.

Carlos Rittl também advertiu que os extremos climáticos são as principais comprovações que as mudanças climáticas já estão acontecendo. “Os impactos mais evidentes são os eventos climáticos extremos, como secas e estiagens, enchentes e inundações, tempestades, movimentos de massa (como deslizamento de terra), que se multiplicam e se tornam mais intensos”, constata.

Serviço

As atividades intituladas “Mudanças climáticas no Brasil e seus impactos sociais e econômicos”, e, “A 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – COP 21. Avaliação e prospectivas”, ocorrem das 17h30min às 19h e das 19h30min às 22h, respectivamente. Ambas serão realizadas na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU.

As discussões fazem parte do Ciclo de atividades. O cuidado de nossa Casa Comum, 13ª edição da programação de Páscoa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, que ocorre de 10 de março a 03 de maio de 2016.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.

Por Cristina Guerini

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