Arquivos da categoria ‘espiritualidade’

Neste espaço se entrelaçam poesia, arte e mística. Através de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é absoluta transcendência e absoluta proximidade.

Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Texeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora e com Pulika, artista plástico de Brasília, autor da ilustração.

Tu és nosso pai – Profeta Isaias

“Olha desde o céu e vê,
desde a tua morada santa e gloriosa.
Onde estão o teu zelo e o teu valor?
O frêmito das tuas entranhas
e a tua compaixão para comigo
se recolheram?
Com efeito, tu és o nosso pai.
Ainda que Abraão não nos conhecesse
e Israel não tomasse conhecimento de nós,
tu, Iahweh, és nosso pai,
o nosso redentor: tal é o seu nome
desde a antiguidade”.

Fonte: Profeta Isaias 63, 15-16.

tu es nosso pai pulika

Neste espaço se entrelaçam poesia, arte e mística. Através de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é absoluta transcendência e absoluta proximidade.

Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Texeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora e com Pulika, artista plástico de Brasília, autor da ilustração.

Chama viva de amor  –  João da Cruz

Canção I

Ó chama de amor viva,
que ternamente feres
dessa minha alma o mais profundo centro!
Se já não és esquiva,
acaba já, se queres,
ah! Rompe a tela deste doce encontro!

chama viva do amor pulika

Na primeira canção, desta que é a obra mais tardia de João da Cruz, o místico nos proporciona o grande espetáculo do milagre do amor que transforma a amada em Amado. Em comentário indireto, Cardenal relata, e de forma inteiramente linda:
“De repente a alma sente Sua presença numa forma em que não pode equivocar-se e com tremor e espanto exclama: “tu deves ser aquele que fez o céu e a terra!”. E quer esconder-se e desaparecer dessa presença e não pode, porque está como entre a espada e a parede, está entre Ele e Ele, e não tem onde escapar,  porque essa presença invade céus e terra e a invade também a ela totalmente, e ela está em Seus braços. E a alma que perseguiu a felicidade toda a sua vida sem saciar-se nunca e procurando todos os instantes a beleza, o prazer e a felicidade e o gozo, querendo sempre gozar mais e mais, agora em agonia, afogada num oceano de deleite insuportável, sem margens e sem fundos, exclama: “basta, basta! Não me faças gozar mais, se me amas, porque eu morro!” Penetrada de uma doçura tão intensa que se transforma em dor, uma dor indescritível, como algo agridoce que fosse infinitamente amargo e infinitamente doce. Tudo é talvez em um segundo, e talvez não voltará a repetir-se em toda a sua vida, mas quando esse segundo passou a alma entende que toda a a beleza e as alegrias e gozos da terra ficaram desvaneciedos, são “como esterco” como disseram os santos ( Skybala  – “merda”, como disse São Paulo )  e já não poderá gozar jamais em nada que não seja Isso, e vê que sua vida será a partir de então uma vida de tortura e de martírio, porque enlouqueceu, está louca de amor e de nostalgia do que provou, e vai sofrer todos os sofrimentos e todas as torturas, contanto que venha provar uma segunda vez, um segundo mais, uma gota mais, essa  presença!”
(Ernesto Cardenal. Vida no Amor. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979, p. 63-64).

Com o objetivo de oferecer um espaço para o conhecimento e o aprofundamento da vida de Jesus, partindo do modo como este é retratado nas telas do cinema, o evento Jesus visto pelo Cinema, iniciado no último sábado, 27, oferece a exibição de grandes obras cinematográficas e debates sobre a temática. Os encontros acontecem das 17h às 20h, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, em Cuiabá – MT.

No próximo sábado, ocorre a exibição do filme “O Evangelho segundo Mateus”, do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini. A obra, de 1964, apresenta uma visão diferenciada da pregação e do martírio de Jesus Cristo. A intenção de Pasolini era mostrar Jesus como um homem de seu tempo, optando pela atuação de pessoas comuns e atores amadores. Para o debate do filme foram convidadas Maria Benedita e Arlene Klein.

Confira abaixo um trailer do filme:

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Veja, também, a programação completa do evento.

O Decálogo, de Krzysztof Kieslowski, um dos mais importantes diretores de cinema da Polônia, é uma série de filmes baseados nos Dez Mandamentos bíblicos, mas que nada tem a ver com parábolas bíblicas, catecismos ou filmes religiosos. Os dez média-metragens apresentam diferentes situações em que somos postos a refletir e a averiguar o quanto é complexa e cheia de detalhes a problemática da ética.

Conhecido como um diretor que instiga a inteligência do espectador preferindo deixá-lo inquieto e atento, Krzysztof Kieslowski também dirigiu os clássicos Trilogia das Cores (A Liberdade é Azul, A Fraternidade É Vermelha, A Igualdade É Branca) e A Dupla Vida de Veronique. Os professores Marcus Mello e Cleusa Maria Andreatta dissertarão sobre o primeiro dos dez filmes, o Decálogo I (1989, 53 min), que será exibido na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU, no dia 16/03, das 19h30 às 22h.

Veja mais sobre o diretor e seus filmes:

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Conheça o programa completo do evento Páscoa IHU 2010, que é aberto aos mais distintos públicos e possui certificação para aqueles que estiverem matriculados.

(Por Sinara Sampaio)

De 22 a 25 de março o Instituto Humanitas Unisinos – IHU realizará o o Curso Eucaristia – Da Liturgia à vida, que será ministrado pelo Prof. Dr. Cesare Giraudo, jesuíta e teólogo, docente da Faculdade de Teologia da Universidade Gregoriana – Roma.  O Curso faz parte da ampla e diversificada programação Páscoa IHU 2010 e tem como destinatários professores, alunos e comunidade em geral, numa atenção privilegiada a professores/as e estudantes de teologia, bem como a lideranças das comunidades eclesiais em geral.

Confira a Programação do Curso.

Segunda-feira,  22 de Março (8h45 – 12h): A Palavra de Deus: um dom a descobrir a partir da celebração – Um olhar preliminar à redescoberta da Liturgia da Palavra, obra da Reforma Litúrgica: sob o aspecto da celebração e do empenhamento ético que dela deriva.

Segunda-feira, 22 de Março (14h – 17h): A Eucaristia: um dom a descobrir a partir da celebração – Um confronto entre duas metodologias possíveis para o estudo da eucaristia: a mistagogia patrística [= teologia na igreja] e a sistemática escolástica [= teologia na escola]. A escolha da metodologia mais promissora há de indicar-nos a via a seguir no nosso terceiro milénio.

Terça-feira, 23 de Março (8h45min – 12h): “Começando do Gêneses”: do alimento da desobediência ao alimento da obediência –  Desenvolvimento do discurso sobre a Eucaristia tal como os Padres o faziam, isto é, a partir da narração do Primeiro Adão).

Terça-feira, 23 de Março (14h – 17h): “Isto é o meu corpo, que será entregue por vós. Este é o cálice do meu sangue, que será derramado por vós”: Porque é que Jesus quis morrer na cruz? – Uma releitura da teologia da redenção vicária a partir de um mito teológico pré-cristão transmitido por um ancião de Madagáscar. Contribuição para a reflexão sobre as riquezas das tradições religiosas pré-colombianas no Brasil.

Quarta-feira, 24 de Março (8h45 – 12h): Teologia e espiritualidade da oração eucarística sobre a base privilegiada da anáfora de São Basílio – Uma ajuda para compreender a unidade dinâmica da oração eucarística.

Quarta-feira, 24 de Março (14h  – 17h): «Ite, missa est!»: Eucaristia e empenho ético – Uma abordagem bíblica, teológica e ética sobre a excelente formulação da anáfora de Basílio que pede a Deus que abençoe as colheitas para que possamos ser generosos «com os pobres do teu povo: a viúva e o órfão, o forasteiro de passagem e o forasteiro residente».

Quinta-feira, 25 de Março (8h45min – 12h): Oração eucarística e inculturação – Possibiidades de Inculturação da liturgia através de enriquecimentos temáticos das intercessões da oração eucarística.  

Quinta-feira, 25 de Março (14h – 17h): A evangelização mistagógica como «nova evangelização» e «nova primavera» da Igreja –  A «nova evangelização», recordada tantas vezes por João Paulo II, e a «nova primavera», frequentemente mencionada nos discursos e nos escritos de Bento XVI) não é talvez a evangelização a partir da liturgia, a evangelização através a liturgia?

O Curso conta com o apoio das seguintes Instituições:

– Escola de Teologia e Espiritualidade Franciscana – ESTEF – Porto Alegre/RS;

-Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB/Regional Sul 3/RS;

– Curso de Teologia – Unilasalle – Canoas/RS;

– Faculdade de Teologia – FATEO;

– Programa de Pós-Graduação em Teologia – PPGTEO  – PUCRS;

– Centro de Esiritualidade Cristo Rei – Cecrei