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Altamira: o caos total

Em 19 dezembro, 2011 Comentar
Uma das páginas mais lidas da semana passada foi a da entrevista “Belo Monte é o símbolo do fim das instituições ambientais no Brasil”, concedida pela advogada Biviany Rojas Garzon à IHU On-Line.
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Para Garzon, “depois de mais de 20 anos de redemocratização no Brasil, os direitos de uns valem mais que os de outros, o setor energético continua blindado sem participação nenhuma da sociedade civil, os processos de licenciamento ambiental são formais e irrelevantes e as decisões políticas anulam a atuação do poder Judiciário deixando povos indígenas e ribeirinhos indefensos diante do autoritarismo como o atual governo brasileiro pretende executar seus planos de obras na Amazônia”.
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Biviany Rojas Garzon é advogada e cientista política, mestre em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília – UnB e assessora do Programa de Política e Direito do Instituto Socioambiental.
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Garzon também afirma que “Nada funciona em Altamira. A cidade está enlouquecida. Se a empresa e o governo tivessem cumprido suas responsabilidades com relação às “ações antecipatórias”, que deviam preparar a região para receber o empreendimento, tudo poderia ser muito diferente”.
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Leia aqui a entrevista na íntegra.

“O capitalismo sempre esteve em crise, e é preciso abandonar com urgência o modelo econômico do crescimento infinito colocando em seu lugar a abundância frugal”, afirma Serge Latouche em entrevista à IHU On-Line.
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O economista francês esteve na Unisinos no mês de novembro, participando do Ciclo de Palestras: Economia de Baixo Carbono. Limites e Possibilidades.
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“A palavra decrescimento está sendo tomada literalmente. Não se trata de um conceito, mas um slogan”, adverte.  Segundo ele, um dos slogans mais nocivos e perversos do sistema capitalista é o desenvolvimento sustentável. “Para nos opormos a ele, cunhamos o termo decrescimento sustentável”, encarado quase como uma blasfêmia, provoca. A ideia é criar uma sociedade de prosperidade sem crescimento, de abundância frugal. O pensador francês pondera que nossa sociedade individualista está fundada sobre o mercado.
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Confira a entrevista na íntegra.
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Foto: Stéfanie Telles

O decrescimento sustentável foi o assunto da semana no Instituto Humanitas Unisinos. Do dia 22 ao dia 25, o economista francês Serge Latouche, mundialmente conhecido como autor dessa teoria, esteve presente na Unisinos ministrando palestras sobre o tema no Ciclo de Palestras: Economia de Baixo Carbono. Limites e Possibilidades.

Contudo, a discussão sobre o decrescimento não ficou restrita aos encontros na Unisinos. No site do IHU, a entrevista do dia com o pesquisador Carlos Alberto Pereira Silva também sobre o assunto, foi a mais acessada da semana.

O conceito de decrescimento surge “diante do desafio da mudança nos rumos da civilização ocidental”, esclarece Carlos Pereira à IHU On-Line. Para ele, a superação do modelo desenvolvimentista ocidental está imbricada na incorporação do “princípio de responsabilidade”. Pensar outro modelo de desenvolvimento econômico, social e político requer transformações de hábitos adquiridos há séculos e intensificados desde o surgimento do capitalismo.

Na entrevista, Pereira argumenta que a lógica do desenvolvimento é “essencialmente errada porque em seu interior está contida a insensata promessa de continuidade do crescimento econômico num mundo em que as riquezas naturais são finitas”. Entretanto, enfatiza, a origem da compreensão de que o homem é o centro do universo e que deve explorar os demais seres vivos “está estampada na narrativa judaico-cristã sobre a criação do universo na qual, conforme o relato bíblico, Deus teria ordenado ao homem: ‘enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”.

Confira a entrevista na íntegra.

Para ler mais:

A marginalização da mulher na Igreja é um escândalo. A afirmação é de Teresa Forcades, freira beneditina, entrevistada por José Manuel Vidal e publicada pelo Religión Digital. Com tradução do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU publicou a entrevista, sendo a mais acessada entre os dias 21 a 27 de outubro.
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Médica, teóloga e monja de clausura, Forcades afirma que a situação entre homem e mulher e a maneira “de conceber o feminino e o masculino numa sociedade contemporânea ocidental deixa muito de ser satisfatória”.


Teresa Forcades nasceu em Barcelona em 1966, sendo defensora do feminismo como uma forma de Teologia da Libertação. Na ocasião da entrevista, Teresa apresentou seu livro “A teologia feminista da História”.
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“Nenhum Papa se atreveu a proibir ex-cathedra o sacerdócio feminino”, afirma, entretanto reconhece que é na Igreja onde se sente mais respeitada como mulher. De acordo com Forcades, a vida religiosa “tem mudado ao longo da história e apenas terá futuro se continuar mudando. A mudança é inerente à vida religiosa e apenas quem não muda tende a desaparecer”.
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Para ler mais:

Nossas cidades são insustentáveis. Esta é a opinião de Luciana Ferrara, pesquisadora do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da FAUUSP – LabHab FAUUSP. Para Ferrara, “pensar a cidade sustentável passa por uma crítica radical de como a cidade está sendo produzida hoje”.
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“Todo mundo fala de crescimento desordenado porque a cidade aparenta ser caótica e sem controle. Mas, na verdade, essa aparente desordem é como ela se organiza, se configura de fato”, afirma a pesquisadora.
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Na entrevista concedida à IHU On-Line, Luciana comenta também as políticas públicas brasileiras destinadas à habitação, especialmente o programa Minha Casa, Minha Vida. “Apesar de se tratar de avanço importante em termos de financiamento, não temos visto uma melhoria na qualidade urbanística desses empreendimentos. E as empresas de construção visam o lucro, acima de qualquer coisa. Estão sendo construídos conjuntos habitacionais em áreas periféricas”.
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Leia aqui a entrevista na íntegra.