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Responsável por mais de 500 milhões de mortes no mundo apenas no século XX, a varíola é considerada, desde 1980, extinta pela Organização Mundial da Saúde. Entretanto, dois laboratórios ainda possuem amostras do vírus. O Instituto Humanitas Unisinos – IHU questionou seus leitores a respeito do que deve ser feito com estas amostras. Mais de 77% dos participantes responderam que são a favor da destruição do vírus.

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Confira os resultados:
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» 39,78% dos leitores responderam ser a favor da destruição do vírus, mas com dúvidas;
» 37,63% responderam ser totalmente a favor;
» 10,75% são totalmente contrários à destruição do vírus;
» 9,68% são contra a destruição, mas com dúvidas;
» 2,15% dos leitores responderam que tanto faz como fez.
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Confira as opiniões:
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Clariliane dos Santos Portella afirma ser “totalmente a favor da destruição deste vírus”. A leitora Luiza Maria Campo comenta que “algum maluco pode preservar o vírus, mas se pensarmos dessa forma jamais poderíamos erradicá-lo, exterminá-lo. Pensemos positivo”. Armando segue o raciocínio de Luiza, ao comentar: “qual o grau de certeza? Pode algum maluco preservar o vírus para fins bélicos”. Já a leitora Regina Mirian escreve que “deveria haver um esclarecimento a população sobre o que é o vírus da varíola e se ele poderá mesmo ser exterminado”. Regina finaliza seu comentário questionando: “Onde estão as políticas públicas de prevenção?”.

Ao substituir o presidente com a maior aprovação da história política do Brasil, tornando-se a primeira mulher da história a governar o país, Dilma Rousseff gera inúmeras expectativas para o seu mandato. Por conta disso, muitas são as cobranças para confirmar se ela realmente dará continuidade do modelo de Lula e em que aspectos conseguirá imprimir sua identidade.

Atento a relevância deste início de atividade presidencial de Dilma, o Instituto Humanitas Unisinos questionou em seu site: “Como você avalia o governo Dilma nestes primeiros cinco meses?Confira o resultado da enquete e as opiniões dos leitores:

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

» 32,29 % dos leitores responderam que “muito bem, tem tudo para dar certo”
» 13,17 % dos leitores responderam que “bem, mas esperavam muito mais”
» 26,96 % dos leitores responderam que “mais ou menos, não entusiasma. Vai ser mais do mesmo”
» 19,75 % dos leitores responderam que “nada bom, deixa muito a desejar”
» 7,84 % dos leitores responderam que “ainda não possuem uma opinião formada”

A leitora Roseli dos Santos diz ter profunda admiração por nossa Presidenta. “Acredito que fará de tudo para defender suas posições e desenvolver um bom governo. Porém, penso que terá um governo difícil, a começar pela interlocução com seus próprios aliados.”

Sandra diz que o governo Dilma ainda não deslanchou devido ao pouco tempo de governança, mas também “por algumas escolhas malfeitas de ministros. Além disso, ela enfrenta grandes desafios no Congresso, sua base aliada não está tão aliada.”

Para a leitora Antonia, “se o Governo demarcar as terras indígenas e proteger o meio ambiente, redimensionando o conceito de desenvolvimento, será um bom governo.”

“A aliança com o agro e hidronegócio, com as mineradoras, com as construtoras, são as marcas insanas de um governo que, na contramão da história aposta no ‘desenvolvimento’ e no ‘crescimento’. É bom lembrar que o lulismo mudou o Estado, que se faz indutor do ‘crescimento, via PAC, e financiador do mesmo, via BNDES. Os povos do São Francisco, do Rio Madeira, do Rio Tocantins, do Xingu, de todos os estados da União agredidos pelos monocultivos, mineradoras e hidroelétricas, será que apóiam este governo, aliado do capitalismo, que se implementa a partir, mais uma vez, do desrespeito programático de toda legislação e de todo bom senso?”, questiona o leitor Flávio Lazzarin.

A leitora Cecília afirma que Dilma tem sido firme, concreta, não tem agido sob pressão emocional ou política, tem tentado acertar. “Acredito em seus critérios éticos e políticos. Acredito também que tomará uma posição muito responsável diante das questões das barragens hidrelétricas – problema para seu governo.”

Você é a favor ou contra a realização de um plebiscito sobre o desarmamento? Este foi o questionamento que fizemos aos nossos leitores em enquete realizada em nosso sítio. 53% dos nossos leitores responderam ser favoráveis ao plebiscito.
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Eis os resultados.
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» 42,29% dos leitores responderam ser totalmente contrários;
» 41,71% responderam ser totalmente favoráveis;
» 11,43% são a favor, mas com restrições;
» 3,43% responderam que tanto faz como tanto fez;
» 1,14% são contra, mas com dúvidas.
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Nossos leitores além de votarem também debateram o assunto:
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O internauta Léo Deckmann Araújo, afirma que “uma arma é resumida em um verbo, matar, e nesse quesito os marginais são grande maioria. Basta saber quando será proposto mais operações em lugares repletos de munição, como a que aconteceu no Rio de Janeiro e também o aumento da fiscalização nas fronteiras, que é por onde entra o maior fluxo delas”. A leitora Solange de Moraes Guerra comenta que “me indigna, é que em outro momento histórico já fizemos esta discussão, gastamos com um processo eleitoral, e ganhou que a população continuasse armada. Aqui no RS a vitória, para que isso permanecesse foi esmagadora. E agora vamos repetir, novamente? Está, parecendo reunião de professores: discutimos muito, concretizamos pouco e avançamos, praticamente nada. Resultado: ESTAGNAÇÃO”.
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“A bem da verdade, diante do que estamos vendo todos os dias, nem seria necessário novo  plebiscito. O que precisamos é dos nossos legisladores, que ao invés de se preocuparem com o aumento de seus salários, ou da divisão da fatia do bolo financeiro do país, fizessem leis mais duras para quem carrega armas e para quem faz uso da mesma sem permissão legal. Que tal 30 anos de cadeia para quem usa uma arma sem permissão para tal? Que tal 20 anos de cadeia para quem carrega uma arma sem permissão para tal? Caso contrário, se cada um fizer justiça com a própria arma, para que a polícia, pra que um sistema judicial, para que o estado?”, questiona Roque Pattussi.
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Daniel Forti comenta: “vamos parar de ser hipócritas, proibir as armas que entram livremente pelo Paraguai e por toda a linha de fronteira só vai aumentar o contrabando. Os bandidos não compram armas nas lojas, a legislação para se comprar uma arma é tão exigente que poucos conseguem cumprir todos os tramites. A primeira lei americana é de liberdade de expressão, a segunda é direito de defesa e ter uma arma, as pessoas devem ter o direito de se defenderem a si e a sua família, em suas casas e locais ermos”.
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Segundo Pascoal “a afirmação de que ‘cidadãos honestos tem que se defender’ foi o lobbie utilizado no plebiscito passado pelas empresas vinculadas ao negócio de armas, inclusive com apoio a parlamentares e pessoas da mídia e artistas, no sentido de manter o mundo sob a égide das armas; a outra realidade é fazer um plebiscito sob a influência da cultura americana do norte, onde mais se tem e se vende armas (além de ser o local com índice absurdo de pessoas que matam a qualquer preço). É preciso que o país (e aqui falo o Estado) garanta segurança à população, que invista em políticas públicas e sociais, no sentido de incluir todas as pessoas em níveis mínimos de cidadania, para, só depois, tentar copiar países com IDH e com renda percapita como a dos países desenvolvidos. Nestes termos é que defendemos um novo plebiscito sobre porte e uso de armas, já que os efeitos daquele sobre nós são nefandos”. Para a leitora Lucia de Sá Barreto, “certamente haverá outro/mesmo plebiscito. É muito dinheiro e sempre sobrará para os corruptos. Que a redação da proposta seja inteligente: sim/favorável e não/desaprovação. No anterior a desaprovação venceu, representada pelo NÃO, mas houve maldade na redação. Votei sim duvidando de mim, como a apoiar”.
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“Se fizerem outro plebiscito vai dar em nada, pois os cidadãos honestos têm o direito de se defender. Deveriam em vez disso desarmar os bandidos. Em vez disso no ano passado mesmo com o não vencendo, foi baixada uma medida provisória para o desarmamento da população. O Estado não tem capacidade para controlar a violência e tenta coibir através de medidas deste gênero, tirando a possibilidade de defesa da família brasileira. Na situação em que se encontra o Brasil o melhor é ser bandido, e garantir o recebimento por parte da família de R$ 794 reais por cada filho que fica sem a presença do pai que está preso por não poder trabalhar. Uma ofensa ao trabalhador comum que labuta por um salário mínimo no fim do mês”, comenta Jonas Plinio do Nascimento Júnior.
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Para Armando, “a arma é um instrumento, cabe a seu proprietário produzir sons melodiosos ou estampidos ensurdecedores. Lembram do crime inafiançável caso alguém fosse pego portando uma arma ilegalmente? Piada, leis no papel – na prática não são cumpridas!! A bandidagem porta arma de todo tipo ao cidadão pedras e segurança privada para quem pode, quem não pode corre e desvia das balas. Aos infratores benesses ao cumpridor cobrança”. Já Eduardo de Oliveira Ribeiro afirma que “as indústrias, com a desculpa de emprego e impostos, realizam loobies fortíssimos em prol de seus lucros e a manutenção de um negócio, onde é constado o maior tráfico do mundo e o mais volumoso financeiramente, o tráfico de armas. Então a quem interessa o comércio de armas?”.

Lista fechada

Em 20 junho, 2011 Comentar

A Comissão Especial de Reforma Política do Senado aprovou, no dia 29 de março, por 9 votos a 7, a adoção da lista fechada nas eleições proporcionais (deputado federal, deputado estadual e vereador). Com isso, o eleitor passa a votar no partido político, não mais nos candidatos. Pelo modelo, cada partido elabora uma lista com os seus indicados e o número de eleitos depende da quantidade de votos recebidos por cada legenda no pleito.

O sistema nas eleições proporcionais até então vigente, garantia que as cadeiras à disposição em cada casa legislativa fossem distribuídas proporcionalmente aos votos obtidos pelos candidatos, dentro do chamado quociente eleitoral. Com a lista fechada, a intenção é fortalecer os partidos, na medida em que a ordem dos candidatos na lista será definida pelas siglas. O sistema proporcional com lista fechada é usado atualmente em países como Portugal e Espanha.

Para saber o que os eleitores pensam sobre o assunto, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU questionou: “O Congresso aprovou a adoção da lista fechada nas próximas eleições. Você é a favor?”. Confira os resultados e opiniões dos leitores:

» 17,92 % dos leitores são plenamente a favor
» 8,67 % dos leitores são a favor, mas com restrições
» 54,34 % dos leitores são totalmente contra
» 5,78 % dos leitores são contra, mas com dúvidas
» 13,29 % dos leitores não possuem opinião formada sobre o tema

O leitor Eliel Moreira da Silva diz ser contra, pois acredita que a tal da lista fechada não é para favorecer o povo. “Não quero passar uma mensagem de desaprovação total dos políticos, o povo é o maior culpado, se o povo não votasse neles, eles não estariam lá, roubando.”

A leitora Rosane Hambsch do Nascimento conta que passou toda a sua juventude se escondendo em reuniões clandestina para expressar sua opinião. “Com 52 anos, sou sobrevivente de uma ditadura, não quero me submeter aos jogos partidários em listas acertadas em gabinetes suspeitos.”

“A ideia da lista fechada é boa para fortalecer a organização partidária, o partido vale mais que o candidato. Porém, por outro lado, fortalecerá demais os caciques que decidirão que vai para o topo da lista. No atual quadro de partidos fracos e caciques fortes, a lista fechada pode ser um tiro no pé”, afirma o leitor Rorth Ricardo.

Para o leitor que se identificou como Lord Pimpão, “LISTA FECHADA mata democracia e fortalece DITADURA e AUTORITARISMO no poder.”

O leitor Daniel Forti diz: “Vamos instaurar de vez a ditadura política de partidos espúrios, que não são de direita, nem de esquerda, nem de centro, são um bando de golpistas interessados em legislar em causa própria à custa da pilhagem do erário.”

Não somente políticos e economistas de todo o país tiveram um início de ano de expectativas. Os cidadãos comuns, que vão à luta todos os dias para sustentar suas famílias, também estiveram atentos ao polêmico debate a respeito do reajuste do salário mínimo.
Em meio a debates e propostas, o ministro Gilberto Carvalho afirmou: “A vida não termina no salário mínimo. Não faremos loucura. O corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União mostra a gravidade da situação fiscal e, ao mesmo tempo, a seriedade do governo”.
Mas será que a vida não termina no salário mínimo? O Instituto Humanitas Unisinos – IHU questionou seus leitores a respeito do assunto. 39,51% dos internautas discordam radicalmente da opinião do ministro.
Confira os resultados.
» 39,51% dos leitores discordam radicalmente do ministro;
» 27,16% concordam plenamente com o ministro;
» 17,28% concordam parcialmente;
» 13,58% discordam parcialmente;
» 2,47% dos leitores afirmaram não ter opinião formada sobre o tema.

O leitor Francisco Magon acredita que “se o salário mínimo fosse no mínimo o suficiente para garantir os direitos nos quais a constituição determina, com certeza a vida aí não terminaria. É uma vergonha esses hipócritas que falam com ares de Majestade, mas podemos mudar. Basta ter tempo”.
O leitor Antonio Amort espera “que a senhora presidenta tenha a gentileza de ir ao público, explicando direitinho para o povo porque o seu governo tanto insistiu e lutou para limitar o mínimo assim”.
“A vida não acaba mesmo no salário mínimo, ela acaba quando o suor do trabalho de um mês inteiro não é o suficiente para pagar a conta de água, luz, IPTU, comida…”, aponta Greyce Vargas.
O leitor Rogério Antônio Rosa destaca que “gostaria de saber se esse tal de Gil conseguiria viver com R$ 545. O povo paga seu gordo salário, motoristas, cartão corporativo, auxílio moradia, empregados, assessores, viagens. Ele que tenha cara e coragem de homem e explique-se para o povo a besteira que falou. E os partidaristas de direita ou esquerda que analisem melhor, pois o PMDB é coligado ao PT, ou seja, tudo farinha do mesmo saco”.
“O que dá raiva é ver a demagogia da direita com o salário mínimo. No governo deles matavam de fome, o Salário Mínimo chegou aos níveis mais baixos da história. Agora, só porque estão na oposição falam de R$600. Se estivessem no governo iriam propor uns R$300 e olha lá! Dá nojo ver e ouvir o ACM Neto e a tucanada”, ressalta o leitor C. Barbosa.
Valdir Almeida escreve: “Lamentável. Quem te viu, quem te vê, Gil. Lhe conheci nas lutas dos anos 1970 e como militante da Pastoral Operária. Onde você foi parar! Nada como um dia após o outro. Tudo muito triste”.