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Na quinta-feira, 03-10-2014, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU recebeu o professor Alejandro Rosillo Martínez, que proferiu a conferência “Direitos Humanos na América Latina: Ignacio Ellacuría”. O debate teve início às 17h30 e aconteceu na Sala Ignacio Ellacuría no IHU, cujo nome presta homenagem ao filósofo jesuíta assassinado em El Salvador.

Alejandro Rosillo, que têm dois de seus livros publicados sobre o pensamento de Ignacio Ellacuría, afirma: “O pensamento de Ellacuría é um ponto de partida para a realização de uma teoria crítica dos direitos humanos, ele buscava fundamentar a práxis de libertação, constituindo-se em um caminho em direção a uma filosofia da libertação”.

Filosofia da libertação

O professor explica quais são os fundamentos da Filosofia da Libertação e como ela tem sido fundamental para pensar os direitos humanos dos povos latino-americanos a partir de “uma nova maneira de filosofar, a partir da realidade latino-americana, e partindo da opção pela libertação dos povos, das vítimas e dos oprimidos”.

O pensamento de Ellacuría foi um ponto de partida para a realização da teoria crítica dos direitos humanos, ou seja, o desenvolvimento de uma reflexão sobre estes direitos que responda melhor à práxis de libertação dos povos.

Quem é Alejandro Rosillo Martínez

Rosillo Martínez é graduado em Ciências Jurídicas pela Facultad de Derecho de la Universidad Autónoma de San Luis Potosí, mestre e doutor em Estudos avançados em Direitos Humanos pela Universidad Carlos III de Madrid. Atualmente leciona na Universidad Autónoma de San Luis Potosí, no México.

Recentemente Alejandro concedeu uma entrevista a IHU On-Line, onde refletiu sobre filosofia da libertação e direitos humanos.

Por sua vez, a última edição dos Cadernos IHU ideias publicaram o artigo “Repensar os direitos humanos no horizonte da libertação”.  A edição pode ser conferida na página do IHU, a partir de hoje, 07-10-2014.

Também na semana passada, Alejandro Rosillo ministrou o minicurso “Direitos humanos desde América Latina – Uma visão filosófica”, que teve como objetivo discutir as filosofias críticas latino-americanas, abordando um viés jus-filosófico para (re)interpretação dos direitos humanos no espaço geopolítico da região. O minicurso foi promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU em parceria com o Programa de Pós-graduação em Direito da Unisinos.

Publicações de Alejandro Rosillo

O professor é autor de diversos livros, tais como:

Justiça Social e direitos humanos desde uma perspectiva cristiana, Universidade Iberoamericana, León, 2010; Os direitos humanos desde o pensamento de Ignacio Ellacuría, Universidade Carlos III de Madrid-Editorial Dykinson, Madrid, 2009;

Praxis de libertação e direitos humanos. Uma introdução ao pensamento de Ignacio Ellacuría, Universidade Autónoma de San Luis Potosí-Comisión Estatal de Derechos Humanos, San Luis Potosí, 2008;

Os inícios da tradição ibero-americana de direitos humanos, Universidade Autónoma de San Luis Potosí-CENEJUS, Aguascalientes-San Luis Potosí, 2011.

Nahiene Alves e Suélen Farias

AgambenIHUideiasNeste mês o Instituto Humanitas Unisinos – IHU publicou A grande política em Nietzsche e a política que vem em Agamben de Márcia Rosane Junges, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e professora tutora da Unisinos. Neste artigo são propostas algumas reflexões acerca da grande política, de Nietzsche, e da política que vem, de Agamben, problematizando uma possível hegemonia da economia sobre a política. A partir desse horizonte, é questionado até que ponto o niilismo reativo nietzschiano se expressa atualmente em uma apatia política fundamentada na sacralização de instituições como Estado, lei, autoridade e mercado, conforme Giorgio Agamben em Profanações? Finalmente, haveria algum nexo entre a sacralização do mercado e uma consequente hegemonia da economia sobre a política?

AgambenComplementando esta discussão, em dezembro de 2013, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU lançou Agamben, 45ª edição dos Cadernos IHU em formação, em que se busca trazer ao debate entrevistas já publicadas pelo IHU sobre o pensamento do filósofo italiano Giorgio Agamben, cujas proposições oferecem chaves importantes para a compreensão e o questionamento da época que vivemos, num estilo peculiar de construção filosófica, ora aparentemente de fácil compreensão, como é o caso de Profanações, ora hermeticamente elaborada, como em O Reino e a Glória.

Entre as ideias principais de Agamben, destacam-se os conceitos de homo sacer, estado de exceção e vida nua, além de uma abordagem peculiar sobre o messianismo, a partir da influência de Walter Benjamin. Além do pensador da Escola de Frankfurt, Michel FoucaultMartin Heidegger e Aristóteles são basilares para a composição de sua filosofia.

cadernosihuagambenOutra discussão sobre a obra do filósofo italiano foi empenhada por Castor M. M. Bartolomé Ruiz, doutor em Filosofia pela Universidade de Deusto – Bilbao e professor no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Unisinos, na obra A sacralidade da vida na exceção soberana, a testemunha e sua linguagem. (Re) leituras biopolíticas da obra de Giorgio Agamben.

Neste texto, Castor Ruiz analisa a obra do filósofo italiano Giorgio Agamben, bem como os pensadores que o influenciaram, entre eles, Walter Benjamin, Carl Schmitt, Hannah Arendt e Michel Foucault, contextualizando o cenário contemporâneo da política como estrutura de poder, controle e domínio da vida. O percurso entre a biopolítica e a tanatopolítica é recuperado através deste texto com os exemplos concretos dos Lager, das senzalas, das reservas indígenas e das práticas de tortura promovidas por governos ditatoriais.

O autor também realizou uma série de artigos sobre o filósofo italiano:

A Revista IHU On-Line também publicou uma série de entrevistas que abordam as principais ideias de Agamben:

A bola começou a rolar na Copa do Mundo de 2014.  Desde que o Brasil foi anunciado há sete anos como sede do evento, a aprovação ainda era grande.

Mas, à medida que as notícias sobre os gastos públicos, atrasos e acidentes nas construções de obras, despejo de moradores e a subordinação do governo brasileiro perante a Fifa  começaram a aparecer na mídia, parte da população brasileira começou a repensar a função e a necessidade da realização da Copa do Mundo. Tais consequências foram responsáveis pela realização de protestos contra o evento, que iniciaram durante as manifestações de junho de 2013 e que ainda continuam.

Enquanto 32 países disputam a classificação para as oitavas de final, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU relembra as principais publicações relacionadas ao futebol e ao mundial.

O Cadernos IHU Ideias possui três exemplares que exploraram diferentes questões que envolvem o esporte, desde a forma como ele é transmitido nos meios de comunicação à relação com os torcedores:

1010ª edição – Futebol, mídia e sociedade no Brasil: reflexões a partir de um jogo

A 10ª edição do IHU ideias faz uma análise sobre a construção social da realidade no chamado futebol-espetáculo a partir do discurso de locutores e comentaristas das emissoras de televisão aberta que transmitiram a partida final da Copa do Mundo de 1998. A partir de uma análise comparativa entre as imagens do jogos e das locações e comentários de cada uma delas, o antropólogo Édison Luis Gastaldo evidencia um amplo painel de representações sobre a sociedade brasileira, o futebol e o papel do esporte e da identidade nacional.

4343ª edição – Futebol, mídia e sociabilidade. Uma experiência etnográfica

Embora o futebol seja considerado um fato social de grande importância na cultura brasileira e até na economia, a midiatização do esporte e as peculiaridades em torno de sua recepção ainda são pouco explorados nas pesquisas brasileiras sobre comunicação. Partindo deste princípio, a 10ª edição do IHU ideias tem como tema “Futebol, mídia e sociedade no Brasil: reflexões a partir de um jogo”, realizando um estudo sobre a sociabilidade envolvida na recepção coletiva. Para isso, os autores visitaram bares da região de Porto Alegre que transmitiam ao vivo jogos de futebol e puderam apontar tendências, como a posição dos torcedores presentes com relação às definições da situação propostas pelos torcedores, com o áudio da transmissão e com as imagens apresentadas.

105105ª edição – Futebol e identidade feminina: um estudo etnográfico sobre o núcleo de mulheres gremistas

O lugar simbólico das mulheres no universo do futebol clubístico é o tema desta edição do IHU ideias. Mesmo com o crescimento do futebol feminino no Brasil, ainda se avalia quase que de forma exclusiva a relação do homem com o esporte. É por isso que o autor Marcelo Pizarro Noronha faz esta análise, a partir do Núcleo de Mulheres Gremistas em Porto Alegre, que realiza diferentes atividades sociais em nome do time, além de dar apoio nas arquibancadas. O grupo possui mais de mil integrantes que participam da vida política, social e desportiva do clube, oferecendo ajuda incondicional nos melhores e nos piores momentos.

Já a Revista IHU Onl-ine possui quatro publicações relacionadas ao tema.

FutebolEdição Nº 184 – Futebol: mística, identidade e comércio (Ano VI 12.06.2006)

O futebol, longamente desprezado pela pesquisa, vai se tornando um apaixonado objeto de estudo para diferentes áreas do saber. Do dribling game dos colégios britânicos da metade do século XIX até a grande celebração da Copa do Mundo, o futebol, por sua simplicidade, se universalizou a tal ponto, como constata a última edição da revista francesa Autrement, que a FIFA conta com mais membros que a ONU. Saído da burguesia, o futebol perpassa todas as classes sociais graças a seus valores coletivos. Espelho de uma nação, de uma cidade, de um bairro, ele revela a identidade, a alteridade e os estereótipos que lhe são associados. Movido pela mística ele está cada vez mais submetido às leis do mercado.

A edição conta com a participação de Reinaldo Olécio Aguiar, Arlei Sander Damo, Roberto DaMatta, Simoni Lahud Guedes e Rogério Delanhesi.

capa (1)334ª edição – Futebol. A marca de uma identidade nacional?  (Ano X 21.06.2010)

Em meio às emoções que envolveram o anúncio Copa do Mundo no Brasil, a 334ª edição da IHU On-Line tratou do tema a importância do futebol na constituição da identidade nacional do povo brasileiro. Os entrevistados falam sobre o significado do esporte mais venerado pelos brasileiros, bem como as principais transformações que o futebol tem sofrido ao longo de sua história.

Contribuem para a discussão Arlei Damo, Simoni Lahud Guedes, Édison Gastaldo, Fátima Ferreira Antunes, Ronaldo Helal, Ruy Castro, Nando Gross, Fabiano Baldasso e José Afonso de Oliveira.

capaEdição 422ª  – Copa do Mundo. Para quem e para quê? (Ano XIII 10.06.2013)

Enquanto governos e patrocinadores enaltecem a realização dos megaeventos no Brasil, um contingente de milhares de brasileiros, em grande parte composto por pessoas em situação de vulnerabilidade social, vem sofrendo as mais variadas violações de direitos humanos. É neste contexto que se inicia no próximo sábado, em Brasília, a Copa das Confederações, um evento que será um ensaio para o mundial de futebol, que ocorrerá em 2014 no Brasil. Para debater a realização de megaeventos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, a revista IHU On-Line desta semana entrevistou uma série de especialistas e representantes dos Comitês Populares da Copa do Mundo espalhados por todo o país.

Participam desta edição Orlando Alves dos Santos Jr., Arlei Damo, Roberto Liebgott, Paulo Lemos, Cláudia Favaro, Júlia Ávila Franzoni, Caio Bruno de Oliveira Barbosa, Argemiro Ferreira de Almeida, Eloisa Varela Cardoso de Arruda e Vasconcelos Filho.

revistaEdição 445 – “Queremos o futebol de volta!” – A Copa da FIFA e o conflito público/privado (Ano XIV 09.06.2014)

Lançada uma semana antes da Copa de 2014, a revista retoma o tema da  capa IHU On-Line nº 422, “Copa do Mundo – Para quem e para quê?” publicada perto do início da Copa das Confederações.

Participam do debate Christian Russau, Laura Burocco, Paulo Roberto Rodrigues Soares, Marcelo Kunrath Silva, Francisco Xavier Freire Rodrigues, Magnólia Said e Édison Gastaldo.

No contexto do Ciclo de Estudos “50 anos do Golpe de 64. Impactos, (des)caminhos, processos” que terá continuidade, hoje, quarta-feira, com a conferência da Profa. Dra. Cláudia Wassermann, que tem como tema “Da campanha da Legalidade ao Golpe de 64”, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU lança os Cadernos IHU ideais, no. 205, com o texto “Compreensão histórica do regime empresarial-militar brasileiro” de Fábio Konder Comparato, professor Emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

No artigo, o autor analisa como o regime político que se instalou no país após o Golpe de 1964 fundou-se na aliança das Forças Armadas com os latifundiários e os grandes empresários e como esse consórcio político engendrou duas experiências pioneiras na América Latina: o terrorismo do Estado e o neoliberalismo capitalista.

A edição impressa pode ser ser adquirida diretamente no Instituto Humanitas Unisinos – IHU ou escrevendo para humanitas@unisinos.br.

A versão eletrônica, em PDF pode ser acessada aqui

Mais informações  sobre as publicações do IHU podem ser obtidas pelo telefone 55 (51) 3590 8213.

Para ler mais:

“Constituição federal e direitos sociais: avanços e recuos da cidadania” é o título da nova edição do Caderno IHU ideias. O texto de Maria da Glória Gohn, professora titular da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), realiza um balanço dos 25 anos da Constituição Brasileira de 1988.

A autora realiza um resgate do período posterior à constituição e o processo que lhe deu origem, além de focar nos pontos que incidem diretamente nas conquistas democráticas de direito e destacar alguns dos mecanismos de participação popular criados a partir da Constituição de 1988.

“Há consenso entre os analistas de que a conquista maior na Carta de 88 foi a consagração das liberdades democráticas, de opinião, de manifestação e de organização. Não teríamos tido o povo nas ruas, em junho de 2013, sem a nova Carta”, afirma a autora. Ela também fala sobre as emendas que ocorreram ao longo dos últimos anos e das brechas presentes na Constituição.

Esta e outras edições do Cadernos IHU ideias podem ser adquiridas diretamente no Instituto Humanitas Unisinos – IHU ou solicitadas pelo endereço humanitas@unisinos.br.

Informações pelo telefone 55 (51) 3590 8213.

A versão em PDF poderá ser acessada na página do IHU a partir do dia 06 de abril de 2014.