Desde a declaração feita pela presidente Dilma Rousseff, no início deste mês, a população brasileira tem feito essa pergunta. Além da aproximação com a data da Rio+20, também os problemas que vêm surgindo da construção de 27 hidrelétricas em todo o país chamam a atenção para a crise energética mundial.
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Em seu ponto de vista, Dilma afirma que, com o aumento do consumo da energia, nenhuma fonte renovável seria suficiente para o país. “Eu não posso falar: ‘Olha, é possível só com eólica iluminar o planeta.’ Não é. Só com solar? De maneira nenhuma”, aponta a governante. Ela teme que, na falta de “vento”, o país pare. “Reservatório de água a gente faz. Mas não faz reservatório de vento”, conclui.
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No contraponto, estão os movimentos sociais. Religiosos, ambientalistas, indígenas e até mesmo os sem-terra são cada vez mais contrários às fontes não-renováveis de energia. Eles apontam que a crise energética é sinal de exaustão do planeta e que, ao contrário do que disse a presidente sobre ser uma ideia fantasiosa, a produção de energia através de fontes renováveis é uma ‘ousadia’. “Fantasia é fazer de conta que não há limites”, alerta Aron Belinky, coordenador de processos internacionais do Instituto Vitae Civilis.
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A conjuntura da semana apresenta uma análise aprofundada sobre a matriz energética mundial. Elaborada pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT em fina sintonia com o IHU, a conjuntura apresenta uma (re)leitura das Notícias do Dia publicadas diariamente em nosso site. Não deixe de conferir!
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