
Lindo, lindo de doer o novo disco do Marcelo Camelo (chamado Nós-plantando bananeira ou uma espécie de Sou-cedilha, a depender de como o vivente segura a capa). Às vezes a música trucida o peito, como o piano da grande Clara Sverner tocando Saudade; ou ao escutar Santa Chuva, que Maria Rita havia banalizado em seu primeiro disco, e Marcelo recupera com uma franqueza de matar. Em outros momentos, o som cheira à circo, algodão doce, carrossel mesmo, como a sanfona de Dominguinhos em Liberdade. Nós ou Sou – dá vontade de dizer soul, por aquele pingo, ou será um pedal? ou um ponteiro que ficou por acertar? – … bueno, o disco traz, enfim, uma alegria genuína, não fosse por outra razão, a de ouvi-lo, boa nova da MPB que ele tem sabido ser desde os brothers. Em Porto Alegre, no dia 16 de outubro; em Sampa, 14-15 de novembro; de não perder por nada nesse mundo (D.V., SP, 02/10/08).

11/10/2008 às 23:25
A arte é interessante.
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